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Papa Francisco ora pelo Brasil “neste momento triste”

05 de setembro de 2016
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Ao abençoar, na manhã deste sábado, dia 03 de setembro, nos Jardins Vaticanos, uma belíssima escultura de bronze em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, e recordar o encontro, três séculos atrás (mais precisamente, em 1717), nas águas do rio Paraíba do Sul, da pequena imagem da hoje Padroeira do Brasil, o Papa Francisco rezou pelo país e pediu justiça para os pobres.

“Estou contente de que a imagem de Nossa Senhora Aparecida esteja aqui nos Jardins. Em 2013, havia prometido retornar, no próximo ano [2017], a Aparecida. Não sei se será possível. Mas, pelo menos, estou mais próximo dela aqui. Convido-os a rezar para que ela continue protegendo todo o Brasil, todo o povo brasileiro, neste momento triste”, disse Francisco, fazendo referência ao atual momento político brasileiro, marcado pelo recente julgamento do processo de impeachment pelo Senado Federal, o que resultou no afastamento do cargo de uma presidenta eleita pelo voto de 54 milhões de brasileiros e brasileiras sem que houvesse comprovação de crime de responsabilidade. Ao aprovar o impeachment sem a efetiva comprovação da prática de tal crime, senadores/as ignoraram a Constituição Federal, lei maior do país.

“Que ela [Nossa Senhora] proteja os pobres, os descartados, os idosos abandonados, os meninos de rua. Que proteja os descartados que se encontram nas mãos dos exploradores de todo tipo. Que ela salve o seu povo, com a justiça social e o amor de seu Filho, Jesus Cristo”, pediu Francisco durante oração da qual convidou as pessoas presentes a participar, dirigindo seus pensamentos à Virgem Maria. Francisco lembrou que, em 1717, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por trabalhadores pobres. “Que hoje ela seja encontrada, de modo especial, por todos aqueles que precisam de trabalho, de educação, por aqueles que estão privados da dignidade”, desejou. O momento de oração com o Papa Francisco foi vivido com intensa comoção pelos cerca de 250 brasileiros e brasileiras presentes, guiados pelo arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis.

“Creio que todos ficaram emocionados com a presença do Papa, que revela o carinho que ele tem pelo povo brasileiro, pelo Brasil, e revela também, sobretudo, sua devoção, seu amor profundo por Nossa Senhora”, ponderou o cardeal. “O Papa acompanha a situação do Brasil, muito atento. Está preocupado com os acontecimentos últimos que tivemos no país. Rezou por todos, principalmente pelos mais pobres, para que nossas autoridades não se esqueçam daqueles que são mais marginalizados, mais excluídos, de todo esse processo de desenvolvimento”, continuou.

Riqueza deve ser partilhada

Dom Damasceno Assis enfatizou que a riqueza produzida por um país deve ser dividida entre todos, de modo a não ficar concentrada nas mãos de grupos privilegiados que detém os poderes político e econômico. “É preciso que o Brasil cresça, se desenvolva, sempre com justiça social. Porque o produto do trabalho de todos os brasileiros e o fruto das riquezas que o Brasil possui,  que Deus deu como presente para todos nós, devem ser partilhados com todos os brasileiros. Para que esse desenvolvimento seja realmente feito com justiça social e  beneficie todos os brasileiros, é necessário que os direitos fundamentais da pessoa humana sejam atendidos, como o direito à educação, à habitação, o direito ao trabalho, ao emprego, o direito à saúde”, ponderou o cardeal.

O reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, padre João Batista Almeida, também esteve presente na inauguração do monumento. Ele descreveu a obra da seguinte forma: “É o povo brasileiro que tem fome de justiça, como o Papa Francisco acabou de dizer. Um povo que ainda sofre as consequências da exclusão social, um povo que ainda passa fome, que ainda está sem educação, que ainda sofre porque não tem saúde, mas que é um povo de esperança. Nossa Senhora é uma das esperanças deste povo!”.

O vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Murilo Ramos Krieger, arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, participou igualmente da cerimônia. “Cada um se sente presente aqui. Onde está a Mãe, estão os filhos, porque nós estamos no coração de Maria. É interessante que, depois de praticamente 300 anos, isso aconteça. Nos mostra que Nossa Senhora sabe onde quer chegar, mas tem paciência”, observou.

Dom Murilo Krieger comentou sobre a emoção de estar presente na cerimônia. “Nós representamos aquelas multidões que vão a Aparecida e que, se pudessem, estariam aqui nesta manhã para louvar a Deus por este fato, que não deixa de ser histórico [a inauguração do monumento). Ao representar a CNBB, me alegro de poder representar os bispos do Brasil nessa hora, porque, afinal, a gente se sente muito próximo do Vaticano, muito próximo de Maria, muito próximo do Papa Francisco”, relatou ele.

Fonte: Rádio Vaticano, com edição da Assessoria Nacional de Comunicação da Cáritas Brasileira
Foto: L’Osservatore Romano

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