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Semana da Mulher

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Saudações especiais!

Para o Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, está sendo convocada a Greve Internacional das Mulheres. Proposta por dezenas de movimentos de mulheres em vários países do mundo, a Greve Internacional das Mulheres servirá como protesto contra o feminicídio, as desigualdades, todas as formas de violências contra as mulheres, a exploração das mulheres no trabalho e na economia e a desumanização feminina.

A iniciativa vem ganhando força e, mesmo na diversidade de intencionalidades, a Rede Cáritas Brasileira mobiliza para que todas as mulheres façam adesão à paralisação e anima para a presença das mesmas nos espaços de manifestações propostos nos vários territórios de atuação.

A Rede Cáritas, refletindo com o Grupo de Trabalho de Mulheres, propõe que a seguinte bandeira de luta unifique a Cáritas nas mobilizações: Pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Nenhum direito a menos!

Queremos com esta mobilização animar cada mulher da Rede Cáritas para aderir à greve, dando a devida visibilidade para a mesma e somando com outras milhares de mulheres organizadas em todo o mundo.

Vamos utilizar as seguintes hashtags como expressão de nossa luta: #mulherescaritas #8M #NemUmaAMenos e outras relacionadas às mobilizações. Segue também uma proposição de arte para imprimirmos os materiais necessários para as mobilizações (cartazes, bandeiras, camisetas e outros).

Mulheres e homens, vamos à luta! Pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Nenhum direito a menos!

Alessandra Miranda; Aline Justino; Cristina dos Anjos; Elizangela Matos; Keila Maraes e Regilvânia Mateus.
Grupo de Trabalho Mulheres

 

Agenda de Mobilização

Bagé (RS)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 17h: Marcha pelo direito à aposentadoria digna, com concentração na Praça do Coreto

Brasília (DF)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 9h às 11h: Panfletagem junto às portas de acesso do Congresso Nacional

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 11h: Entrega do diploma Mulher-Cidadã Bertha Luz no Plenário

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 16h: Concentração em frente ao Museu da República para ato contra a Reforma da Previdência e pelo Fim da violência contra as Mulheres. Nenhum direito a menos!

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Caxias do Sul (RS)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 8h30: Tribuna Livre no Grande Expediente da Câmara de Vereadores

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 10 horas: Concentração na Praça Dante Alighieri

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 11 horas: Caminhada até o INSS

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 15h30: Aula pública “A Reforma da Previdência e o impacto na vida das Mulheres”, na Praça Dante Alighieri

Curitiba (PR)

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 Erechim (RS)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 13h30: Aula pública na Praça da Bandeira e marcha pelas principais ruas da cidade até o prédio do INSS

Padre Bernardo (GO)

Terça-feira, 7 de março, 10h: Audiência pública “A Previdência é Nossa, Ninguém tira ela da Roça”

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Passo Fundo (RS)

Segunda-feira, 6 de março, 15h: Abertura da Semana Municipal da Mulher na Câmara de Vereadores. Tema: “Não basta conquistar direitos: é preciso vigiar para não perder”

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 9h às 22h30: Exposição de trabalhos relacionados à temática no Saguão da Faculdade de Direito da Universidade de Passo Fundo (UPF)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 14h30: Seminário na Academia Passo-fundense de Letras

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 18h: Marcha Luminosa das Mulheres na Praça do Teixeirinha

Quarta-feira, 15 de março, 8h30: Debate sobre a legalização do aborto no Salão de Atos da Faculdade de Direito – UPF

Quinta-feira, 16 de março, 10h: Mesas sobre encarceramento feminino e sobre gênero e consumo no Salão de Atos da Faculdade de Direito – UPF

Sexta-feira, 17 de março, 19h20: Palestra “A importância do feminino e o combate à violência contra a mulher” no Salão de Atos da Faculdade de Direito – UPF

Pelotas (RS)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 8h30: Audiência pública na Câmara dos Vereadores

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 11 horas: Marcha “Mulheres em Luta contra a Reforma da Previdência, com concentração em frente à Câmara de Vereadores

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 15 horas: Tenda Feminista, no Chafariz do Calçadão

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 17 horas: Ato “Se nossas vidas não importam, que produzam sem nós”, no Chafariz do Calçadão

Porto Alegre (RS)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 5h30: Concentração na Ponte do Guaíba e marcha até o Centro Histórico

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 8h30: Ato público na agência do INSS – Travessa Mário Cinco de Paus, 20, Centro Histórico

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 10 horas: Seminário “O Impacto da Reforma da Previdência na Vida das Mulheres”, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 12 horas: Ato em apoio à Ocupação Mirabal, na Rua Duque de Caxias, 380

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 13h30: Ato Cultural no Largo Glênio Peres

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 17 horas: Concentração para Marcha das Mulheres na Esquina Democrática

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Santa Cruz do Sul (RS)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a partir das 9 horas: Feira de alimentos e artesanato e debate em grupos sobre a Reforma da Previdência na Praça Getúlio Vargas

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 15h30: Marcha até a agência do INSS, na Rua Ramiro Barcelos, 1430 – Centro

Santa Maria (RS)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 9h30: Concentração em frente ao CTISM-UFSM e marcha no campus

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 12 horas: Roda de conversa em frente ao RU (Prédio 31 – Térreo União Universitária/UFSM)

Quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 16 horas: Concentração na Praça Saldanha Marinho e Marcha de 8 de Março

Atos e marchas no Brasil

Greve Internacional

No Dia Internacional da Mulher, mulheres e homens de todo o mundo estão sendo convocadas e convocados para aderir a uma greve geral contra as desigualdades e o machismo. Personalidades importantes que militam pela igualdade de gênero e pelos direitos das mulheres, entre elas Angela Davis e Nancy Fraser, assinaram o manifesto que convoca a paralisação internacional para o dia 8 de março. “A ideia é mobilizar mulheres, incluindo mulheres trans, e todos os que as apoiam num dia internacional de luta – um dia de greves, marchas e bloqueios de estradas, pontes e praças; abstenção do trabalho doméstico, de cuidados e sexual; boicote e denúncia de políticos e empresas misóginas; e de greves em instituições educacionais”, afirma o texto.

O manifesto segue destacando que “as grandes marchas de mulheres de 21 de janeiro [nos Estados Unidos] podem marcar o início de uma nova onda de luta feminista militante”. Além de protestar contra a violência masculina, o movimento pretende se expandir para lutas contra todas as formas de preconceito, contra o racismo, o imperialismo e o neoliberalismo.

“Cada país vai se juntar a esta mobilização. É fundamental a união das mulheres em nível mundial, mas é preciso lembrar-se das realidades locais”, destaca Maria Fernanda Marcelino, integrante da equipe da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). “No Brasil, a Reforma da Previdência atinge em cheio as mulheres”, alerta ela, lembrando um tema que terá forte presença nas mobilizações brasileiras neste 8 de março. Feminicídio, aborto e violência também estão entre as pautas.

“É importante não perder impulso. Juntemo-nos em 8 de março para fazer greves, atos, marchas e protestos. Usemos a ocasião deste dia internacional de ação para construir um feminismo para as 99%, um feminismo de base, anticapitalista; um feminismo solidário com as trabalhadoras, suas famílias e aliados em todo o mundo”, dizem as mulheres no manifesto internacional.

Confira abaixo, na íntegra, o texto assinado por Angela Davis, Cinzia Arruzza, Keeanga-Yamahtta Taylor, Linda Martín Alcoff, Nancy Fraser, Rasmea Yousef Odeh e Tithi Bhattacharya, publicado originalmente na Viewpoint Magazine e traduzido por Daniela Mussi para o Blog Junho. Já o manifesto Movimentos de Mulheres contra a Reforma da Previdência Social convocam lutas para o mês de março de 2017 pode ser acessado aqui.

Para além do “faça acontecer”: por um feminismo das 99%
e uma greve internacional militante em 8 de março

 As grandes marchas de mulheres de 21 de janeiro [nos Estados Unidos] podem marcar o início de uma nova onda de luta feminista militante. Mas qual será exatamente seu foco? Em nossa opinião, não basta se opor a Trump e suas políticas agressivamente misóginas, homofóbicas, transfóbicas e racistas. Também precisamos alvejar o ataque neoliberal em curso sobre os direitos sociais e trabalhistas. Enquanto a misoginia flagrante de Trump foi o gatilho imediato para a resposta maciça em 21 de janeiro, o ataque às mulheres (e todos os trabalhadores) há muito antecede a sua administração. As condições de vida das mulheres, especialmente as das mulheres de cor e as trabalhadoras, desempregadas e migrantes, têm-se deteriorado de forma constante nos últimos 30 anos, graças à financeirização e à globalização empresarial. O feminismo do “faça acontecer” e outras variantes do feminismo empresarial falharam para a esmagadora maioria de nós, que não têm acesso à autopromoção e ao avanço individual e cujas condições de vida só podem ser melhoradas através de políticas que defendam a reprodução social, a justiça reprodutiva segura e garanta direitos trabalhistas. Como vemos, a nova onda de mobilização das mulheres deve abordar todas essas preocupações de forma frontal. Deve ser um feminismo para 99% das pessoas.

O tipo de feminismo que buscamos já está emergindo internacionalmente, em lutas em todo o mundo: desde a greve das mulheres na Polônia contra a proibição do aborto até as greves e marchas de mulheres na América Latina contra a violência masculina; da grande manifestação das mulheres de novembro passado na Itália aos protestos e greve das mulheres em defesa dos direitos reprodutivos na Coréia do Sul e na Irlanda. O que é impressionante nessas mobilizações é que várias delas combinaram lutas contra a violência masculina com oposição à informalização do trabalho e à desigualdade salarial, ao mesmo tempo em que se opõem a políticas de homofobia, transfobia e xenofobia. Juntas, eles anunciam um novo movimento feminista internacional com uma agenda expandida – ao mesmo tempo anti-racista, anti-imperialista, anti-heterossexista e anti-neoliberal.

Queremos contribuir para o desenvolvimento deste novo movimento feminista mais expansivo.

Como primeiro passo, propomos ajudar a construir uma greve internacional contra a violência masculina e na defesa dos direitos reprodutivos no dia 8 de março. Nisto, nós nos juntamos com grupos feministas de cerca de trinta países que têm convocado tal greve. A ideia é mobilizar mulheres, incluindo mulheres trans, e todos os que as apoiam num dia internacional de luta – um dia de greves, marchas e bloqueios de estradas, pontes e praças; abstenção do trabalho doméstico, de cuidados e sexual; boicote e denúncia de políticos e empresas misóginas, greves em instituições educacionais. Essas ações visam visibilizar as necessidades e aspirações que o feminismo do “faça acontecer” ignorou: as mulheres no mercado de trabalho formal, as que trabalham na esfera da reprodução social e dos cuidados e as desempregadas e precárias.

Ao abraçar um feminismo para as 99%, inspiramo-nos na coalizão argentina Ni Una Menos. A violência contra as mulheres, como elas a definem, tem muitas facetas: é a violência doméstica, mas também a violência do mercado, da dívida, das relações de propriedade capitalistas e do Estado; a violência das políticas discriminatórias contra as mulheres lésbicas, trans e queer, a violência da criminalização estatal dos movimentos migratórios, a violência do encarceramento em massa e a violência institucional contra os corpos das mulheres através da proibição do aborto e da falta de acesso a cuidados de saúde e aborto gratuitos. Sua perspectiva informa a nossa determinação de opormo-nos aos ataques institucionais, políticos, culturais e econômicos contra mulheres muçulmanas e migrantes, contra as mulheres de cor e as mulheres trabalhadoras e desempregadas, contra mulheres lésbicas, gênero não-binário e trans-mulheres.

As marchas de mulheres de 21 de janeiro mostraram que também nos Estados Unidos um novo movimento feminista pode estar em construção. É importante não perder impulso. Juntemo-nos em 8 de março para fazer greves, atos, marchas e protestos. Usemos a ocasião deste dia internacional de ação para acertar as contas com o feminismo do “faça acontecer” e construir em seu lugar um feminismo para as 99%, um feminismo de base, anticapitalista; um feminismo solidário com as trabalhadoras, suas famílias e aliados em todo o mundo”.

Por Kaique Santos, do Observatório da Sociedade Civil / Edição: Assessoria Nacional de Comunicação da Cáritas Brasileira

Reforma da Previdência

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