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“Nas nossas vidas, Caritas só perde para Deus”, afirmam beneficiários de projeto agroecológico de Caritas Manaus

16 de novembro de 2018

Cooperativa Tarumã Açu, comunidades de Novo Paraíso e Frederico Veiga, no Amazonas – Imagens Luis Miguel Modino

Conhecer algumas experiências de vida nos ajuda a dar valor às nossas lutas, a não desistir. Próximo da cidade de Manaus (AM), numa região de expansão da capital amazonense, onde as construtoras imobiliárias pretendem criar diferentes condomínios, encontram-se as comunidades de Novo Paraíso e Frederico Veiga. Ao todo são mais de quatrocentas famílias que desde há dezesseis anos lutam por um pedaço de terra. Os moradores da região definem estes anos como tempo de muito conflito, de ver como quase semanalmente eram queimados seus barracos e destruídas suas plantações.

As perseguições por parte de um empresário da cidade de Manaus, que reclamava a terra como própria com o apoio de políticos e da polícia, inclusive da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, fez a vida desse povo uma luta constante contra os jagunços que os atacavam constantemente. Nessa situação, quando já pensavam em desistir e ir embora, apareceu a Caritas Arquidiocesana de Manaus, que brigou junto com eles “quando já não tínhamos mais forças”. Como reconhece Dona Branca, a Presidenta da Cooperativa Tarumã Açu, que envolve 22 famílias, “se a Caritas não estivesse conosco, com certeza, nós não estaríamos aqui”, palavras que dão sentido ao esforço realizado pelos Agentes Caritas ao longo de tantos anos.

Os próprios associados da cooperativa reconhecem a validez da metodologia de Caritas, pois “ela sempre orienta, mas nunca faz por nós. Isso é bom porque a gente foi aprendendo”. De fato, é emocionante escutar que alguém diga, com a aprovação de todos os presentes, que “nas nossas vidas, Caritas só perde para Deus”.

A esperança pela posse da terra está mais próxima para os moradores de Frederico Veiga e Novo Paraíso. Mesmo assim, eles dizem que ainda precisam da ajuda da Caritas, que em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), está introduzindo projetos de agroecologias para a plantação, beneficiamento e distribuição de diferentes produtos.

Um dos grandes desafios é a falta de água, o que dificulta a produção no verão amazônico. A mesma coisa pode ser falada do fato de trabalhar coletivamente ou do escoamento dos produtos. Algumas coisas tem melhorado nesse tempo, como o aceso nos lotes. Ficaram atrás as muitas vezes que chegavam no local seguindo o curso do Igarapé Tarumã e tinham que carregar seus pertences nas costas por longo trecho. Isso também fez possível que hoje possa chegar a vigilância sanitária, para combater os muitos casos de malária e dengue presentes no local, ou o ônibus escolar que leva as crianças até a escola.

Inclusive alguns moradores hoje fazem faculdade, pois como eles mesmos reconhecem, “a Caritas nos ajudou a ter um melhor olhar para nós mesmos, a descobrir a necessidade de estudar para melhorar”. Quem hoje está fazendo curso superior, reconhece que “antes não queria estudar”.

“Quando íamos atrás da Embrapa, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), sozinhos não éramos atendidos, hoje vamos com a Caritas e conseguimos aquilo que a gente quer”. Eles mesmos reconhecem que Caritas tem confiabilidade, pela responsabilidade, credibilidade e transparência com que ela trabalha.

A Cooperativa Tarumã Açu é mais um exemplo de que aos poucos é possível chegar nos objetivos. É uma luta comum, com a Caritas Arquidiocesana de Manaus e outras comunidades que participam de projetos semelhantes, que é exemplo de que é possível fazer realidade o Reino de Deus, um mundo melhor para todos e todas.

Por Luis Miguel Modino – Cáritas Manaus

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