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Tecnologia social para captação e armazenamento de água da chuva favorece comunidades em diversas regiões do Brasil

21 de março de 2019

A cisterna é uma tecnologia social que rompe barreiras, combate a seca e cria perspectiva da convivência nas regiões onde as comunidades não têm acesso água

Cáritas Brasileira, através dos Regionais Piauí, Ceará e Minas Gerais, desenvolve o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido: Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), da Articulação do Semiárido (ASA), em parceria com o governo federal e a cooperação internacional e o apoio de setores da iniciativa privada, que se constitui numa política pública de acesso à água.

Nos últimos anos, esse programa, vem possibilitando a construção de cisternas familiares e comunitárias em larga escala por todo o semiárido brasileiro, revelando a viabilidade técnica, sócio-organizativa das agricultoras e agricultores e o desenvolvimento sustentável do semiárido. O programa possibilita ainda a geração de processos de descentralização e democratização da água, através das várias modalidades de captação para o consumo humano, produção de alimentos e criatórios de pequenos animais.

As Cisternas para captação de água da chuva através dos telhados, com capacidade de 16 mil litros para o consumo e 52 mil litros para a produção de alimentos, são reservatórios cilíndricos, construídos próximo à casa do(a) agricultor(a), que estocam a água da chuva que cai no telhado e é captada por uma estrutura construída com calhas de zinco e canos de PVC e outros meios. Esse tipo de cisterna pode ser construído com placas de cimento, anéis de concreto, tela e cimento, alambrado e outros materiais. Para dar mais resistência à estrutura, uma parte do reservatório fica enterrada. A água da cisterna de 16 mil litros é utilizada para beber e cozinhar num período de 06 meses para uma família de até cinco pessoas. Já a de 52 mil litros, a cisterna calçadão, serve para a produção de alimentos e atender as escolas rurais.

Uma solução para a falta de água – Para que a água da cisterna seja apropriada para o consumo humano, é importante manter a tampa da cisterna sempre fechada e a parte interna, os canos e as calhas sempre limpos. Todas as famílias atendidas são capacitadas com o curso de Gestão de Recursos Hídricos (GRH). Em todo o semiárido brasileiro já foram instaladas seiscentas e vinte duas mil e seiscentas e treze cisternas de 16 mil litros e cento e três mil seiscentas e vinte três cisternas de 52 mil litros, atendendo cerca de dois milhões de pessoas.

A cisterna é uma tecnologia social, que vem rompendo com o paradigma do combate a seca e criando a perspectiva da convivência com o semiárido com sustentabilidade social. “Um dos benefícios dessa cisterna é a água que temos para produzir alimentos para o consumo da família. Todo mundo quer ter uma cisterna. Depois dessa cisterna, minha vida mudou demais, mudou em todos os sentidos. É até mesmo uma terapia para a mente. Foi bom demais!”, disse dona Dete, da cidade de Rui Barbosa, na Bahia.

Contudo, a Cáritas Brasileira tem atuado em diversas regiões do Brasil com a tecnologia social de cisternas atendendo, assim, inúmeras comunidades. Dentre essas, no Distrito Federal (DF) e entorno 120 famílias receberam cisternas e tem mais 140 em construção em oito assentamentos e quatro cidades administrativas do DF. Também, no Mato Grosso do Sul, no munícipio de Paranhos, as comunidades indígenas guarani kaiowá receberam 300 cisternas.

Por Carlos Humberto Campos – Cáritas Regional Piauí

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