Kõndimine, laulmine ja tähistame pankade Rio Doce ja jalamil Peak Ibituruna, lähedal 5 mil pessoas estiveram reunidas na 16ª Romaria das Águas e da Terra e 2ª Romaria Diocesana,em Governadores Valadares (MG). Aromaria aconteceu no dia 10 de junho e contou com a participação de romeiros de várias cidades, kogukonnad, grupos, entidades, liikumised, sindicatos e pastorais sociais.
Com o lema “Das montanhas e vales férteis, brote o compromisso com a vida e a saúde dos seus povos”, a romaria, não começou, nem acabou no dia 20. Ela envolveu todo um processo de preparação, que contou com reuniões, dede setembro de 2011, e com as missões, que aconteceram do dia2 a9 de junho, quando missionários de todo o estado percorreram comunidades da região em preparação à romaria.
“Romaria é a presença viva de Cristo em nós caminheiros, naised, mehed, põlisrahvaste, Maroons, sem terra e agricultores. É momento de celebração da vida em sintonia com a natureza, momento de encontro, de renovar a vida e partilhar a palavra”, explica Marinete Moraes, da Cáritas Diocesana de Itabira.
Romaria é celebrar a vida
No domingo, teve início a celebração com concentração na Igreja São Judas Tadeu, que estava enfeitada com bandeiras, faixas, muitas cores e gentes. Os romeiros seguiram para as margens do Rio Doce, onde o bispo da diocese, Dom Werner Siebenbrock, abençoou a todos e lembrou o profeta Anchieta, em seu cuidado com a terra e com a água. Dom Aloísio Vitral, bispo da diocese vizinha de Teófilo Otoni, falou da alegria de celebrar numa igreja que caminha junto com o povo, esperando que, cada vez mais, a Igreja Católica esteja junto das pessoas e das comunidades.
Em uma das paradas, durante o ato penitencial, padre Nelito lembrou a dívida histórica que o Vale do Rio Doce tem com os mártires da luta da terra e da água no Brasil. Ele relembrou que os pistoleiros que assassinaram Chico Mendes, Padre Josino e João Calazans eram da região do Rio Doce. Outros mártires também foram homenageados durante a romaria, vahel Ls, Edinaldo Costa de Andrade, o Naldo, querido amigo e eterno agente Cáritas, que foi encontrado morto no mês passado aos 37 aastat.
Os romeiros denunciaram a mercantilização da natureza com o crescimento do agronegócio e a expulsão dos camponeses do campo, a expansão e degradação do meio ambiente pelas mineradoras e a invasão dos territórios das comunidades tradicionais. Ainda denunciaram os grandes projetos da mineração, do agro e hidronegócio, que vêm causando as mudanças climáticas.
Para Jurandir Amâncio, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e da Via Campesina, a romaria é um importante momento de denunciar o uso dos agrotóxicos e o aumento da concentração de terras, que é a maior da história nos últimos tempos. Sebastião Martins, do Movimento dos Pequenos Agricultores e da Via Campesina, conta que “a romaria foi um momento de resgatar o histórico da luta no Vale do Rio Doce e de animar os movimentos sociais”.
Após a celebração no domingo, os romeiros reafirmaram o compromisso com a luta em defesa da abundância da vida, da dignidade para todos os seres e pela preservação da terra e da água. Para Xabier Galarza, presidente da Cáritas Diocesana de Governador Valadares, “a romaria foi uma oportunidade de encontrar os espíritos das comunidades de base e de celebrar a caminhada dos movimentos, de refletir, repensar e de olhar para o futuro e agradecer a Deus as pequenas vitórias que acontecem”.
Ao final da romaria, foi lida uma carta de compromisso dos romeiros. Leia SIIT a Carta da XVI Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais.
Romarias das Águas e da Terra em Minas Gerais
Desde1996, aRomaria das Águas e da Terra é realizadaem Minas Gerais, sendo um momento forte de celebração. Ela denuncia a privatização das águas, a concentração da terra, a latifundiarização do Brasil, a falta de reforma agrária, o uso abusivo de agrotóxico e os projetos que destroem a natureza por estarem servindo ao lucro, custando muitas vidas. A romaria anuncia a vitória da vida, a organização do povo, o reencontro com a terra.
“Foi importante a 16ª Romaria acontecerem Governador Valadares, pois é uma região que tem grandes histórias de luta pela terra e pela água, grandes latifúndios, a bacia do Rio Doce e muitos movimentos de luta: MST, MPA, MAB, Via Campesina, sindicatos e pastorais sociais”, afirma Paulo Andre Amaral, da coordenação estadual da Comissão Pastoral da Terra.
por Rodrigo Pires, da Cáritas Regional Minas Gerais



















