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Série de homenagens no Recife marcam o centenário de Dom Hélder Câmara

17 de fevereiro de 2009

No dia 06 de fevereiro, foi lançado o cordel “Dom Helder Câmara – Memórias de Um Profeta Popular”, de autoria da diretora da Cáritas Diocesana de Palmeira dos Índios, Rita de Assis Costa. A atividade foi realizada no auditório da Faculdade Frassineti do Recife (Fafire), durante a reflexão sobre “O Documento de Aparecida à luz de Dom Hélder Câmara”. Segundo Costa, além de homenagear o ex-arcebispo, o objetivo principal do cordel é divulgar a simplicidade e a trajetória de dom Hélder durante sua trajetória em favor dos mais necessitados.

O lançamento fez parte da celebração dos cem anos do nascimento de dom Hélder Câmara. Para a articuladora do Programa de Economia Popular Solidária em Alagoas, Maria Mafra, as homenagens são fundamentais para lembrar o quanto dom Hélder contribuiu para o processo de estruturação da Igreja no Brasil.

“Não podemos esquecer o histórico desse homem que teve um papel fundamental no campo eclesial e na relação com o povo. Para nós que vivemos na perspectiva de um mundo melhor e mais justo, é importante não esquecermos de sempre trazer os mais necessitados para o centro das atenções, como ele fazia”, declarou Mafra.

No dia seguinte, após uma missa campal celebrada pelo presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, em frente à Igreja das Fronteiras, uma escultura de Dom Hélder foi inaugurada. A Empresa de Correios e Telégrafos entregou às autoridades presentes um selo criado para homenagear o fundador da Cáritas Brasileira.

A cerimônia, que reuniu cerca de 2 mil fiéis, foi acompanhada pelo Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o prefeito da cidade, João da Costa e outras autoridades locais.

Reflexão

O debate sobre “O Documento de Aparecida à luz de Dom Hélder Câmara” foi ministrado pelo presidente da Cáritas Brasileira e bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentini. A atividade, promovida pela Cáritas NE 2, reuniu cerca de 200 pessoas de entidades da sociedade civil, alunos, professores, movimentos sociais, Igreja, representações do público beneficiado pela Cáritas.

De acordo com dom Demétrio, a reflexão sobre o Documento de Aparecida, a partir da atuação de Dom Hélder, mostra o quanto os fundamentos lançados por ele são referências para a Igreja da América Latina. Cita-se como exemplos a fundação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1952; a criação do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), em 1955 e a Cáritas Brasileira, em 1956, além de sua intensa participação no Concílio Vaticano II.

“Esse debate permite reconhecer a herança deixada por Dom Hélder Câmara, como também possibilita valorizar mais as posições de Aparecida, à medida que percebemos o quanto elas se identificam com os grandes sonhos de dom Hélder”, declarou o presidente da Cáritas Brasileira.

Participaram da discussão o bispo referencial da Cáritas Regional NE2, dom Dulcênio Matos; o secretário regional da CNBB NE2 e bispo de Palmares (PE), dom Genival Saraiva de França; o secretário-executivo da CNBB NE2, Pe. José Albérico Bezerra, além da coordenadora da (Fafire), Ir. Maria das Graças Soares e a coordenadora do Instituto Capibaribe, Leda Telles.

*Comunicadora da Cáritas NE2, com edição de Mayrá Lima

Kilma Ferreira*

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