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Mesa de encontro e diversidade: Seminário Internacional de Migrações e Refúgio

13 de junho de 2018

Espírito de acolhida, alegria, musicalidade, partilha e diversidade, foi assim que teve início nesta segunda-feira (12) o Seminário Internacional de Migrações e Refúgio com o tema Caminhos para a Cultura do Encontro.

A solenidade de abertura foi animada pelo Grupo Cultural Abaecatu que por meio de músicas trouxe para o momento a exaltação das características culturais das regiões do Brasil, da América Latina e do mundo em que hoje a Cáritas Brasileira e as entidades organizadoras do evento estão articuladas.

Para receber o Seminário de Migrações e Refúgio, o palco do auditório do Centro Cultural de Brasília se transformou em uma verdadeira casa, nela a cozinha é o grande centro, representando o local do grande encontro e tornando-se o espaço de partilha para a mesa de abertura composta por homens e mulheres que com suas vidas e ações motivam a cultura do encontro.

Participaram da cerimônia de abertura do Seminário o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sérgio da Rocha, o arcebispo de Aracaju e presidente da Cáritas Brasileira, dom João José da Costa, a assessora do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM), Carmem Lussi, a secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Romi Bencke, entre outras representações institucionais e governamentais como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), Ministério Publico do Trabalho (MPT).

Ao redor da mesa representantes de diversas organizações religiosas e governamentais compartilharam experiências e inquietações sobre os desafios na acolhida de migrantes e refugiados

A secretária geral do CONIC, pastora Romi Bencke, alerta que deve existir um olhar especial às pessoas que são expulsas de seus países, não tendo o direito de decidir se querem ou não ficar em seu local de origem. “Elas precisam ser acolhidas e encontrar as nossas portas abertas, o papa Francisco ao falar da cultura do encontro sentiu a necessidade de difundir uma cultura em que as pessoas e as relações fossem de proximidade, solidariedade e simplicidade,” pontuou Romi.  A grande partilha do local de encontro, da mesa, do café, se deu também em torno da mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante celebrando em janeiro de 2018: “acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e refugiados.

O fluxo migratório e de refúgio no Brasil é constituído por pessoas de diferentes regiões geográficas, questões econômicas e culturais, em busca de melhores condições de vida e em fuga das mazelas sociais, por vezes ambientais, que enfrentam em seu local de origem. “O Brasil foi o único país que aceitou me acolher legalmente,” disse Myria Tokmaji, refugiada Síria que vive há quatro anos no Brasil e partilhou a dificuldades encontradas ao chegar em um novo país, entre os desafios Myria citou o desconhecimento do idioma, o preconceito, o choque cultural e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho mesmo tendo uma formação profissional e universitária.

“Vivemos uma situação em que nos foi roubada a crença de que juntos, como sociedade, poderemos evoluir e produzir o suficiente para todos. Ideologia, amplamente difundida por aqueles que detêm o poder, não são os imigrantes que roubam os direitos dos brasileiros,” afirmou a representante do Ministério Público do Trabalho, Cristiane Maria Sbalqueiro Lopes, fazendo referência às reformas trabalhistas veiculadas constantemente pela mídia.

Texto: Ana Paula Andrade e Krisla Ripardo

Fotos: Francielle Oliveira

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