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Povos do Semiárido resistem e mostram como é possível superar a pobreza

03 de dezembro de 2013

mapa Semiarido-brasilSegundo dados oficiais do Ministério da Integração, o Semiárido brasileiro abrange uma área de 969.589,4 km² e compreende 1.133 municípios de nove estados do Brasil: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Historicamente reconhecido pela sociedade como um lugar difícil para sobrevivência devido aos grandes períodos de seca, a região foi vítima de grandes êxodos e ainda hoje concentra a maior parte da população empobrecida do Brasil.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, mais da metade (58%) da população pobre do país vive na região. Estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) demonstram que 67,4% das crianças e adolescentes no Semiárido são afetados pela pobreza. São quase nove milhões de crianças e adolescentes que convivem com essa situação.

O Semiárido brasileiro, ou sertão, é uma das regiões mais populosas do mundo. A temperatura é elevada e o regime pluvial é muito irregular. O solo não consegue armazenar água o suficiente da chuva por não ter a profundidade necessária, e a quantidade de água que chega aos rios e córregos seca em pouco tempo devido às altas temperaturas. Com isso, a população que vive nesses locais, que, no Brasil, gira em torno das 22 milhões de pessoas, ou 11,8% da população, se depara com o grande desafio de sobreviver nesse cenário.

A persistência do problema que a falta de água traz e a dificuldade das famílias em migrar pra outros locais, motivou a mobilização de diversas organizações que tem como objetivo proporcionar meios de convivência da população com o ambiente aparentemente limitado que o semiárido proporciona.

É possível fazer brotar em solos do semiárido

caritasNE2-cisternaPor meio da conscientização da população desde o ambiente escolar até a capacitação profissional para o cultivo de alimentos, diversos projetos vêm mostrando resultados. Um deles é o Projeto Raízes, desenvolvido em parceria com a Cáritas, que trabalha junto aos jovens e adultos promovendo meios alternativos de convivência no semiárido e a profissionalização de agricultores. O acesso a água de qualidade para a produção e para o consumo humano é condição básica à sustentabilidade das famílias que vivem no semiárido. Uma das tecnologias sociais implementadas na região é a construção de cisternas de placa, que captam e armazenam água das chuvas.

Mesmo com a dificuldade de aceitação inicial das famílias, devido à descrença diante da possibilidade de poder viver bem em um ambiente onde os recursos são poucos, o projeto vem surtindo efeito e isso se mostra com a satisfação da população e a melhoria da qualidade de vida.

“Quando ouvi dizer que a Cáritas estava realizando trabalhos de convivência com o Semiárido nas comunidades fui logo querendo saber como funcionava, pois quem sabe meu sonho poderia ser realizado. Já imaginava meu quintal forrado de alface, cheio de hortaliças e já sentia o cheirinho verde no prato, e via minha família alimentando melhor.”, afirma Manoel Ramalho.

Manoel é casado com Lindaura Oliveira, e pai de 5 filhos e depois que descobriu o projeto contou que sua vida mudou. “Hoje tenho um quintal onde planto tudo que quero, garanto a alimentação da minha família, dos meus vizinhos, alimento meus pequenos animais com o que sobra, e só não vendo mais porque às vezes não dá tempo de chegar à cidade, fica tudo no caminho mesmo.”

por Tanara Adriano, da assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira | Secretariado Nacional

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