No último sábado, dia 11, foi realizada uma reunião da Cáritas Brasileira Regional Norte 2 com as entidades membros e o Bispo da diocese de Óbidos, Dom Bernardo Johannes Bahlmann, Bispo acompanhante da Cáritas Norte 2.

O objetivo da reunião foi apresentar a trajetória da Cáritas até os dias atuais, os projetos em andamento e a equipe que compõe o regional e as entidades membros a Dom Bernardo Johannes.

Lindomar Silva, secretário executivo, apresentou em uma linha do tempo a trajetória da entidade, desde sua fundação, 30 de maio de 1988, até o ano de 2011.

Nesta apresentação todos conheceram um pouco da história da Cáritas Norte 2, entrelaçada com a própria história do Brasil e da Amazônia no âmbito político, social e econômico. Foi observado também o quanto a Cáritas nos Estados do Pará e Amapá se fortaleceu.

Em 1988 haviam três entidades membros localizada nas dioceses de Bragança, Abaetetuba e Conceição do Araguaia. Hoje são oito entidades que compõem o regional: Abaetetuba, Bragança, Castanhal, Cametá, Óbidos, Belém, Macapá (AP) e Ponta de Pedras, há também nos munícipios de Igarapé Miri e Paragominas voluntários que acompanham e desenvolvem as ações da Cáritas.  A expansão da Cáritas Norte 2 é consequência da relação direta e do trabalho em conjunto com a Igreja Católica nas atividades em prol dos excluídos e excluídas na região onde o regional atua.

Após o término da apresentação, Dom Bernardo Bahlmann falou que a Cáritas é um braço da igreja e enfatizou “Não somos separados, somos distintos. A Cáritas só tem sentido a partir da igreja”.

Desafios e perspectivas 

Com o fim da apresentação, Lindomar Silva pontuou os desafios que a Cáritas tem frente à diversidade social, ambiental e econômica na região e fala que o desafio hoje é “como a Cáritas se desenvolve na Amazônia”.

Diante de um bioma complexo e diverso realizar projetos na linha do Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial (DSST) deve atender, antes de tudo, programas voltados à realidade amazônica. Enquanto as metodologias implantadas não respeitarem a diversidade regional e suas particularidades a Amazônia continuará aquém do DSST.

Para desenvolver projetos que atendam a esta realidade, Dom Bernardo Bahlmann propõe que é necessário procurar financiadores que atendam e estejam preocupados com a Amazônia.

por Lilian Campelo, assessora de Comunicação da Cáritas Regional Norte 2

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