Começou na tarde do dia 28 de maio o Seminário Nacional de avaliação dos projetos governamentais de Economia Solidária. O encontro ocorreu até o dia 30 no Centro Cultural de Brasília (CCB), em Brasília (DF). O seminário teve como objetivo fazer uma avaliação dos projetos que são apoiados pelo Governo Federal para, em conjunto, o grupo receber e dar orientações e perspectivas para trabalhos futuros.

No primeiro dia foi feita uma análise de conjuntura e uma síntese das avaliações a partir de seminários regionais. Os participantes foram divididos em grupos e cada um ficou responsável por analisar os resultados de cada projeto. Após a reunião dos grupos houve um debate em plenária.

No segundo dia ocorreu a avaliação dos projetos a partir da visão das entidades executoras. A primeira entidade a falar foi a Cáritas Brasileira, onde foi feita uma avaliação do Centro de Formação em Economia Solidária(CFES Nacional), Brasil Local e Fundos Solidários. Segundo Ademar Bertucci, assessor nacional da Cáritas Brasileiraem Economia Solidária, a avaliação foi positiva, pois os projetos conseguiram realizar articulações entre movimentos sociais e organizações, promoveu diversos intercâmbios e trocas de experiências, debates e encaminhamentos para ações integradas.

Quener Chaves, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), seguiu com a avaliação falando sobre o Projeto Etnodesenvolvimento e Economia Solidária. Quener apontou os principais aspectos positivos do projeto, que são o fortalecimento do movimento social quilombola, aproximação com a economia solidária, qualificação e abordagem territorial, além da participação no Fórum Internacional de Economia Solidária 2011, que ocorreu no Canadá.

Helena Bonumá, representante da Guayí, fez uma avaliação do Brasil Local e Economia Solidária e Feminista e contou que uma das metas dos projetos é recuperar as experiências das mulheres dentro da Economia Solidária. Os principais pontos positivos, segundo Helena, são a formação nas temáticas de gênero e economia feministas, formação de agentes de desenvolvimento, apoio a empreendimentos da Economia Solidária e a participação no conselho gestor do Brasil Local.

A última entidade a fazer a avaliação foi o Instituto Marista de Solidariedade, que falou sobre o Projeto Nacional Comercialização Solidária. Shirlei Silva, representante da entidade, apontou os principais avanços que são: divulgação e comercialização, articulação e integração com outros projetos, intercâmbio e trocas de experiências e a qualificação dos trabalhadores.

Na noite do dia 29 a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) também fizeram a avaliação. Nesta quarta-feira, dia 30, foram apresentadas perspectivas e orientações para os projetos e programas nacionais, seguido de uma avaliação geral do seminário.

por Fernanda Nalon, estagiária da assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira / Secretariado Nacional