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Sínodo 2018: Jovens migrantes têm de ser protagonistas na Igreja diz cardeal Tagle

24 de outubro de 2018

Foto: Ricardo Perna/Família Cristã

O cardeal Luis Antonio Tagle, presidente da Cáritas Internacional, disse que a questão dos jovens migrantes está no centro do Sínodo dos Bispos, que está em andamento no Vaticano, desafiando a Igreja a encontrar novas soluções.

“Quando passamos a contar com jovens que estão em fuga, que são vulneráveis porque são obrigados a forçar, há toda uma nova área de pastoral. Difícil, mas que irá renovar a pastoral juvenil em muitas partes do mundo”, disse à Agência ECCLESIA o arcebispo de Manila, nas Filipinas.

À entrada da última semana de trabalhos da assembleia sinodal, o responsável sustenta que a atenção à realidade migratória tem sido “uma das bênçãos deste Sínodo”.

“Os bispos e, especialmente, os jovens de países onde há muitas migrações forçadas, dizem que as pessoas não querem deixar as suas casas, mas são obrigados devido à pobreza, falta de emprego, guerras, ódio. Isso tornou-se uma característica permanente na vida destes jovens”, destacou.

O presidente da Cáritas Internacional fala num desafio para a Igreja Católica, em particular na sua relação com os jovens, e para a sociedade, afetada por uma “atmosfera de separação, divisão, incutindo medo no outro”.

“Esta ideia de construir muros ou destruir pontes que foram construídas, isto acontece devagar. E nós podemos travá-la, ou pelo menos abrandá-la, com pequenas ações no dia a dia, com paciência”, sustentou.

O cardeal Tagle deseja, que todas estas realidades sejam vistas desde a perspectiva do ser humano, ouvindo as histórias de vida de todas as pessoas que deixaram a sua terra, para caminhar juntos.

A Confederação Cáritas iniciou neste último domingo, 21 de outubro, em Roma, uma caminhada de solidariedade com migrantes e refugiados que pretende percorrer 1 milhão de quilómetros em vários países, incluindo o Brasil. “Todos nós temos antepassados que já foram migrantes, e muitos de nós até agora temos um irmão, uma irmã, tio ou sobrinho que é migrante noutra parte do mundo. Por isso, apelo a todos os que estão alimentando este medo dos imigrantes: não se esqueçam disso, porque é a falta de memória que nos torna vazios perante as outras pessoas”, adverte o cardel Tagle.

O presidente da Cáritas Internacional realça ainda o papel dos imigrantes no crescimento de várias economias, que sem eles entrariam em colapso.

Com informações da Agênia Ecclesia

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