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Interregional Nordeste: Encontro reúne agentes Cáritas de nove estados

11 de agosto de 2017
INTER NORDESTE

Começou na quinta-feira (10) em São Luis (MA) e segue até sábado (12), o Interregional Nordeste. O evento reúne os regionais Maranhão, Ceará, Piauí, NE 3 (Bahia e Sergipe) e NE 2 (Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte). Nesta edição do encontro, realizado anualmente, também está previsto o debate sobre a sustentabilidade institucional a partir da identidade e das experiências da Rede Cáritas no Nordeste, além do monitoramento do Plano Operacional anual (POA) 2017.

Bem Viver

A partilha de experiências das comunidades tradicionais, na perspectiva da construção da sociedade do Bem Viver, foi um dos destaques da programação na quinta-feira (10). A trajetória do Acampamento Zé Maria do Tomé foi apresentada por Alyne Lima, de Limoeiro do Norte (CE). Os 1.700 hectares de terra foi batizado com o nome de uma das referências de luta pelo direito a terra no Ceará, assassinado em abril de 2010. O acampamento, que se localiza entre empresas e grandes produtores rurais foi ocupado por cerca de 1.500 pessoas em 2015, atualmente 150 famílias vivem e produzem agroecologicamente na terra. “É uma história de luta e resistência por um mundo melhor”, afirma Alyne. Este  ano a justiça decretou a desapropriação do local, mas com mobilização social foi possível reverter temporariamente a medida.

Kum’Tu Gamela fala sobre a luta do povo Gamela

Kum’Tu Gamela fala sobre a luta do povo Gamela

A luta pela terra também foi partilhada por Kum’Tu Gamela, do Maranhão. Ex-padre e ex-coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no estado, Kum’Tu foi uma das vítimas do ataque acontecido em abril na cidade de Viana, a 214 quilômetros de São Luís (MA). Na ocasião pistoleiros ligados a fazendeiros feriram mais de 10 indígenas, além dos disparos com arma de fogo, alguns deles foram golpeados com facão nas mãos e pernas. Nos últimos anos o povo indígena Gamela tem sido sistematicamente perseguido por pistoleiros, fazendeiros e autoridades locais. “A gente entendeu que não dá pra fazer luta por terra sozinho. A gente se articula com os outros povos, como os quilombolas. Sem território não é  possível construir e reconstruir relações entre nós”, afirma Kum’Tu.

Por Jucelene Rocha com informações do Regional Cáritas Nordeste 3  

 

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