Há mais de seis meses, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) está se preparando para o maior evento mundial de debate sobre alternativas ao modelo econômico neoliberal. Durante as reuniões da Coordenação Executiva e da Coordenação Nacional o tema esteve sempre presente e estratégias de participação do FBES no evento foram traçadas.
Para organizar a atuação do FBES, foi criada a Comissão Pró-Fórum Social Mundial, composta por representações do segmento de empreendimentos solidários, entidades de assessoria à economia solidária e da rede de gestores públicos. Cabe também a essa comissão responder politicamente pelos assuntos do encontro, organizar as atividades do FBES no evento e fazer a comunicação entre as instâncias locais de organização do FSM e as instâncias do FBES.
Para a realização de parte das atividades da economia solidária está sendo organizado o Território da Economia Solidária que se localiza em duas, das três, entradas da Universidade Federal do Pará e ao lado do terminal rodoviário que está sendo construído em virtude do evento. O espaço é privilegiado por ser um ponto de grande circulação.
O Território da Economia Solidária contará com a Feira Internacional de Economia Solidária, a Praça de Alimentação da Economia Solidária, o EcoBanco e o Cinema da Economia Solidária. As demais atividades organizadas pelo FBES e pelo GT Local de Economia Solidária acontecerão na UFPA Profissional, ao lado do Território.
O Fórum Social Mundial 2009 será edição com a maior delegação do FBES: um coletivo de aproximadamente 400 pessoas vindas dos 27 Fóruns Estaduais e as demais integrantes do Fórum de Economia Solidária do Pará.
Segundo Ademar Bertucci, assessor nacional da Cáritas Brasileira, o FSM é um importante espaço para o fortalecimento da luta pela construção de um novo modelo econômico. “A articulação do movimento da economia solidária no Brasil, que resultou na criação do FBES teve seu início no I FSM, 에 2001. Foram as redes internacionais iniciantes que provocaram essa articulação. Dali para a presença constante nas discussões e afirmação da economia solidária como alternativa para um desenvolvimento sustentável foi um passo, reforçado pela incidência que o movimento brasileiro fez sobre o governo Lula para a criação a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES)", 라고.
Ademar lembra ainda que a questão da Amazônia, conjugada com a crise econômica que atinge o mundo, torna mais visível a necessidade de “Uma outra Economia, que já acontece como forma de sobrevivência, frágil, e que precisa ser reconhecida como alternativa”.
As delegações dos Fóruns Estaduais estão se deslocando de seus estados, 가장, em vãs e ônibus organizados pela mobilização dos Fóruns. Os maiores grupos são as representações do Rio Grande do Sul, Rondônia, 미나스 제 라이스, Alagoas e Rio Grande do Norte. Agentes Cáritas envolvidos nas articulações internacionais de economia solidária também estarão em Belém.No Brasil, a Cáritas está presente em 15 Fóruns Estaduais da Economia Solidária e contribui nas redes que envolvem o tema. A Cáritas Brasileira integra a coordenação do FBES.
* Assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional NE2, com informações da Secretaria Executiva do FBES.
Helena Padilha*
















