Com o objetivo de discutir a garantia dos direitos e a incidência nas políticas públicas, os relatos sobre a realidade e a incidência das organizações populares nos governos de Bogotá na Colômbia e Lima no Peru, mostraram uma realidade onde as organizações populares, após muita luta, começam a realizar uma democracia participativa em seus territórios de atuação.
O seminário promovido pela Secours Catholique (Caritas france), com apoio da Cáritas RS, reuniu nomes como dos dirigentes do Movimento Político Progresísta da Colombia, Alfonso Calabrera e Gricerio Perdomo, Integrante do governo de Bogotá, Jose Miguel, a integrante do Movimento Político Tierra Y Libertad, do Peru, Marisa Glave. Também participou o integrante do governo do Rio Grande do Sul, Milton Viário.
Segundo Gricerio Perdomo, ex-guerrilheiro do Movimento Armado, M19, foram 22 anos de luta para conseguir ganhar as eleições em Bogotá, cidade que hoje recebe milhões de camponeses que foram desabrigados violentamente. A cidade é um centro econômico e político onde o governo administra 31% do Produto Interno Bruto (PIB).
“É muito difícil haver uma boa relação entre governo e organizações populares. Existe uma longa burocracia que os separa na hora de aplicar recursos, por exemplo”, afirmou Jose Miguel. Segundo ele, o objetivo do governo agora, é que haja mais participação da população no que diz respeito à execução e implantação dos recursos públicos.
Em Lima, o orçamento participativo teve 100% de participação em 2001 e em 2003 virou lei. “Os governos são obrigados a realizar o orçamento, porém não são obrigados a executar o que o orçamento prevê. Isso está causando frustração e conflitos com a população”. Explicou Marisa Glave.
Milton Viário, explicou o que o governo gaúcho vêm fazendo para que a sociedade participe mais das decisões do governo. “Temos conselhos municipais que ajudam na tomada de decisões e agora criamos um grupo, que envolve representação dos movimentos sociais para que o governo saiba suas reivindicações. Porém isso não é tudo, não há garantia de direitos sem luta social, pois o estado é estruturado dentro de um sistema que é capitalista”, finalizou.
Organizada organizações da sociedade civil, a edição temática deste ano do FST pretende ser uma prévia da Cúpula dos Povos, encontro de movimentos sociais paralelo à Rio+20. A expectativa é que mais de 30 mil pessoas participem das atividades, programadas para Porto Alegre e região metropolitana, nas cidades de Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo.
Fonte: Cáritas Regional do Rio Grande do Sul



































































