Family Farming, Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural Sustentável são temas da I Conferência de ATER iniciada
Teve início na manhã do dia13, aI Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) de Minas Gerais. Para iniciar os trabalhos e dar as boas vindas aos participantes, compuseram a mesa Dom Mauro Morelli (pres. CONSEA-MG), Diniz Pinheiro (pres. ALMG), Elmiro Nascimento (Sec. de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Alcides Guedes Filho (Rep. Do MDA-MG), Carlos Calazans (Sup. Reg. INCRA-MG), Vilson Luis da Silva (pres. FETAEMG), Elza Ilza de Souza (Dir. de Comunicação da FETAEMG) e o João Alberto Paixão Lages (Pres. da CEASA-MG). Estiveram presentes também delegados representantes de organismos governamentais e da sociedade civil.
Com o tema “ATER para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária e o Desenvolvimento Rural Sustentável do Brasil Rural”, a conferência visa consolidar uma ATER para a diversidade da agricultura familiar. Segundo Elmiro Nascimento, “existem investimentos, mas precisamos saber se a diversidade está sendo alcançada. Para isso é preciso o envolvimento do rural na ATER e o aprimoramento da mesma”.
Nesta linha, foi possível perceber a participação de representantes de agricultores e da sociedade civil organizada, como da Articulação no Semi- Árido (ASA), da Federação Quilombola e da Articulação Mineira de Agroecologia (AMA). A intenção é evidenciar outras práticas de assistência técnica que já possuem êxito, como a prestada pelos técnicos do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1 2) by ASA, afim de que sejam reconhecidas, valorizando o saber popular.
Dom Mauro Moreli rendeu críticas ao atual modelo de ATER ao afirmar que apenas 25 comissões é muito pouco para atender ao território mineiro. Ainda segundo Dom Mauro, é preciso “casar” assistência técnica com programas de extensão universitária, para aprimorar e expandir a ATER no Brasil.
“Crédito por si só não contribui, já que muitas vezes não é ressarcido por falta de acompanhamento técnico. Nós não queremos um Brasil até 2014, quando teremos uma Copa do Mundo. Nós queremos um Brasil para toda a vida”, afirmou o presidente da FETAEMG, Vilson da Silva. Ele falou a respeito do sistema de ATER e do governo, ao lembrar o desconforto da sociedade frente aos investimentos da copa do mundo em detrimento a programas indispensáveis para a população.
No restante da manhã, os representantes votaram o regimento interno da conferência e se credenciaram para a participação no momento de grupos, que acontecerá amanhã, nos eixos: ATER e Desenvolvimento Rural Sustentável; ATER para a Diversidade da Agricultura Familiar e Redução das Desigualdades; ATER e Políticas Públicas; Gestão e financiamento, demanda e oferta dos serviços de ATER e Metodologia e Abordagens de Extensão Rural. Os momentos em grupo elegerão as 15 diretrizes que serão apresentadas na Conferência Nacional para conduzir o Plano Nacional de ATER.
In the afternoon, os participantes ainda contaram com palestras de Carlos Eduardo Mazzeto (FAEM-UFMG) e Everton Augusto Paiva (MDA-SAF), que falaram sobre “Agricultura Familiar, Sustentabilidade e ATER”, lembrando papéis e desafios deste trabalho.
No give 14, acontecerá a votação das diretrizes que orientarão a execução do plano nacional de ATER. A expectativa é que a agricultura familiar, que já representa 10% do PIB nacional e 40% do PIB agrícola, seja mais valorizada, bem como a participação popular em sua construção. Também se espera que as necessidades e potencialidades do homem do campo sejam vislumbradas neste instrumento, tornando o campo cada vez mais digno para se viver.
por Myrlene Pereira, da Cáritas Diocesana de Araçuaí


















