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Economia Popular Solidária

Cerca de 10 mil trabalhadoras e trabalhadores apoiados pela Cáritas Brasileira em organizações coletivas de produção, comercialização e consumo

A Economia Popular Solidária (EPS) é uma estratégia de desenvolvimento sustentável e solidário fundamentada na organização coletiva de trabalhadores e trabalhadoras com interesse de melhorar a qualidade de vida por meio do trabalho associado, cooperativado ou mesmo em grupos informais. É ainda uma maneira de combater as desigualdades do atual sistema e de construção de outro modo de produzir, consumir e de pensar as relações entre as pessoas.

Há mais de 30 anos a Cáritas apóia grupos de Economia Popular Solidária voltados à emancipação social, política e econômica de comunidades em situação de pobreza. Aproximadamente 600 agentes Cáritas de 176 entidades-membro acompanham os empreendimentos formados por adolescentes, jovens, grupos de cultura, catadores/as, mulheres, populações rurais e urbanas, migrantes, comunidades em situação de risco, famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa-Família, quilombolas, indígenas, acampados e assentados da reforma agrária. Desde 2004, cerca de 100 mil trabalhadores/as (dois mil grupos) foram apoiados pela entidade.

A mobilização desses empreendimentos apoiados pela Cáritas, juntamente com o trabalho desenvolvido por inúmeras entidades espalhadas pelo país, consolidou o movimento de economia solidária que, por sua vez, fortalece o desenvolvimento local por meio de experiências significativas como Catende (PE), Assema (MA), Cooesperança (RS) e Pintadas (BA). Dentre as redes e cadeias produtivas, destacam-se: Rede Abelha (mel), Justa Trama (algodão), Rede Bode (BA), Rede Marcas (MG) e Rede Mandioca (MA).

Neste aspecto, a Cáritas Brasileira participa de 15 Fóruns Estaduais de EPS, contribuindo no fortalecimento dos espaços coletivos, no controle social, no debate das diferentes demandas e na articulação dos diferentes segmentos que compõe o movimento da economia solidária.

Neste sentido, uma das principais conquistas do movimento de economia solidária foi a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), dentro da estrutura do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2003, pelo governo federal, e o Conselho Nacional de Economia Solidária, em 2006. Uma demonstração da capacidade do movimento organizado de propor novas políticas públicas voltadas para uma “outra economia”.

Com o objetivo de fortalecer a educação em Economia Popular Solidária no país, a Cáritas assume a execução do Centro de Formação e Apoio à Assessoria Técnica em Economia Solidária (CFES Nacional), um programa da Senaes. As ações do CFES são realizadas em seis regiões do país: Amazônia 1, Amazônia 2, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul. A Cáritas brasileira executa nacionalmente o CFES desde 2009. Seu papel é articular as ações em rede com os demais centros regionais.

Em 2010, a Cáritas Brasileira assumiu a articulação nacional do Projeto Brasil Local, um convênio com a Senaes que teve o objetivo de promover o desenvolvimento local através do fomento à constituição de empreendimentos de Economia Solidária, assim como o fortalecimento daqueles já existentes. O projeto foi executado pela Cáritas Brasileira até final de 2012.

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