A Cáritas transforma milhares de vidas com seus diversos projetos. Maria Aparecida da Fonseca é um excelente exemplo de transformação.

Há dez anos, Maria era costureira, mãe de dois filhos e seu marido desempregado. Conheceu a Cáritas Brasileira a partir de um convite para ser agente comunitária feito pelo padre Henrique, da Diocese de Lages, Santa Catarina. Em 2001, Maria e outras seis mulheres criaram a Cáritas Comunitária, trabalho voluntário, na luta por direitos e cidadania para crianças e adolescentes da comunidade.

Durante esse período, Maria sofreu preconceito na empresa em que trabalhava e pediu demissão depois de precisar se autossustentar para tratamento médico de sua filha mais nova. A partir daí se dedicou a projetos e programas da entidade na sua comunidade. O início como agente Cáritas proporcionou a ela sonhar e acreditar que outro mundo é possível.

Com o alto índice de violência na região, principalmente doméstica, a Cáritas em parceria com outras instituições, ofereceu alguns cursos como o de Promotoras Legais Populares, em que Maria participou, curso este que aperfeiçoaria lideranças sobre direitos principalmente das mulheres em situação de violência. Logo após o curso e promotora legal popular, tornou-se vice-coordenadora e dois anos depois coordenadora do Centro de Direitos Humanos e Cidadania Irmã Jandira Bettonide Lages.

Pensando em uma vida melhor para as mulheres, Maria contribuiu com formação de um grupo de geração de renda, fragilizadas e sem perspectiva de emprego e de vida na sua comunidade. Foi assim criado em 2007, o grupo Geração Mulher que dá a oportunidade de aprender a profissão de costureira e ajudar no orçamento da família.

“O grupo tem uma nova perspectiva de geração de renda que é a Economia Solidária, um jeito diferente de produzir e comercializar, sem explorar ninguém, sem querer levar vantagem, cooperando fortalecendo o grupo, cada uma pensando no bem de todas e no seu próprio bem e de sua família e da comunidade onde moramos.” A Economia Solidária tem em vista uma estratégia de enfrentamento da exclusão social em formas coletivas justas e solidárias de geração de trabalho e renda.

Atualmente, Maria é articuladora da Cáritas Diocesana de Lages e acadêmica da 9ª fase do Curso de Serviço Social da Universidade do Planalto Catarinense- UNIPLAC,se formará Assistente Social em agosto desse ano. “Me sinto fruto da Cáritas.”

por Mariana Guedes, estagiária da Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira / Secretariado Nacional