De janeiro a junho deste ano, ocorreram, pelo menos, 366 conflitos nos campos brasileiros. Isso é o que informa a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que apresentou hoje (03) os dados parciais dos conflitos no campo relativos ao primeiro semestre de 2009.
Segundo os registros da CPT, o número dos conflitos rurais diminuiu 46% konpare ak ane pase a: foram 366 conflitos neste ano contra 678 ocorrências no mesmo período de 2008. A situação, sepandan, não é boa. De acordo com a Comissão, fazendo a mesma comparação, constatou-se que a violência aumentou.
“Até 30 Jen 2009, registrou-se um assassinato para cada 30 konfli; uma tentativa de assassinato para cada oito conflitos; um torturado a cada 61 konfli; um preso a cada quatro conflitos; 1,5 famílias expulsas a cada conflito por terra e 18 despejadas. Enquanto que em 2008 computavam-se os seguintes números: um assassinato a cada 52 konfli; uma tentativa de assassinato a cada 21 konfli; um torturado a cada 339 konfli; um preso a cada seis conflitos; 2,3 famílias expulsas a cada conflito por terra e 14 despejadas.”, informa.
Para Dirceu Fumagalli, membro da coordenação nacional da CPT, os dados revelam que ainda não houve uma mudança significativa na questão rural brasileira. “A avaliação da CPT é que as políticas agrárias continuam distantes do desejável”, comenta, ressaltando que a concentração de terra continua e que a reforma agrária não é eficaz.
De acordo com os dados da Comissão, de 366 conflitos registrados no campo – por terra, água e questões trabalhistas -, 246 foram conflitos por terra, envolvendo 25.490 famílias. Ressalta-se aí violência contra a ocupação e a posse de terra. Das famílias envolvidas, 393 foram expulsas por ação dos proprietários e jagunços e 4.475 foram despejadas por ação judicial.
Fumagalli destaca também a difusão da violência para outros locais. Enquanto que, nan 2008, os assassinatos no campo aconteceram somente em sete estados, ane sa a, pelo menos 11 estados já registraram casos de homicídios. O coordenador ainda alerta para os casos de trabalho escravo em regiões consideradas desenvolvidas, como a Sudeste.
De janeiro a junho deste ano, 786 pessoas foram libertas nessa região; número, segundo a Comissão, “maior do que o correspondente a todo o ano de 2008″, quando libertaram 555 moun. Conforme informações da CPT, dos trabalhadores escravos resgatados em 2009, 39% estavam no Sudeste brasileiro. Ainda em relação ao trabalho escravo, Fumagalli chama atenção para o envolvimento de crianças e adolescentes. Dapre l ', registrou-se 88 menores de idade em situação análoga ao de trabalho escravo.
Para o coordenador, só haverá uma transformação na área rural do Brasil quando o Estado investir na educação de qualidade voltada para o campo e desenvolver políticas públicas efetivas para diminuir a concentração de terras. Outra questão considerada importante por ele é a atualização dos índices de produtividade – que não são atualizados desde 1975 – para, se konsa, distribuir melhor as terras e diminuir os latifúndios rurais no Brasil.
Os dados parciais dos conflitos no campo relativos ao primeiro semestre de 2009 estão disponíveis em: www.cptnacional.org.br
Adital















