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Pastorais do NE pedem Igreja mais presente nas lutas sociais

02 de dezembro de 2016
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Durante os dias 22 e 23 de novembro, representantes das Pastorais Sociais dos estados nordestinos, além de religiosos/as e assessores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), estiveram reunidos em Olinda (PE) para participar do 2º Encontro das Pastorais Sociais do Nordeste. Com o intuito de fortalecer a caminhada conjunta, retomada com a 5ª Semana Social Brasileira, realizada em setembro de 2013, o encontro teve dois grandes objetivos: refletir conjuntamente sobre os desafios da conjuntura e pensar mecanismos de articulação entre as Pastorais Sociais no Nordeste e outras organizações sociais e grupos da região.

“Esse ano foi muito difícil. Vivemos um contexto político de golpe. Não sabemos exatamente o que vai acontecer e isso nos causa um sentimento de impotência. Esse contexto atinge as comunidades diretamente, pois está claro o processo em curso de negação de direitos, através do sucateamento de alguns órgãos e de projetos como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, por exemplo,” ressaltou Thiago Valentim, da coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Para Thiago, em um momento tão adverso como o atual, é fundamental que as Pastorais Sociais partilhem suas análises de conjuntura, a partir das questões política, social e eclesial. “Com a partilha de nossas análises, podemos refletir de que maneira devemos nos posicionar, enquanto Pastorais Sociais e Comunidade Eclesiais de Base, de maneira mais conjunta, diante deste cenário”, destacou.

Por isso, um dos principais desafios discutidos durante o encontro foi a construção de estratégias comuns que fortaleçam as lutas sociais. Nesse processo, as organizações defenderam ser fundamental buscar alternativas de articulação não só entre as Pastorais, mas também entre outros grupos e expressões de luta por direitos que emergem no Nordeste e no país. Outro desafio identificado durante o encontro foi o comprometimento mais amplo e integral do conjunto das instituições eclesiásticas com a luta dos povos e pelo combate às injustiças sociais, que têm sido relegadas a alguns grupos dentro da Igreja, como apontaram os participantes.

Para Regilvânia Mateus, da Cáritas Regional Ceará, o momento adverso vivido no país, de caos e de crise, “nos dá a possibilidade de nos reinventarmos na perspectiva eclesial, de voltarmos a beber do próprio poço, de fortalecermos o nosso jeito de ser Igreja a partir do povo, a partir das comunidades, de nos reconhecermos Povo de Deus e assumir a luta por uma Igreja que esteja na vida das pessoas”, ponderou.

Como resultado das discussões, os/as participantes traçaram um plano de ação e articulação das Pastorais Sociais, das Comunidades Eclesiais de Base e dos organismos vinculados à CNBB que avança na perspectiva organizativa em nível regional. Além disso, foi planejado um conjunto de atividades que visam dar continuidade ao processo formativo e de fortalecimento das resistências e lutas em defesa dos povos e comunidades injustiçadas no Nordeste.

Estiveram presentes no 2º Encontro das Pastorais Sociais do Nordeste representantes da Cáritas, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Pastoral da Juventude Rural (PJR), do Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) e da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), além de bispos, assessores e representantes dos setores pastorais da CNBB no Nordeste.

Por Renata Albuquerque / CPT Regional Nordeste II

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