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Papa Francisco no Dia Mundial da Água: cuidar de um bem que é de todas e de todos

22 de março de 2017
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Durante a audiência pública semanal, realizada na Praça de São Pedro, desta quarta-feira, dia 22 de março, o Papa Francisco recordou o Dia Mundial da Água e saudou os participantes num congresso sobre a gestão de recursos hídricos, que decorre por iniciativa do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé) e do Capítulo Argentino do Clube de Roma. “Precisamente hoje, celebra-se o Dia Mundial da Água, instituída há 25 anos pelas Nações Unidas, enquanto ontem decorria o Dia Mundial das Florestas”, recordou. “Encorajo em particular o vosso esforço [dos participantes no congresso] no campo educativo, com propostas voltadas às crianças e aos jovens. Obrigado por aquilo que fazem, e que Deus vos abençoe”, disse ele.

O Papa saudou a realização do congresso como uma oportunidade de reunir várias instituições e “sensibilizar para a necessidade de tutelar a água como bem de todos”, valorizando os seus significados “culturais e religiosos”. Em 24 de fevereiro, o Papa Francisco já havia alertado no Vaticano para a possibilidade de uma “guerra mundial” por causa dos recursos hídricos e disse que a água é um direito “vital” de cada pessoa. “Pergunto-me se estaremos a caminho da grande guerra mundial pela água”, assinalou, num encontro dedicado ao ‘direito humano à água’, realizado na Academia Pontifícia das Ciências (Santa Sé).

Francisco recordou dados da ONU que não deviam deixar ninguém “indiferente” ao tema: “Mil crianças morrem todos os dias — mil, todos os dias”, reforçou ele, “por causa de doenças ligadas à água. Milhões de pessoas consomem água contaminada”, continuou. A encíclica ecológica Laudato Si’, de 2015, dedica um ponto específico à “questão da água”, no qual o Papa recorda que, especialmente na África, “grandes setores da população não têm acesso à água potável segura”.

“Um problema particularmente sério é o da qualidade da água disponível para os pobres, que diariamente ceifa muitas vidas”, reforça ele no texto. A encíclica manifesta a oposição da Igreja à “tendência para se privatizar” a gestão da água, como se esta fosse uma “mercadoria sujeita às leis do mercado”. “Na realidade, o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos”, escreve o Papa.

Cerca de 633 milhões de pessoas no mundo são privadas do acesso à água potável em suas moradias e cerca de 2,4 bilhões não têm acesso aos serviços higiênico-sanitários adequados, o que provoca a cada ano a morte de mais de 300 mil crianças abaixo dos 5 anos. Diante deste quadro, a ONU decidiu dedicar este 25º Dia Mundial da Água às águas residuais, ou seja, aquelas contaminadas por atividades domésticas, industriais e agrícolas, que são depuradas e reutilizadas, segundo o objetivo sustentável fixado em 2015 pela própria ONU: “melhorar até 2030 a qualidade da água, eliminando os despejos, reduzindo a poluição e a emissão de produtos químicos e dejetos perigosos, reduzindo pela metade a quantidade de águas residuais e aumentando a reciclagem e o reemprego seguro a nível global”.

Já o congresso sobre recursos hídricos citado por Francisco, intitulado “Bacia hidrográfica: reabastecer os valores da água para um mundo sedento”, está voltado de forma particular aos representantes do Corpo Diplomático credenciado junto à Santa Sé e aos prelados da Cúria Romana. Entre os conferencistas, estam o cardeal Peter Turkson, presidente do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, e o arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados. A iniciativa é uma resposta concreta que o dicastério procura dar às questões levantadas pela encíclica Laudato Si’, em colaboração com o Clube de Roma e a Escola Superior de Cultura Social e Mediática de Toru, na Polônia.

Sustentada por uma campanha no site http://worldwatervalues.org e nas redes sociais – que aposta no envolvimento dos jovens na defesa daquele que é um dos mais preciosos bens comuns –, a iniciativa quer ser um divisor de águas na promoção de uma nova cultura do respeito pelo ambiente, centrada nos valores a serem oferecidos a um mundo sempre mais sedento.

Fonte: Agência Ecclesia e Rádio Vaticano, com edição da Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira

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