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Papa pede aos bispos do sínodo que sonhem e que rejeitem o conformismo

05 de outubro de 2018

Papa Francisco no Sínodo dos bispos para os jovens

O Papa Francisco exortou os bispos a rejeitarem o conformismo e as mentalidades que “nos paralisam, separam e alienam os jovens”, deixando-os “órfãos sem uma comunidade de fé para sustentá-los”.

A reportagem é de Thomas Reese, publicada por Religion News Service, 04-10-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

As palavras do papa foram ouvidas durante sua homilia de 11 minutos na missa de abertura do Sínodo dos Bispos para os Jovens, que aconteceu diante de uma grande multidão na Praça de São Pedro no dia 3 de outubro, numa bela manhã de outono em Roma. Bispos de todo o mundo estão participando do sínodo, bem como auditores leigos e representantes de outras religiões. De acordo com o Pew Research Center, 23% da população dos EUA não se identificam com nenhuma religião – e são, na verdade, “órfãos sem comunidade religiosa”.

Em vez de pregar sobre o que os jovens precisam fazer para se conformar à Igreja, Francisco se concentrou em como a igreja precisa ouvir os jovens e responder às suas necessidades espirituais.

O papa rezou para que os padres sinodais pudessem ser ungidos pelo Espírito com o dom de sonhar e o dom da esperança para que eles possam rejeitar o conformismo, que diz: “Sempre foi feito assim”.

“Nossos jovens serão capazes de profetizar e ter visão na medida em que nós, que já somos adultos ou idosos, possamos sonhar e assim sermos contagiantes em compartilhar esses sonhos e a esperança que carregamos em nossos corações”, disse ele.

Somente se os membros do Sínodo sonharem e tiverem esperança, acrescentou, poderão “ungir nossos jovens com o dom da profecia e da visão”.

O que a Igreja passa para a geração seguinte deve ser “diligente, vivo e eficaz” para que “não seja extinto ou esmagado pelos profetas da desgraça e da condenação, por nossas próprias falhas, erros e pecados”, disse o papa.

Os pecados e deficiências da hierarquia católica foram expostos durante a crise dos abusos sexuais, que o papa não mencionou diretamente.

Os jovens, de acordo com Francisco, estão nos chamando para “nos unirmos a eles para enfrentarmos o presente com maior comprometimento e trabalho contra o que quer que impeça que suas vidas cresçam de maneira digna”.

Ouvir é uma parte fundamental do processo sinodal, de acordo com Francisco.

“Ouvir a Deus, para que com Ele possamos ouvir o clamor do povo”, disse ele. “Ouvindo o nosso povo, para que possamos respirar com eles o desejo a que Deus nos chama.” Isso protegerá o sínodo e a Igreja de “cair em posturas moralistas ou elitistas” e “a atração de ideologias abstratas que nunca tocam as realidades de nosso povo”.

Em sua homilia, ele destacou os dois bispos da China – Joseph Guo Jincai de Chengde e John Baptist Yang Xiao-ting de Yan’an – bispos que o governo chinês permitiu que estivessem presentes por causa do novo acordo do Vaticano com a China. Embora 15 sínodos gerais tenham acontecido desde o primeiro chamado pelo Papa Paulo VI em 1967, este é o primeiro sínodo ao qual bispos da China têm permissão para participar.

Representando os Estados Unidos temos o cardeal Daniel DiNardo de Galveston-Houston; O Cardeal Blase Cupich de Chicago; O arcebispo José Gomez, de Los Angeles; O arcebispo Charles Chaput, da Filadélfia; O bispo Frank Caggiano de Bridgeport, Connecticut; e o Bispo Auxiliar Robert Barron de Los Angeles.

O sínodo, que continuará até o dia 28 de outubro, realizará duas sessões por dia no saguão sinodal Paulo VI, uma pela manhã, começando às 9 horas locais, e uma sessão da tarde, às 16:30. Os 266 membros votantes (a maioria bispos) serão acompanhados por 72 auditores leigos e oito delegados de outras denominações cristãs. As sessões são fechadas ao público e à mídia.

Fonte IHU

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