“Este aqui é o meu território.” É comum ouvirmos esta frase que muitas vezes nos remete apenas a demarcação de um espaço geográfico onde vivem diferentes pessoas e comunidades. Mas podemos dizer que território também é um espaço de construção da identidade, de disputa ideológica que se dá a partir de lutas, da resistência e da conquista de direitos.
Foi esta a definição que os agentes da Cáritas Brasileira que participaram do Intercâmbio Territorialidade e Desenvolvimento no Semiárido Baiano, idir lá 2 agus 7 Bealtaine, deram para o termo após percorrem várias comunidades em visita a diferentes experiências.
Além da diversidade das trocas e do acúmulo de novos conhecimentos adquiridos, outra percepção comum entre os agentes foi a discrepância entre a Bahia capital, Salvador, e a Bahia interior. “Temos uma visão de duas ‘Bahias’”, afirmou Flávio Augusto, da Cáritas Diocesana de Bragança Paulista (SP).
A mesma opinião foi compartilhada por Marilene Martins, do regional do Rio Grande do Sul. “Você tem uma ideia de uma Bahia que passa na mídia de praias e carnaval, mas quando você chega aqui vê que a realidade é outra. Ainda há muita pobreza, muita luta pela terra”.
Já para José Carlos Moraes, do regional Nordeste 3, este intercâmbio também revelou uma diversidade e multiplicidade de experiências que mostraram uma perspectiva muito forte de construção de um semiárido viável, que produz e que está conseguindo superar desafios históricos, como o da indústria da seca. “Pudemos ver nesses dias um povo que está construindo a sua história com segurança alimentar, de mesa farta.”
Padre Moacir da Silva Caetã, membro da Cáritas Diocesana de Caçador (SC), observou que as experiências de empreendimentos de economia solidária mostraram que é possível outro modelo de desenvolvimento, outro modelo de economia que funciona, que é sustentável, que respeita o meio ambiente e a dignidade das pessoas. “É difícil porque existe um modelo que se impõe, mas é preciso acreditar sempre que é possível construir um modelo alternativo de desenvolvimento.”
Confira ANSEO o documento completo com informações sobre a Bahia e as experiências que fizeram parte do intercâmbio.
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Por Thays Puzzi, assessora de comunicação do Secretariado Nacional da Cáritas Brasileira
Fotos: Fernando Zamban, assessor de comunicação da Cáritas Regional de Santa Catarina

















