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Rede Cáritas promove encontro de Mulheres e Fundo Rotativo em Cratéus

01 de junho de 2017
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Este ano os encontros nacionais da Cáritas discutem o empoderamento feminino e experiência dos fundos de economia solidária no semiárido

 

Troca de experiências sobre convivência com o Semiárido, fortalecimento do protagonismo social e empoderamento dos direitos. Estes são alguns dos objetivos do II Encontro de Mulheres do Semiárido e do Encontro de Fundos Rotativos Solidários, que se iniciaram nesta quarta (31), em Crateús (CE). Os eventos, animados pela Rede Cáritas seguem até a sexta (02) e antecedem a XIII Feira de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Crateús.

Anualmente, em meio à programação da Feira, a Cáritas realiza nacionalmente encontros na área de Economia Popular Solidária e – intercalados de dois em dois anos – encontrões com mulheres e voluntariado. “É aqui que a gente se propõe a debater amplamente essas questões, que nos ajudam a ter elementos para elaborar políticas, iluminar nossos grupos de trabalho”, explica Alessandra Miranda, coordenação colegiada da Cáritas Brasileira. Esse ano os encontros reúnem os regionais que se encontram no Semiárido brasileiro: Nordeste e Norte de Minas.

A abertura dos encontros, realizada no Instituto Federal do Ceará - Campus Crateús, contou com uma mística inicial celebrando o bem viver e uma mesa de análise de cenário sobre a redução de direitos e os impactos sobre as políticas para mulheres com foco na equidade de gênero, na convivência com semiárido e na economia solidária.

No primeiro dia de programação do II Encontro de Mulheres, Cristina dos Anjos, da Cáritas Brasileira, conduziu uma reflexão inicial sobre o debate de gênero na Rede Cáritas, considerando a visão sobre o Marco Referencial e o histórico da temática na instituição. Em 1999, as Cáritas do Norte e do Nordeste realizavam o primeiro encontro de mulheres da Rede. Pontapé para outros momentos que vem, desde então, fortalecendo a discussão sobre equidade de gênero, empoderamento e feminismo entre as agentes Cáritas, e reverberando em suas ações junto às mulheres com quem a instituição atua. Durante as intervenções da plenária, muitos testemunhos dos preconceitos vividos vieram à tona. Muitos deles nos próprios espaços da Igreja. Discussão que reaviva a necessidade entre as mulheres de Cáritas de que o debate precisa ser mantido e reverberado, o que inclui a própria estrutura de Cáritas em seus espaços de representação e deliberação. Na tarde de hoje também aconteceram três oficinas que discutiram temas relacionados ao trabalho, à política e ao enfrentamento à violência. 

O Encontro de Fundos Rotativos Solidários aconteceu concomitantemente ao Encontro de Mulheres e reuniu agentes Cáritas que atuam no campo da Economia Popular Solidária e representantes das iniciativas de fundos vinculadas ao projeto Fortalecimento dos Fundos Rotativos Solidários, desenvolvido pela Rede Cáritas em âmbito nacional. ”O momento marca o fechamento do projeto de fundos da Cáritas e aponta para continuidade a partir da construção de novas ferramentas, como um mapa temático virtual que será construído”, conta Marcus Fabrício, assessor da Cáritas Nordeste 3. O mapa planejado através do projeto quer identificar territorialmente, a nível nacional, onde estão os fundos rotativos e quais suas especificidades, tais como tipo, composição e formas de organização. 

A programação dos encontros continuam ao longo desta quinta-feira (01) no Instituto Federal do Ceará, no campus Crateús. No Encontro de Mulheres está programado pela manhã um painel de testemunhos das lutas e conquistas de direitos dos povos do Semiárido com representações de indígenas, juventudes, agricultoras e quilombolas. Haverá também um trabalho em grupo para propor estratégias que devem ser priorizadas pela Rede Cáritas no biênio 2017/18 na ação com mulheres e no debate de gênero. Já no Encontro de Fundos, segue o trabalho de definição sobre o mapa e discussão sobre a Rede Nacional de Fundos Solidários. À tarde, uma plenária conjunta possibilitará a socialização dos debates e definições dos dois encontros. 

 

Por Morgana Damásio, Eraldo Paulino e Raquel Dantas, comunicadores da Rede Cáritas.

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