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Mudanças climáticas agravam desigualdade social no Brasil

23 de novembro de 2016

O que mudanças climáticas têm a ver com o nosso arroz e feijão de cada dia? Tudo. O Brasil é uma potência agrícola, mas que depende das condições naturais para manter sua produtividade. Se no campo chove mais ou menos do que o esperado ou a temperatura sobe ou cai muito, a colheita pode sofrer danos e pode ocorrer até a perda de áreas produtivas. Uma das consequências disso é o aumento do preço dos alimentos nos supermercados.

E mudanças climáticas têm tudo a ver com perda de padrões no regime de chuva ou de eventos climáticos. Essas informações estão no relatório E agora, José? – O Brasil em tempos de mudanças climáticas. Lançado pelo Greenpeace Brasil durante a 22ª Conferência do Clima das Nações Unidas, o documento reuniu e analisou 46 estudos publicados entre 2008 e 2016. Todos tratam dos efeitos observados ou previstos para o país a partir do aumento nas temperaturas médias no planeta. O relatório traz dados sobre os principais setores da nossa economia e os impactos previstos na sociedade caso o aquecimento global não seja combatido.

>> Leia o relatório na íntegra aqui

>> Ou acesse sua versão resumida

“Este relatório mostra que o tema das mudanças climáticas não se resume a um debate entre diplomatas, cientistas e ambientalistas que se reúnem em conferências da ONU. É uma questão presente no dia a dia das pessoas e pode trazer fortes impactos negativos, afetando a conta de luz no final do mês e influenciando no preço dos alimentos. Os prejuízos de um planeta mais quente serão grandes. No Brasil, quem vai pagar a maior parte desta fatura será a população mais pobre”, diz Márcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

Em nosso país, o excesso de gás carbônico na atmosfera trará prejuízos também para setores como o de energia. Uma das previsões ligadas ao aquecimento global é a da diminuição na vazão de rios em que estão instaladas as hidrelétricas. “Como 64% de nossa eletricidade vêm dessas usinas, menos água significa menos produtividade. E o governo tem o costume de compensar isso ligando termelétricas, de onde sai uma energia bem mais cara e poluente”, diz Pedro Telles, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

Para Astrini, acabar com o desmatamento e promover as energias renováveis, como a solar, eólica e biomassa, contribui para o combate ao aquecimento global e, ao mesmo tempo, tornará o Brasil mais resistente às mudanças do clima. “Não adotar estes mecanismos – ou fazê-los de forma insuficiente – irá alimentar ainda mais a desigualdade em nosso país. Atuar pelo clima é uma questão de justiça social”, afirma.

Fonte: Greenpeace Brasil

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