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Refugiados da Venezuela aguardam oportunidade de trabalho no Recife

14 de agosto de 2019

A ação EuMigrante, da Cáritas Brasileira, ajuda refugiados venezuelanos a encontrarem uma nova vida

Desde o ano passado, Recife tornou-se uma das rotas para acolhimento de venezuelanos migrantes no Brasil, fugidos da fome e da crise econômica e social que atingem sua terra natal. A Cáritas Brasileira, entidade comprometida com a promoção e atuação social na defesa dos direitos humanos, apoia a recolocação profissional dos migrantes por meio da campanha #EuMigrante. A capital de Pernambuco ainda tem cerca de 30 profissionais à espera da abertura da porta de trabalho formal para sustentar a família. Estima-se que há atualmente cerca de 200 venezuelanos vivendo na cidade.

A iniciativa visa favorecer mais de 3.500 pessoas, sendo pelo menos 1.200 delas imigrantes venezuelanas, a partir da integração em sete capitais do Brasil: Boa Vista (RR); Brasília (DF); Curitiba (PR); Florianópolis (SC); Porto Velho (RO); Recife (PE), e São Paulo (SP). Muitos dos imigrantes venezuelanos entraram no Brasil por Boa Vista (RR) e estão inscritos em programas sociais que permitiram seu deslocamento para outras cidades.

Segundo assistente social do projeto Pana no Recife, Mona Mirella, aproximadamente 60% dos refugiados venezuelanos na capital –20 famílias, aproximadamente – já alcançaram a autonomia formalizada, ou seja, seus chefes de família trabalham com a Carteira de Trabalho assinada e, com a autonomia de vida, desligaram-se do programa, consequentemente. Porém, pouco mais de 30 profissionais ainda estão na informalidade – atuando como ambulantes, por exemplo – como meio de sobrevivência para si e para suas famílias.

Acolhimento sobre as políticas públicas de Recife, explicação sobre a Política de Assistência Social.

A Cáritas tem atuado tanto no apoio para integrar os imigrantes quanto no esclarecimento de dúvidas dos futuros empregadores. Segundo a entidade, o maior receio inicial estava ligado à ausência de referências e à documentação de cada cidadão. “Tranquilizamos os empresários quanto à contratação.  Assim como a Defensoria Pública da União (DPU), que produz um documento esclarecedor sobre o processo, enviamos uma carta às empresas, que visa comprovar que todos os imigrantes vieram de Boa Vista – principal porta de entrada – e estão com toda a documentação legal, inscritos, inclusive, em programas sociais, como o Bolsa Família”, explicou.

Vida nova

Desde janeiro, o venezuelano Rafael Teodoro Gonzalez, 24 anos, atua como auxiliar de manutenção na Fricalor, empresa que produz materiais de EPS – ou poliestireno expandido (o popular isopor). Segundo Elida Pilar, do Departamento de Recursos Humanos, a cultura da empresa normalmente prioriza as indicações durante o recrutamento e a seleção para alguma vaga. “Quando conhecemos aquele rapaz supersimpático, inteligente, ágil, com iniciativa, resolvemos apostar. E foi uma ótima escolha! Rafael é disciplinado, proativo, pontual e não se envolve em conversas improdutivas. Ah, muito sociável, conquistou a todos rapidamente”, ressaltou. Antes de receber sua primeira cesta básica (um dos benefícios concedidos pela empresa), os próprios colegas reuniram-se nos primeiros dias para ajudar o migrante. Cada um doou um produto de sua própria cesta.  “Meus colegas são pessoas muito boas, fui muito bem recebido desde o início. Eles me ajudaram bastante quando cheguei. Estou muito agradecido com todos aqui no Recife”, confirmou o operário venezuelano.   

Para a empresa, a contratação bem-sucedida motivou outras três, também pelo EuMigrante. “O ótimo resultado quebrou nosso próprio paradigma. Recomendo a todas as empresas proporcionar uma oportunidade para conhecer um profissional migrante, e dar-lhe a oportunidade tão sonhada de crescimento, para que possa se fixar no nosso país e construir uma nova história”, atestou Elida.

“Estou contente com meu novo trabalho; está tudo muito bom após o começo da minha adaptação. Meu sonho agora é ter minha família toda aqui comigo, no Brasil. Quero trazer outros familiares para perto de mim, principalmente meu pai e meu irmão”, confessou o empregado. E não faltam alegria e esperança para a família venezuelana, que em breve vai aumentar de tamanho. Rafael é pai de uma filha e sua esposa já espera o segundo bebê. A mudança e o emprego no Recife fazem parte do primeiro capítulo de uma nova e feliz história na vida do rapaz.

 

SERVIÇO

Para disponibilizar uma vaga de trabalho e conhecer o perfil dos profissionais venezuelanos cadastrados, acesse https://eumigrante.org/oportunidades.

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