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Pedro Casaldáliga 90 anos: Caminho de humanização em mais alto grau

16 de fevereiro de 2018

dom-pedro
A Cáritas Brasileira tem 60 anos, há 30 já estava fazendo trilhas Pedro Casaldáliga. Numa data de festa como esta é propício unir a história dos que o saúdam com trajetórias que se encontram e comungam da mesma esperança viva.

Afinal, o que se pode dizer ou expressar do amigo Pedro (como muitos dos mais próximos lhe chamam), é que seu testemunho demonstra que há muito a fazer e esforçar-se para testemunhar Fé e Vida, isto é, um caminho de humanização em mais alto grau.

O que temos ouvido, o que temos visto e tocado da vida de Dom Pedro são sinais concretos de um homem absorvido pela vida cotidiana, pela vida das mulheres e homens pobres, das subidas e descidas dos rios e igarapés, da poeira da estrada e da terra molhada. Envolvido pelo sentido profundo do Cuidado Humano, responde sim com a vida, para ser fiel ao propósito da vida, arriscar modificar a rota, mudar modos de pensar, repensar, ler e reler o mundo, as coisas, as pessoas, mudar para o lado certo da luta, mudar e comprometer-se com o Reino da Vida, e se for o caso dar a Vida pelo Reino.

Não celebramos só e somente o “velho que vive a dar conselhos… velhos podem dar conselhos.” (Dom Pedro).  Celebramos, por ocasião dessa festa nonagenária, a história e, fazemos memória, da vida de Pedro pelo Reino da vida.  

E como vamos seguindo as trilhas da vida na inspiração humanizadora de Dom Pedro, segue abaixo uma transcrição livre da mensagem que ele deixou ao final da celebração de 17 de julho de 2011, na Romaria dos Mártires da Caminhada, na cidade de Ribeirão Cascalheira (MT), Prelazia de São Félix do Araguaia.

 “E ainda uma palavra: há muita amargura, há muita decepção, há muito cansaço… Isso é heresia! Isso é pecado! Nós somos o povo da esperança, o povo da Páscoa. O outro mundo possível somos nós! A outra Igreja possível somos nós! Devemos fazer questão de vivermos todos cutucando, agitando, comprometendo. Como se cada um de nós fosse uma célula-mãe espalhando vida, provocando vida. A Igreja da libertação está viva ressuscitada porque é a Igreja de Jesus. A teologia da libertação, a espiritualidade da libertação, a liturgia da libertação, a vida eclesial da libertação não é nada de fora, é algo mui de dentro, do próprio mistério pascal, que é o mistério da vida de Jesus, que é o mistério das nossas vidas. Para todos vocês, todas vocês, um abraço imenso, de muito carinho, de muita ternura, de um grito de esperança, esse cantar viva a esperança que seja uma razão… Podem nos tirar tudo, menos a via da esperança. Vamos repetir: ‘Podem nos tirar tudo, menos a via da esperança!”.

Assim, ressoando sua admoestação, na humanidade de cada agente Cáritas responder: Caro amigo Pedro, estamos fazendo esforços para viver cutucando, agitando, comprometendo-nos. Que ressoe nosso abraço imenso, de muito carinho, de muita ternura nesse seu aniversário de 90 anos. Um grande abraço para você, para as suas comunidades, e a caminhada continua! Amém, Axé, Awere, Saúde, Aleluia!

 

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