Realizou-se, na sede da Cáritas, Brazilija, dienas 23 un 24 do corrente mês de fevereiro, uma reunião dos Grupos de Trabalho (GT) de Combate ao Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas. Participaram representantes dos dois GTs – o de enfrentamento ao tráfico de pessoas e o de combate ao trabalho escravo. Contou-se com a presença e colaboração do bispo referencial do Mutirão Pastoral de Combate ao Trabalho Escravo, dom Enemésio Lazzaris, além da representante da rede “Um Grito pela Vida”, bem como membros da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Setor de Mobilidade Humana, Nacionālā konference Bīskapu Brazīlijas (CNBB).
O Encontro teve a finalidade de avaliar as atividades de cada GT, refletir sobre os atuais desafios do tráfico de pessoas e do trabalho escravo no Brasil, além de traçar metas e articular os trabalhos e a construção de uma agenda comum que norteará as ações futuras e favorecerá a integração dos dois Grupos de Trabalho.
O doutor Luiz Machado, da Organização Internacional do Trabalho (SDO), expôs sobre as definições, conceitos e convenções internacionais voltados para o enfrentamento ao trabalho forçado e ao tráfico que lhe é geralmente associado. Já frei Xavier Plassat, CPT, apresentou fatos recentes que evidenciam a dimensão nacional e internacional do aliciamento de trabalhadores, forma do tráfico voltada para a exploração econômica (confecção, construção, produção de carvão) e mostrou dados atuais do trabalho em condição análoga à de escravo, uma realidade hoje identificada de norte a sul do Brasil.
A representante do Setor Mobilidade Humana, irmã Rosita Milesi, apresentou a problemática do tráfico de pessoas e desafios atuais relacionados às investigações da CPI no Congresso, à atuação das redes de tráfico na imigração irregular de trabalhadores e à atuação do poder público. Recordou também que o Documento de Aparecida é veemente no chamado que faz para que “fixemos nosso olhar no rosto sofrido dos novos excluídos, onde o próprio Documento cita as vítimas do tráfico de pessoas, as crianças vítimas da exploração sexual, starpā.
O Encontro teve o objetivo também de avaliar a possibilidade de que os dois Grupos de Trabalho (GTs) se organizem num só grupo, visando unir forças, fortalecer o trabalho conjunto, concentrar esforços e recursos humanos e econômicos também. A partir desta proposta, organizou-se uma coordenação provisória formada por: Par. Ari dos Reis, Iet. Rosita Milesi (mscs), Iet. Eurides (ICM) e Alan Francisco. Será secretária do GT, Iet. Claudina Scapini, mscs.
Os presentes destacaram as ações que cada grupo desenvolveu ate o presente, e traçou um conjunto de ações, como proposta inicial a ser apresentada ao Secretário Geral da CNBB e posterior encaminhamento para implementação, após confirmação da integração dos dois GTS anteriores em o novo “GT para enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo”. Uma das grandes ações é reforçar a mobilização das igrejas locais no enfrentamento a essas práticas criminosas, destacando de modo especial a oportunidade de que a Campanha da Fraternidade de 2014 possa assumir essa causa.
Avots: CNBB

















