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Protesto contra a morte de Zé Maria e pelo fim ao agrotóxico

14 de maio de 2010

“Zé Maria vive hoje e sempre, os movimentos sociais vão seguindo a luta em frente”. Esta frase deu início à manifestação que aconteceu no dia 12/5, na região de Limoeiro do Norte, Ceará. A concentração aconteceu na praça da capela de Nossa Senhora de Fátima, na comunidade Tomé, onde o líder comunitário José Maria Filho morava.

Estudantes, representantes de movimentos sociais, agricultores e moradores da comunidade foram em caminhada até o local onde o corpo de Zé Maria foi encontrado. Lá foi realizada uma celebração em memória dele e de todos que tombaram na luta pela garantia de direitos e contra injustiças sociais. Três mangueiras foram plantadas ao lado da cruz que simbolizavam o local da tragédia para lembra a vida por que Zé Maria tanto lutou.

De lá, todos seguiram até Limoeiro, onde foi feita caminhada da Praça do Banco do Nordeste até a prefeitura. Com faixas, banners, panfletos, informativos e gritos de guerra, representações de movimentos sociais de todo o estado, afirmaram a indignação de perder um líder que lutou em defesa da vida e do meio ambiente.

O ato foi um protesto contra o assassinato de Zé Maria, e uma reivindicação para que se cumpra a lei criada em 2009 pela Câmara Municipal de Limoeiro, que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos. Zé Maria era um dos autores das denúncias contra o uso de agrotóxicos na região Jaguaribana. O Líder foi executado no dia 21 de abril com 19 tiros.

Para os presentes, ações como esta são importantes para o fortalecimento das comunidades e movimentos. “Vem nos fortalecer na luta que não é só aqui, mas nas regiões atingidas pelo agrotóxico”, diz Dino Gomes, da comunidade Lagoa dos Cavalos, Russas. O sentimento de Dino é parecido com o de outras pessoas que estão unidas pela luta e garantem que a batalha por vida digna não acaba com ameaças. “Se pensam que com a morte de Zé Maria, vão calar nossa voz, estão enganados, pelo contrário, fortalece”, Diz Lourdes Vicente, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

A caminhada expressou o sentimento que brota no coração de todos pedindo justiça e punição para os culpados pela morte de Zé Maria. Os movimentos estão unidos para dizer que a causa é de todos.

Movimentos presentes:

Cáritas Brasileira Regional Ceará,
Cáritas Arquidiocesana de Fortaleza,
Cáritas Diocesana de Limoeiro do Norte,
Centro de Estudos do Trabalho (CETRA),
Centro de Pesquisa e Assessoria (Esplar),
Diocese de Limoeiro do Norte,
Organização Barreira Amigos Solidários (OBAS),
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST),
Marcha Mundial das Mulheres,
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB),
Sindicatos Rurais dos Trabalhadores,
Projeto Dom Hélder,
Fórum Cearense Pela Vida no Semiárido (FCVSA)
entre outros.

*Assessor de Comunicação da Cáritas Regional Ceará

Eduardo Campelo*

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