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SOS FILIPINAS – É preciso que a ajuda humanitária chegue a todas as regiões afetadas

27 de novembro de 2013

Relato enviado por Ryan Worms, da Cáritas Canadá, diretamente das Filipinas

“Eu não queria deixar meus fiéis. Mas quando o telhado da minha casa se foi eu me vi obrigado a fugir”, disse o padre José Taz Lasola da missão de Padre Pio em Roxas, na ilha de Panay, uma das regiões mais fortemente afetadas pelo supertufão Haiyan. A igreja era feita de madeira e bambu e nada pôde ser salvo.

“Minha comunidade de 800 fiéis é forte e unida. As famílias estão ocupadas fazendo abrigos em meio aos destroços de suas casas. Eles querem reconstruir a igreja da comunidade, mas, antes de tudo, são as famílias que devem encontrar abrigos e retornar as suas atividades de geração de renda.”

Padre Marcos Granflor, diretor de Ação Social da Arquidiocese de Capiz (Cáritas diocesana), analisa os danos nessa comunidade. “Tacloban e a ilha de Leyte estão muito presentes nos meios de comunicação. Mas não se ouve falar de Panay onde milhares de famílias foram severamente afetadas. Mais de 147 mil pessoas foram atingidas”, afirmou.

Na região costeira da cidade de Roxas em Panay, as casas estão quase todas gravemente danificadas. À medida que a chuva começa a cair, as crianças começam a brincar com os restos de barcos. A pesca, como em outras partes das Filipinas, é uma atividade importante na região e muitos pescadores perderam seus barcos e redes.

“Nada parece tirá-los a esperança. Ontem eu estava conversando com um pescador e quando eu perguntei se ele precisava de alguma coisa, ele me respondeu que não, que estava tudo bem. Esse pescador perdeu a sua casa e seu barco, mas um vizinho com mais sorte empresta para ele o próprio barco quando termina de pescar. Dessa forma, o pescador pode ir pescar e trazer peixe para alimentar sua família e vender o excedente. E assim ele começa a se recuperar”, contou padre Granflor.

Esta é uma das muitas histórias que ilustram o valor da resistência mostrada pelas vítimas do tufão. “Essas pessoas podem ter perdido seus lares, suas roupas, mas não perderam a dignidade”, disse padre Marcos.

Membros da Ação Social da Arquidiocese de Capiz visitaram as regiões mais remotas para fazer uma avaliação precisa dos danos causados pelo tufão e das necessidades dessas populações. Rapidamente se formaram equipes de voluntários para preparar kits com comidas e roupas para serem distribuídos.

Shella e James se ofereceram imediatamente. Enquanto James carrega os caminhões de alimentos, Shella prepara outros kits com roupas. “Ajudar a minha comunidade a se sentir bem. Isso me faz sentir que sou útil e a não pensar nas minhas próprias perdas. Sempre podemos encontrar alguém que perdeu mais que a gente”, falou Shella.

Os caminhões carregados vão para uma comunidade na cidade de Panay. No caminho, os agricultores já estão trabalhando para recuperar campos de arroz. “A agricultura é a segunda atividade econômica mais importante depois da pesca. Esse setor também foi gravemente afetado, mas se os campos de arroz podem ser recuperados rapidamente, serão necessários vários anos para que os coqueiros possam produzir novamente”, disse padre Marcos.

Esta semana, a Cáritas recebeu 13 mil lonas que serão distribuídas nas regiões afetadas. Elas se somam as milhares que já foram distribuídas na ilha de Leyte. “É certo que Tacloban e Leyte foram devastados, contudo, outros lugares parecem que foram esquecidos. Nestes lugares as pessoas também sofrem”, desabafou padre Marcos.

Apesar da solidariedade que une os milhares de atingidos pelo tufão Haiyan, os sobreviventes necessitam da ajuda internacional para seguir adiante. Essa ajuda deve chegar a todas as regiões afetadas pelo desastre e esse é o compromisso dos membros da Rede Cáritas. 

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