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Papa Francisco recebe fotos de todos os mortos do crime da Vale em Brumadinho

07 de maio de 2019

O sobrevivente do rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho, Dari Pereira, e o integrante da Rede Igrejas e Mineração e Grupo de Trabalho de Mineração da CNBB, frei Rodrigo Péret, entregam ao papa as fotos com os nomes das 270 pessoas mortas pelo crime da Vale no município.

Papa Francisco recebeu em 3 de maio, das mãos de Dari Pereira sobrevivente do crime da Vale em Brumadinho e Frei Rodrigo Péret da Rede Igrejas e Mineração e Grupo de Trabalho de Mineração da CNBB, as fotos com os nomes das 270 pessoas mortas, pelo crime da Vale. O Papa, emocionado, abençoou as fotos e expressou sua solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os atingidos. Em seguida o Papa ficou com as fotos, num gesto de carinho, respeito e solidariedade.

No dia 18 de maio, um representante do Papa, Monsenhor Duffé, estará visitando Brumadinho e conhecendo de perto a realidade e a luta dos atingidos.

Durante a audiencia o Papa afirmou que:  “As condições precárias de nossa casa comum se devem principalmente a um modelo econômico que vem sendo seguido há muito tempo. É um modelo voraz e orientado para o lucro, com um horizonte limitado e baseado na ilusão de crescimento econômico ilimitado. Embora muitas vezes vemos seu impacto desastroso no mundo natural e na vida das pessoas, ainda estamos relutantes em mudar. “As potências econômicas continuam a justificar o atual sistema mundial, no qual prevalecem a especulação e a busca de renda financeira, que tendem a ignorar todos os contextos e os efeitos sobre a dignidade humana e o meio ambiente” (Laudato Si, 56).

Continuando a citar sua Encíclica Laudato Si, o papa disse em seu discurso: “Estamos conscientes de que “o mercado por si só não garante o desenvolvimento humano integral e a inclusão social” (LS, 109) e que “a proteção ambiental não pode ser assegurada apenas com base no cálculo financeiro de custos e benefícios” (LS, 190). Precisamos de uma mudança de paradigma em todas as nossas atividades econômicas, incluindo a mineração.” Papa Francisco chamou a atenção sobre o Sinodo da Amazônia, dizendo: “é essencial prestar atenção especial às comunidades aborígines com suas tradições culturais. Eles não são apenas uma minoria entre outros, mas eles devem se tornar os principais interlocutores, especialmente quando prosseguimos com grandes projetos que afetam seus espaços “(LS, 146). Exortou a todos que respeitem os direitos humanos fundamentais e a voz das pessoas dessas belas, mas frágeis comunidades. E em comunhão com os bispo da América Latina denunciou que o extrativismo é “uma tendência desenfreada do sistema econômico para transformar os bens da natureza em capital. A ação de “extrair” a maior quantidade de materiais no menor tempo possível, convertendo-os em matérias-primas e fatores de produção que a indústria utilizará, será transformada em produtos e serviços que outros comercializarão, a empresa consumirá e, portanto, a própria natureza receberá na forma de lixo poluente, é o circuito consumista que é criado com velocidade e risco cada vez maiores ”. O Papa terminou seu discurso pedido para não perdermos de vista que “o que está em jogo é a dignidade de nós mesmos. Somos os primeiros interessados em transmitir um planeta habitável para a humanidade que virá depois de nós. É um drama para nós mesmos, porque isso põe em questão o significado de nossa passagem nesta terra “(LS, 160).

Esta audiência se deu no contexto da reunião do Dicasterio pela Promoção do Desenvolvimento Integral Humano, com comunidades atingidas por mineração e mineradoras, em Roma.

Leia AQUI o discurso do papa na integra.

Fonte: Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade

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