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Imigrantes venezuelanos em Rondônia aguardam oportunidade de emprego

30 de agosto de 2019

A ação #EuMigrante, da Cáritas Brasileira, ajuda refugiados a encontrar o caminho para uma nova vida

Desde o ano passado, Rondônia tornou-se uma das rotas para acolhimento de venezuelanos que fogem da fome e da crise econômica e social que sua terra natal atravessa. Atenta a esse quadro, a Cáritas Brasileira – entidade comprometida com a promoção e atuação social, e a defesa dos direitos humanos – apoia a inserção profissional dos migrantes por meio da campanha #EuMigrante. Trata-se de uma ação do Programa PANA, que permite a empresários o anúncio de vagas de trabalho, por meio do endereço na internet https://eumigrante.org/oportunidades, bem como aos candidatos a postagem de seus currículos. O nome PANA, na língua indígena Warao (Venezuela), significa irmão, companheiro, “aquele que come do mesmo pão”.

Em todo o estado, ainda há cerca de 30 venezuelanos em busca de emprego. Desde o início, o #EuMigrante já proporcionou a recolocação profissional de 17 trabalhadores, e acredita-se que 45 estão na informalidade. Segundo Geraldo Cotinguiba, professor do Instituto Federal de Rondônia (IFRO) – referência local em estudos migratórios na Amazônia –, estima-se o contingente de 2 mil imigrantes em Rondônia (principalmente venezuelanos e haitianos).

Documentação

Vale ressaltar a importância de cada migrante estar em dia com seus documentos e cadastrado em programas como o da Cáritas para buscar vida nova. Mesmo adaptado no Brasil, o imigrante ilegal terá o acesso dificultado a alguns direitos, como ao atendimento na rede pública de ensino e de saúde. Além disso, o migrante sem registro estará fadado a lutar no mercado informal de trabalho, sem os direitos previstos em lei. Por isso, o #EuMigrante é sinônimo de tranquilidade para empresários e empreendedores na hora de contratar profissionais. 

O representante da Cáritas em Porto Velho, Thiago Sitta, afirma que, depois do idioma, a falta de conhecimento dos setores de RH acerca das exigências documentais para contratação de migrantes e refugiados ainda é a maior barreira para garantir uma oportunidade. “Por isso, o nosso trabalho é constante no envio da Carta ao Empregador, documento orientador a respeito das contratações de migrantes e refugiados e da falta de comprovação de experiência”, explica.

Oportunidade e desenvolvimento

O venezuelano José Grigório foi admitido em maio na função de auxiliar de lavanderia. Está especializando-se como caldeirista, profissional responsável por manter o funcionamento e a manutenção de caldeiras – recipientes usados no aquecimento de líquidos. A própria empresa fornece a capacitação, ministrada por um engenheiro autorizado. Ao final do treinamento, o empregado receberá um certificado de horas de estudo, aulas práticas e conclusão. Miguel, seu compatriota, entrou poucos dias depois, como auxiliar de lavanderia, na função de centrifugador – profissional que retira as roupas das máquinas e as coloca em secadoras.  

“Estou muito feliz com o novo emprego. Finalmente parei de perambular pelas ruas, sem trabalho. Fui muito bem recebido, tanto pelo patrão quanto pelos colegas. Graças a Deus, foram todos muito amáveis. Espero agora poder passar muito tempo aqui no Brasil e trazer outros parentes para Porto Velho”, planeja Grigório.

Miguel confirma o sucesso do #EuMigrante: “Entreguei meu currículo na Cáritas e posteriormente recebi o contato da empresa. Espero permanecer aqui em Porto Velho por um tempo maior. Quero seguir trabalhando, para cuidar da minha filha e da minha esposa, pelo menos até as coisas melhorarem na Venezuela. Sou muito agradecido a todos que permitiram essa oportunidade”.

“Valeu a pena ter contratado os dois. Eles são pontuais, não faltam ao trabalho, são de fácil relacionamento conosco e com os colegas – inclusive na hora em que estão recebendo instruções. O fato de serem migrantes não causou nenhuma restrição, porque, em nossa empresa, todos os aceitaram muito bem”, garantiu José Sanxer de Lacerda, proprietário da Lavin Higienização de Roupas. “De forma geral, os refugiados têm muita vontade de trabalhar, sequer perguntam quanto vão ganhar. Percebemos que, entre eles, há gente muito qualificada”, explicou. 

 

SERVIÇO

Para disponibilizar uma vaga de trabalho e conhecer o perfil dos profissionais venezuelanos cadastrados, acesse https://eumigrante.org/oportunidades.

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