A cada ano temos a sensação de que os desastres mundiais estão aumentando de forma avassaladora. Muitos pesquisadores atestam que não se trata apenas de uma impressão e afirmam que a última década foi o período de maior índice de catástrofes. Em vista disto e das enchentes que assolaram Minas Gerais no fim de 2011 e início de2012, aCáritas Regional Minas esteve reunida para discutir a gestão de riscos com as Cáritas Arquidiocesanas, Diocesanas e o Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política (VEASP).
O II Encontro Regional de Gestão de Risco aconteceu nos dias 26 na 27 Februari,em Belo Horizonte, reunindo agentes de 10 entidades-membro e do Secretariado Regional, além de representantes da Cáritas Brasileira e da Defesa Civil do estado. O encontro teve como objetivo nivelar os conhecimentos e possibilitar a troca de experiências da Cáritas Minas sobre o tema, conhecer a Política Nacional de Emergência da Cáritas Brasileira – “Emergência, meio ambiente e modelo de desenvolvimento” e traçar um planejamento de ações no estado.
“O tema gestão de riscos e emergências é bastante importante para a rede Cáritas em Minas Geraisem virtude dos últimos acontecimentos e últimas chuvas, que atingiram algumas dioceses onde temos trabalhado”, explica Márcio Camargo, assessor da Cáritas Regional Minas. Ele afirma que o encontro cumpriu seus objetivos, entre elas a realização de um planejamento de ação comum junto às Cáritas Diocesanas. “Como planejamento concreto, definimos que cada entidade-membro fará um diagnóstico das áreas de riscos”.
No encontro, o assessor nacional de Gestão de Risco e Emergências da Cáritas Brasileira, José Magalhães, recuperou a I Conferência Nacional da Defesa Civil, que aconteceu em 2010. Magalhães relembrou que esta Conferência aprovou 104 diretrizes para a defesa civil, o que representa um marco histórico para o país. Hata hivyo, ele acredita que as leis da defesa civil em âmbito nacional ainda são muito frágeis, sendo a criação de políticas nacionais de defesa civil, um dos principais desafios a serem enfrentados. Outro importante desafio é a II Conferência Nacional da Defesa Civil, que irá acontecer em 2013.
Dos 850 municípios de Minas Gerais, apenas 40% possui defesa civil outros 60% não possuem ou ela não é operante. No encontro, o SubTenente Flávio Luiz Souza, da defesa Civil do estado, explicou que, nestes casos, o cargo fica sob responsabilidade do secretário de obras ou de algum assessor do prefeito, “mas na realidade só existe no papel”. SubTenente Souza afirmou que, nestes casos, além de ser inoperante, o cargo dura somente o prazo que o prefeito tem no poder. “Logo quando termina o seu mandato, o gabinete é trocado, saindo assim o técnico de defesa civil para entrada de outro”.
Durante o encontro se refletiu sobre o papel da Cáritas nas situações de emergência e gestão de riscos. Márcio Camargo afirma que a instituição atua de um ponto de vista social neste contexto. “Nosso olhar tem a ver com a justiça social, com a relação entre mudanças climáticas e modelo de desenvolvimento capitalista, com mudança de mentalidade no que diz respeito à prevenção e, hasa, à mobilização social, com a participação das comunidades no processo de construção”.
por Lívia Bacele, assessora de Comunicação da Cáritas Regional Minas Gerais


















