Os Fundos Rotativos Solidários são uma alternativa econômica para comunidades e/ou grupos sociais que não têm acesso ao sistema financeiro tradicional

Os días 21 e 22 de junho a Cáritas Norte 2 realizará o seminário sobre Fundos Solidários na Amazônia. O Seminário envolverá a participação de representantes da Cáritas Brasileira Nacional, Secretária Nacional de Economia Solidária (SENAES), Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Fundo Dema, Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG) e Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (APACC).

O evento tem por finalidade identificar os Fundos Solidários existentes na Amazônia, debater a metodologia e sistematização dos Fundos, compartilhar com os participantes de Economia Solidária, apoiadas pela Cáritas Norte 2, as experiências de fomentação de Fundos Solidários realizado pelo Banco do Nordeste, definir estratégias de fortalecimento e compor um comitê de Fundo no Estado do Pará.

Os Fundos Solidários se constituem em um apoio financeiro às práticas de atividade da Economia Solidária. Estes firmados na autogestão, produção coletiva, sustentabilidade e cooperação, no qual configuram a emancipação dos trabalhadores formados em grupos/cooperativas e/ou associações.

No Brasil a experiência de Fundos Rotativos Solidários (FRS) se realizou em 1993, administrado pela Articulação do Semiárido – Á, no Município de Soledade, na Paraíba.

No Pará a Associação Bujaruense dos Agricultores e Agricultoras (ABAA) já possuem, de 2001, experiências de Fundos Solidários. Para Rose de Castro Soares, tesoureira e assessora da ABAA, o objetivo do Fundo é estruturar os associados suprindo suas necessidades na compra de equipamentos e matérias além de investir na formação dos mesmos.

A ABAA viabiliza os recursos gerados pelos Fundos por meio de Projetos Alternativos Sustentáveis como a criação de mel e incentivo a agricultura. A partir da produção os sócios, voluntariamente, contribuem 15% da sua produção para os Fundos, realizando assim otimização dos recursos para investimentos futuros.

por Lilian Campelo, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional Norte 2