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Magre conclui seminário nacional e divulga nota pública

13 de novembro de 2017
MAGRE-65 site

Após o Seminário Nacional do Meio Ambiente Gestão de Riscos e Emergências, o grupo que se reuniu entre os dias 9 e 12 de Novembro em Belo Horizonte e Mariana (MG),  emitiu nota pública a respeito da situação em que se encontra a população atingida pelo desastre do rompimento da barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues.

A nota destaca também a situação de perda de direitos que ocorre neste momento no país, com a nova lei trabalhista em vigor e com os encaminhamentos para a reforma previdenciária. 

A nota:

Nota do Seminário Nacional Meio Ambiente Gestão de Riscos e Emergências

Entre os dias 9 e 12 de novembro, representantes de comunidades locais e entidades membro da Cáritas Brasileira, provenientes das regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste reuniram-se na cidade de Belo Horizonte e na comunidade de Paracatú de Baixo em Mariana para refletir os avanços, desafios e perspectivas de riscos e desastres a partir de projeto de cooperação com a Cáritas Alemã.

A escolha de se fazer este seminário no Estado de Minas Gerais, além de estar com três experiências piloto do presente projeto em avaliação, foi escolhido por conta do maior Crime Socioambiental do país e um dos maiores do mundo: o rompimento da Barragem de Fundão em Mariana, no dia 05 de novembro de 2015, de responsabilidade da Companhia Vale e BHP Billiton.

O crime de Mariana completou dois anos, e embora pareça ser uma data a ser recordada anualmente, no âmbito local o dia 05 de novembro, continua a acontecer a cada alvorecer do sol, trazendo sempre de novo a dor.

E não há uma solução para cada pessoa e para a natureza atingida. A lama tóxica não atingiu apenas o rio e a natureza, ou casas e animais, ela marcou profundamente a história e gerações humanas inteiras.

Há um ano a Cáritas Regional Minas Gerais assessora as famílias atingidas. A perspectiva coletiva e solidária para construir uma luta em defesa dos direitos dos atingidos e atingidas é o principal objetivo. Nesse cenário, a atuação tem sido na construção do trabalho a partir de grupos de base e no poder popular, para enfrentamento do capitalismo e na construção de comunidades mais seguras, sustentáveis e com justiça para todas as pessoas.

Temos vivido dias de perdas de Direitos. A consolidação efetiva no dia 11 de novembro de 2017 com a entrada em vigor da reforma da CLT no campo do trabalho, fazendo com que trabalhadores e trabalhadoras vejam seus direitos fundamentais, conquistados a duras lutas, sendo negociados em mesas políticas que representam apenas o interesse das grandes corporações e que visam o lucro e mercantilização da vida.

Entre a retirada de direitos pode-se citar: a negociação entre patrão e empregado sobre a jornada de trabalho que na prática pode permitir jornadas de trabalho semelhantes àquelas no século 17; possibilidade na redução do intervalo de almoço de uma hora para 30 minutos; parcela das férias em até 3 vezes; fim da contabilização das horas de deslocamento do trabalhador; além disso as empresas poderão fazer contratos de jornadas parciais reduzindo assim salários e benefícios; aumento do prazo para contratos temporários diminuindo a já baixa estabilidade e eliminando o pagamento de multa por demissão sem justa causa. Expressamos solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras.

E com tudo isso não podemos parar de lutar, a reforma da previdência ainda não foi aprovada. Temos que nos mobilizar por educação e saúde público-estatal gratuita e de qualidade para toda população, pela demarcação das terras dos povos indígenas e populações tradicionais, por uma auditoria da dívida externa e pela estatização de setores estratégicos da economia.

Portanto, não podemos aceitar a organização de um Governo que representa explicitamente o interesse dos ricos e não representa os interesses de toda a população.

Diante disso, refutamos a ideia de conciliação de classe. Darão solução aos problemas do Brasil os milhões de trabalhadores e trabalhadoras, e não um governo para poucos milionários. A Sociedade do Bem Viver é concreta e se ampliará na luta dos pobres, na Defesa de Direitos Humanos e da Natureza.

Confiamos na força popular e na Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, que nos fortalece no trabalho diário para proteger a Casa Comum e a retomada dos nossos direitos. Vamos à luta sem medo!

Belo Horizonte, 12 de novembro de 2017

Aniversário de 61 anos da Cáritas Brasileira.

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