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Grito dos Excluídos e Excluídas

PROPOSTA 01 DANIEL (1)

 

Acesse nos títulos abaixo as informações sobre o 22º Grito dos Excluídos e das Excluídas:  

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Dia 7 de Setembro. Dia da Independência do Brasil. Mas de que independência estamos falando? Essa é uma das reflexões propostas pelo Grito dos Excluídos e Excluídas, que há 22 anos leva as demandas populares para as ruas. Em 2016, com o lema “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!” e o tema “Vida em primeiro lugar”, o Grito seguirá denunciando as várias formas de desigualdades no país e apontando qual o real papel do Estado diante de tanta exclusão.

A escolha do lema deste ano teve inspiração nas várias referências feitas pelo Papa Francisco durante o Encontro Mundial com os Movimentos Populares, que ocorreu na Bolívia. Na ocasião, Francisco falou da urgência em romper o silêncio e lutar por mudanças reais dentro do sistema capitalista, forma de organização político-econômica que não compreende o sentido do “cuidar da Casa Comum”.

De acordo com a coordenação nacional da articulação, “o Grito precisa continuar acontecendo e manifestando indignação diante de um sistema político e econômico que exclui e descarta a maioria da população da participação e decisão dos rumos do país, independentemente de partidos e governos. O desafio do Grito é estar no meio do povo como espaço de organização e mobilização, como um pequeno grande professor que contribui levando informação e formação e incentivando a participação popular, condição essa para construirmos as mudanças”.

Desta forma, para garantir a formação da base, a coordenação nacional da articulação divulgará nos próximos dias uma série de textos divididos em eixos, os quais consistirão em subsídios informativos guiados pelo lema “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!”. São seis os eixos em que os textos estarão organizados: Unir os generosos e as generosas; Desmentir a mídia; Direitos Básicos e Função do Estado; As várias formas de violência; Participação política; a Rua é o lugar.

Articuladoras e articuladores de várias cidades brasileiras já estão realizando reuniões e pré-Gritos, organizando agendas, definindo trajetos e locais para as atividades e articulando as manifestações que ocorrerão no período da Semana da Pátria, tendo como ponto máximo o dia 7 de Setembro.

O Grito
O Grito dos Excluídos e Excluídas nasceu da necessidade de dar voz ao povo, às minorias e à população historicamente excluída pelo Estado, que opta por uma engrenagem de negociações financeiras que somente obedecem aos interesses dos que já têm: dos ricos, das empresas, dos bancos. Assim, os direitos à saúde, moradia, transporte, trabalho, informação e vida digna ficam comprometidos e aumenta a desigualdade social no país. Sendo assim, o Grito é um processo que não começa e nem termina no dia 7 de Setembro. Ele é um espaço de articulação permanente para que movimentos sociais organizados se manifestem e cobrem direitos já assegurados em nossa Constituição Federal.

Fonte: Coordenação Nacional do Grito dos/ Excluídos/as

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A 22ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, que vai ocorrer nesta quarta-feira, 7 de Setembro, em várias cidades brasileiras, está convocando a população brasileira para resistir à retirada de direitos sociais que se anunciam com a derrubada do governo da presidenta Dilma Rousseff por decisão do Senado Federal, tomada no último dia 31 de agosto. “Este é um grito que deve alertar o povo sobre a gravidade da situação e a necessidade de lutar. A crítica está sendo sufocada e ela tem de voltar às ruas. Essa é uma ditadura disfarçada de democracia, que quer passar sobre o povo”, afirma o economista Plínio de Arruda Sampaio Júnior.

Com o lema ‘Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata’, o Grito dos Excluídos e Excluídas pretende superar as posições partidárias e eleitorais, buscando o fortalecimento da democracia. Para Plínio de Arruda Sampaio Júnior, o momento brasileiro não difere do que ocorre em todo o mundo, com a crise obrigando os poderes econômico e político a reorganizar o sistema capitalista de forma a “ampliar a exploração dos trabalhadores”. É nesse contexto que o economista avalia a retirada do poder de uma presidenta eleita com o voto de 54 milhões de brasileiros e brasileiras. Entretanto, Plínio ressalta que o Grito dos Excluídos/as deve estar “acima da disputa partidária, buscando uma revolução democrática e reformas estruturais que não foram realizadas por nenhum governo até agora”.

“O grito chega em um momento trágico. No dia 7, a parada cívica [desfile de 7 de Setembro] vai ser conduzida por um presidente ilegítimo, um usurpador. E quem está sendo usurpado é o povo, que disse não ao ajuste fiscal e a qualquer perda de direitos nas eleições. Querem reduzir as políticas sociais para dar mais dinheiro aos rentistas”, avalia Plínio.

O lema deste ano do Grito dos Excluídos e Excluídas está baseado no pronunciamento do Papa Francisco durante encontro com movimentos sociais, realizado na Bolívia no ano passado: “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata”. A frase trata dos problemas sociais e ambientais causados pelo modelo capitalista de produção. Na quarta, dia 7, vão ocorrer manifestações em centenas de cidades de 24 estados.

Em Brasília, a concentração para o ato ocorrerá em frente à Catedral, a partir das 8h30min, seguida de caminhada pela Esplanada dos Ministérios. Em São Paulo, o Grito dos Excluídos vai se reunir na Praça da Sé, no centro da capital, a partir das 9 horas. Às 10 horas, será realizada uma marcha pelo centro da cidade. No município de Aparecida (SP), onde será realizado o V Congresso Nacional da Cáritas Brasileira de 9 a 13 de novembro, o ato ocorrerá em conjunto com a 29ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras. A concentração se dará no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, transformando o ambiente que recebe milhares de fiéis por dia em espaço de denúncia das várias formas de desigualdades vividas no país.

Criminalização de lideranças e movimentos

Dom Milton Kenan Júnior, bispo de Barretos (SP), enfatiza que é preciso estar “unido ao povo na reconquista de seus direitos”. Ele se mostra preocupado com os atuais riscos impostos à soberania popular e aos direitos sociais.“Há algumas semanas, me chamaram atenção para a criminalização dos movimentos sociais, com gente sendo presa sem cometer crime algum. Também nos damos conta das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) encaminhadas pelo novo governo, que reduzem os gastos sociais, além de ações para tirar da Justiça o poder de implementação da Lei da Ficha Limpa e entregá-lo aos Legislativos. O desafio da Igreja hoje é ajudar o povo a perceber os riscos que corre e a se organizar para retomar lutas de 30 anos atrás”, aponta dom Milton Kenan.

O tema principal do grito, ano após ano, tem sido a defesa da vida. Em 2016, a articulação procura evidenciar a defesa da “vida em primeiro lugar”. “Nos preparamos para um momento difícil de enfrentamento a um sistema que põe a vida em último lugar”, ressalta Soniamara Maranhão, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Segundo ela, o objetivo do Grito dos Excluídos segue sendo construir um projeto popular de país, sobretudo “para enfrentar os golpes que ainda virão”.

Ela avalia que o mesmo processo que levou à consolidação do impeachment vai levar a perdas de direitos históricos da população, ampliando a parcela de excluídos em nossa sociedade. Além disso, o novo governo já anunciou a intenção de privatizar estatais e bens públicos, assim como de realizar reformas na Previdência social e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que não vão beneficiar a população.

Sobre a violenta repressão policial aos movimentos sociais que se posicionam de modo crítico ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Ari Alberti, da coordenação nacional do Grito, pondera não ser uma novidade, já que igualmente ocorreu em edições anteriores do ato. Ele considera grave, entretanto, a forma como Michel Temer expressou que irá tratar os críticos do seu governo. Sendo assim, “não podemos ficar em casa esperando algo mudar”, diz Ari, que cobra da imprensa uma postura de “expôr fatos e não versões”. “A maior defesa que a gente tem é o povo na rua. Eles radicalizaram no ataque à democracia. Nós temos que radicalizar na defesa da democracia”, corrobora Plínio.

Por Rodrigo Gomes / Rede Brasil Atual, com edição da Assessoria Nacional de Comunicação da Cáritas Brasileira

CARTA-APOIO-AO-GRITO-2016

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Temer subiu ao poder de forma ilegítima e governa apenas para os ricos e poderosos. Ele quer acabar com os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores do campo e da cidade, das florestas e das águas; das mulheres, das negras e dos negros, dos indígenas, das/os LGBTs, da juventude e das moradoras e dos moradores das periferias.

O povo brasileiro sofre cada vez mais com a crise. Só em agosto mais de 100 mil pessoas ficaram desempregadas. O salário já não dá mais para as compras do mês. E se Temer continuar realizando suas medidas, isso só tende a piorar. Não podemos esperar nada de bom de um governo que não foi escolhido pelo povo.

Por isso, os movimentos sociais do campo e da cidade realizam mais um Grito dos/as Excluídos/as. Chamamos aquelas e aqueles que não aceitam os ataques deste governo para participarem. A concentração para o ato neste 7 de Setembro ocorre em frente à Catedral de Brasília, a partir das 8h30min.

Com luta popular, é possível mudar essa situação.
Fora Temer! Nenhum direito a menos!

Assinam:
Frente Brasil Popular (FBP)
Frente Povo Sem Medo (FPSM)
Assessoria Jurídica Universitária Popular Roberto Lyra Filho (Ajup/UnB)
Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus
Brigadas Populares
Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
Cáritas Arquidiocesana de Brasília
Cáritas Brasileira
Casa de Cultura Carlos Marighella
Casa Frida
Central dos Movimentos Populares (CMP)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Centro Acadêmico de Direito da UnB – Gestão Caliandra
Centro Acadêmico de Medicina da UnB – Gestão Ubuntu
Centro Acadêmico de Sociologia da UnB – Caso
Centro de Educação Paulo Freire de Ceilândia – Cepafre
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé – DF
Centro de Estudos e Pesquisa Ruy Mauro Marini
Centro Popular de Formação da Juventude – Vida e Juventude
Cio das Artes
Cirandas pela Democracia
Coletivo ArtSam
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
Coletivo Rosas pela Democracia
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)
Conselho Indigenista Missionário (Cimi)
Consulta Popular
Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf)
Fian Brasil
Fórum da Reforma Agrária do DF e Entorno
Fórum de Mulheres DF e Entorno
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)
Frente Ampla de Trabalhadoras e Trabalhadores do Serviço Público pela Democracia
Frente Brasil de Juristas pela Democracia – DF
Frente Democracia e Saúde
Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Juntos
Juventude Libre
Levante Popular da Juventude
Liga Brasileira de Lésbicas do DF – LBL/DF
Marcha Mundial das Mulheres (MMM)
Movimento de Adolescentes e Crianças do DF – MAC
Movimento de Luta Pela Terra dos Povos das Águas e Florestas, Campo e Cidade (MLT)
Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)
Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos – MTD
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST)
Movimento Nacional pela Soberania Popular Frente à Mineração (MAM)
Movimento por uma Alternativa Independente Socialista (Mais)
Movimento por uma Ceilândia Melhor (Mopocem)
Mulher Quebrada
Núcleo em Defesa da Democracia (NDD)
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Partido dos Trabalhadores – PT
Partido Refundação Comunista – PRC
Partido Socialismo e Liberdade – Psol
Pastoral da Juventude – PJ
Poesia em Coletivo
Raíz – Movimento Cidadanista
Rede Distrital de Hip Hop
RUA – Juventude Anticapitalista
Sindicato dos Bancários de Brasília
Sindicato dos Professores no Distrito Federal – Sinpro/DF
Sindicato dos Servidores e Empregados da Assistência Social e Cultural do Governo do Distrito Federal – Sindsasc/GDF
Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal – Sindsep/DF
Sindicato dos Urbanitários no DF – Stiu/DF
União Brasileira de Estudantes Secundaristas – Ubes
União Brasileira de Mulheres – UBM
União da Juventude Comunista – UJC
União da Juventude Socialista – UJS
União de Negros e Negras pela Igualdade – Unegro
União dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal – UESDF
União Nacional dos Estudantes – UNE
Unidade Classista
Unidos Para Lutar
Via Campesina

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Com o tema “Vida em primeiro lugar” e o lema “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!”, inspirado nas várias referências do Papa Francisco durante o Encontro Mundial com os Movimentos Populares, na Bolívia, o 22º Grito dos Excluídos seguirá denunciando em 2016 as várias formas de desigualdades existentes no país e apontando qual o real papel do Estado diante de tanta exclusão. A Diocese de Pesqueira, por meio da Cáritas Diocesana, vivenciou nos últimos dias a preparação para o Grito dos Excluídos, por meio de rodas de conversas realizadas junto a vários movimentos, pastorais sociais e grupos de mulheres.

Nesta quarta-feira, 7 de Setembro, data de referência da Independência do Brasil, agentes da Cáritas Diocesana de Pesqueira montarão uma tenda no centro da cidade de Pesqueira, em Pernambuco, para realizar panfletagem explicando o que significa e qual a importância do Grito dos Excluídos/as. Na ocasião, também haverá a entrega da Carta sobre as Eleições 2016, escrita pelo bispo diocesano, dom José Luiz Ferreira.

Já no próximo sábado, dia 10, na Praça da Conceição, cidade de Belo Jardim (PE), a partir das 9 horas, haverá um momento junto a algumas lideranças comunitárias, paróquias, movimentos e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) para realização de denúncias de violação a direitos e de debates sobre temas relevantes aos trabalhadores e trabalhadoras, além de apresentações culturais. A estimativa é de reunir cerca de 500 pessoas nas atividades.

Sobre o Grito

A proposta do Grito surgiu no Brasil no ano de 1994, com o 1º Grito dos Excluídos e Excluídas sendo realizado em setembro de 1995. O Grito dos Excluídos/as é uma manifestação popular carregada de simbolismos, um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural, de reunião de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas das pessoas marginalizadas em nossa sociedade.

O Grito brota do chão e encontra em seus organizadores suficiente sensibilidade para dar-lhe forma e visibilidade. O Grito não tem um “dono”, não é da Igreja, do Sindicato, da Pastoral; não se caracteriza por discursos de lideranças, nem pela centralização dos seus atos; o ecumenismo é vivido na prática das lutas, pois entende-se que os momentos e celebrações ecumênicas são importantes para o fortalecimento do compromisso.

Por Rosanny Barreto / Núcleo de Comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira – PE

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Mística e espiritualidade se somam às questões sociais propostas pelo 22º Grito dos/as Excluídos/as, que ocorrerá neste 7 de Setembro no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida, em São Paulo. A edição do Grito será celebrada em conjunto com a 29ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras, numa programação intensa que envolve fé e compromisso cidadão. Com o lema “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!” e o tema “Vida em primeiro lugar”, o Grito fará do ambiente dos milhares de fiéis que vão ao Santuário um espaço para também denunciar as formas de desigualdades do país.

O Papa Francisco foi a grande inspiração para a escolha do lema deste ano. Em muitas de suas falas, durante o Encontro Mundial com os Movimentos Populares, que ocorreu na Bolívia, o Papa insistiu que o atual sistema econômico precisa ser rompido. Por isso, quebrar o silêncio e lutar pela Casa Comum se faz importante.

A programação do Grito terá início às 8 horas, com a concentração no Porto Itaguaçu, no rio onde a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada em 1717. Depois, haverá um momento de mística de acolhida e, em seguida, uma caminhada de dois quilômetros até o santuário, com três paradas durante o trajeto para reflexão sobre os temas que envolvem tanto a romaria quanto o Grito. Na chegada ao santuário, as pessoas participantes poderão fazer suas denúncias e reivindicações. A programação se encerrará com uma missa ao meio-dia.

“Sabemos que muita gente vai lá para pedir pelo seu milagre pessoal – jamais somos contra [isso]. Temos muito respeito. Mas o que a gente quer é que, a partir disso, as pessoas possam lutar por um milagre coletivo. Esse é o sentido dessa espiritualidade no Grito: fazer com que essa fé se transforme numa luta comum, fugindo um pouco disso que o sistema capitalista quer, que é o individualismo. Queremos que [este milagre pedido] seja socializado. Um dos grandes ganhos ao fazer esse tipo de mística e espiritualidade é mostrar que a Mãe Aparecida também foi uma grande lutadora”, afirma Ari Alberti, da coordenação nacional do 22º Grito dos Excluídos e Excluídas.

O Grito

O Grito dos Excluídos/as nasceu da necessidade de dar voz ao povo, às minorias e à população historicamente excluída pelo Estado, que elege uma engrenagem de negociações financeiras que somente obedecem aos interesses dos que já têm, dos ricos, das empresas, dos bancos. Assim, direito à saúde, moradia, transporte, trabalho, informação, vida digna ficam comprometidos, aumentando a desigualdade social no país. Sendo assim, o Grito, como um processo que não começa nem termina no dia 7 de Setembro, é um espaço para que movimentos sociais organizados se manifestem e cobrem direitos já assegurados em nossa Constituição Federal.

Programação em Aparecida
6h30 – Concentração no Porto Itaguaçu – Acolhida, animação e mística
7h30 – Mística de Oração
8h30 – Saída da caminhada do porto até a Basílica
10h00 – 22º Grito dos Excluídos/as em frente à Basílica – Pátio João Paulo II
11h00 – Celebração da 29ª Romaria dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, na Basílica

Fonte: Coordenação Nacional do Grito dos Excluídos/as

 

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Na sua 22ª edição, o Grito dos Excluídos e Excluídas reafirma-se como uma ação coletiva que possibilita a todas as pessoas que são impactadas cotidianamente por injustiças e que lutam por uma sociedade mais justa e solidária ocuparem ruas e praças para denunciar as várias formas de desigualdades no país e apontar qual o real papel do Estado diante de tanta exclusão.

O ponto máximo do Grito ocorreu nesta quarta-feira, dia 7 de Setembro, em diversas partes do Brasil, mas articuladoras e articuladores de várias cidades do país realizaram antes momentos de reuniões e atos pré-Grito para garantir a formação da base, além de organizarem agendas e definir trajetos e locais para as atividades. Na Bahia não foi diferente, pois desde o mês de maio representantes de pastorais e diversos movimentos e organizações sociais, como a Cáritas Regional Nordeste 3, vêm se reunindo para as etapas de formação (nacional, regional e local) sobre o lema do Grito – em 2016: “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!” – e os eixos relacionados à temática: Unir os generosos e as generosas; Desmentir a mídia; Direitos Básicos e Função do Estado; As várias formas de violência; Participação política; a Rua é o lugar.

Nesta quarta, no centro de Salvador, representantes de movimentos sociais e centrais sindicais, estudantes, religiosos e sociedade civil em geral saíram do Campo Grande e seguiram em caminhada até a Praça Castro Alves, protestando contra as diferentes formas de violação de direitos e exclusão e manifestando sua posição de defesa da democracia, com a reinvindicação da saída de Michel Temer da Presidência da República e a realização de novas eleições gerais.

Em mais um ano, esse ato fortalece o processo de mobilização e de organização popular, reivindicando a dignidade da pessoa humana e fazendo ecoar ainda mais forte o tema do Grito dos/as Excluídos/as 2016: “VIDA EM PRIMEIRO LUGAR”.

O Grito

O Grito dos Excluídos e Excluídas nasceu da necessidade de dar voz ao povo, às minorias e à população historicamente excluída pelo Estado, que opta por uma engrenagem de negociações financeiras que somente obedecem aos interesses dos que já têm: dos ricos, das empresas, dos bancos. Assim, os direitos à saúde, moradia, transporte, trabalho, informação e vida digna ficam comprometidos e aumenta a desigualdade social no país. O Grito é um processo que não começa e nem termina no dia 7 de Setembro. Ele é um espaço de articulação permanente para que movimentos sociais organizados se manifestem e cobrem direitos já assegurados em nossa Constituição Federal.

Por Assessoria de Comunicação da Cáritas Regional Nordeste 3, com informações da Coordenação Nacional do Grito dos Excluídos/as 
Fotos: Allan Lustosa

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Este ano, no dia 7 de Setembro, o 22º Grito dos Excluídos seguiu denunciando as várias formas de desigualdades do país e apontando qual o real papel do Estado diante de tanta exclusão. Em 2016, o ato teve como tema “Vida em primeiro lugar” e como lema “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!” – inspirado em falas do Papa Francisco durante o Encontro Mundial com os Movimentos Populares, que ocorreu ano passado na Bolívia.

A Diocese de Pesqueira, por meio da Cáritas Diocesana, realizou panfletagem sobre o Grito dos Excluídos no Dia da Independência, durante o desfile cívico da cidade de Pesqueira. Na ocasião, também foram distribuídas cópias da carta escrita pelo bispo diocesano, dom José Luiz, sobre as eleições de 2016.

“Julgo ser oportuno lembrar que, ao votar em uma pessoa, transferimos para ela um poder que pertence a cada cidadão e cidadã. É como se passássemos uma procuração para que esta pessoa decida em nosso nome, por um período de quatro anos. Por isso, não basta reconhecer os candidatos pelas fotografias. Precisamos saber a que grupos estão ligados, quais interesses representam ou quais têm sido as suas lutas políticas. Este momento das eleições municipais é uma excelente oportunidade para aprofundar e melhorar a participação responsável de todos os cidadãos nos destinos de nossas cidades. Portanto, seja responsável! Pense muito bem antes do seu voto! Leia, observe, analise e participe!”, diz um trecho da carta Em Vista das Eleições 2016, assinada por dom José Luiz.

A atividade organizada pela Cáritas Diocesana de Pesqueira teve como objetivo mostrar à população o que é o ato popular Grito dos Excluídos e qual a sua importância. Ao mesmo tempo, as pessoas tiveram a oportunidade de receber a carta escrita pelo bispo que convoca os cidadãos e cidadãs a repensarem sua autonomia e o direito ao voto.

Neste sábado, dia  10, na Praça da Conceição, na cidade de Belo Jardim (PE), a partir das 9 horas, haverá um momento de debates com lideranças comunitárias, paróquias, movimentos populares e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais local. O encontro oferecerá espaço para denúncias de violação de direitos e reflexões, além de algumas apresentações culturais.

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Sobre o Grito dos Excluídos

A proposta do Grito dos Excluídos/as surgiu no Brasil no ano de 1994, com o 1º Grito sendo realizado em setembro de 1995. O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismos, sendo espaço de animação e profecia, sempre aberto à participação plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.

O Grito brota do chão e encontra em seus organizadores suficiente sensibilidade para dar-lhe forma e visibilidade. O Grito não tem um “dono”, não é da Igreja, do Sindicato, da Pastoral; não se caracteriza por discursos de lideranças, nem pela centralização dos seus atos; nele, o ecumenismo é vivido na prática das lutas, pois os momentos e celebrações ecumênicas são percebidos como importantes para fortalecer o compromisso entre os e as participantes.

Por Rosanny Barreto / Núcleo de Comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira – PE

Mais fotos da atividade da Cáritas em Pesqueira:

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Assista no vídeo abaixo a homilia de dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito da Diocese de Blumenau, Santa catarina, na missa celebrada no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida neste 7 de Setembro, durante a 29ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras e 22º Grito dos Excluídos e Excluídas. Dom Angélico fala sobre a presença de Jesus Cristo na romaria, pois Ele “se coloca do lado dos pobres, dos desesperados”, assim como Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem surge das águas barrentas do rio Paraíba do Sul pelas redes de três pescadores pobres.

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O Grito dos Excluídos e Excluídas realizado em Brasília neste 7 de Setembro foi marcado pela pluralidade e pela diversidade. Entre as pessoas presentes, havia adultos, jovens, idosos e crianças. Muitas crianças. Era visível que parte das pessoas estava ali por iniciativa individual, já que não integrava nenhum movimento ou entidade específicos — embora o ato realizado na capital federal tenha contado com boa adesão de movimentos sociais e populares.

A maioria das manifestações em cartazes e faixas pedia o afastamento de Michel Temer da Presidência da República, tendo em vista que o processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff foi aprovado pelo Senado Federal sem que tenha sido comprovado crime de responsabilidade (em um claro desrespeito à Constituição Federal). Tais manifestações podiam ser resumidas na frase: “Fora, Temer”. Mas também havia muitas manifestações de denúncia sobre a forma como os meios de comunicação, principalmente a Rede Globo de Televisão, realizaram a cobertura jornalística do processo de impeachment.

Essa avaliação está amparada na postura favorável ao impeachment adotada pela grande mídia, seja eletrônica ou impressa. O fato pode ser percebido na ausência do contraditório (o “outro lado” dos fatos que deveria constar nos noticiários sobre o assunto) na maior parte dos programas de rádio e TV e nas páginas impressas dos jornais. Estes espaços também são tomados por comentaristas e por fontes/convidados de mesma posição diante dos acontecimentos, quase sempre coincidente com a posição editorial da empresa de comunicação (que nunca é assumida publicamente). Assim, a emissora ou jornal realiza uma cobertura jornalística camuflada de objetiva, sem avisar ao telespectador, ouvinte ou leitor que tal cobertura tem um alinhamento politico-ideológico específico.

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No desfile oficial de 7 de Setembro em Brasília, foi possível perceber também a presença de um forte aparato policial repressivo e uma conduta de vigilância plena sobre a população. As arquibancadas móveis instaladas ao longo da via Norte do Eixo Monumental, na Esplanada dos Ministérios, onde tradicionalmente ocorre o desfile, eram isoladas por barreiras de 2,5 metros de altura ou mais, provavelmente para isolar as pessoas em grupos pequenos, aumentar a vigilância sobre elas e evitar qualquer manifestação de repúdio à presença de Michel Temer no evento. Um estudante chegou a ser retirado de um destes espaços apenas porque usava um adesivo com a frase “Fora, Temer”.

O acesso das pessoas e movimentos que integravam o Grito dos Excluídos e Excluídas à via Sul da Esplanada dos Ministérios só foi liberado às 11h35 da quarta-feira, após o esvaziamento completo das arquibancadas do desfile oficial. Sequer foi permitido o acesso dos manifestantes à via Norte da Esplanada. Desta forma, o Grito foi realizado apenas na via Sul, finalizando em frente ao Congresso Nacional.

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Bandeiras de luta

No primeiro balanço das atividades realizadas em cidades de 23 estados e no Distrito Federal, a coordenação nacional do Grito dos Excluídos e Excluídas avaliou que a mesma pluralidade verificada em Brasília se repetiu por todo o país: “Tivemos milhares de pessoas que foram às ruas, no simbólico 7 de Setembro, pedir o ‘Fora Temer’ e tivemos outras milhares que gritaram por moradia, saúde, educação, contra o extermínio dos nossos jovens negros e pobres, contra a violência às mulheres, por saneamento básico, justiça para os povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, pelos atingidos e atingidas por grandes projetos, como as hidrelétricas, pelos direitos do povo imigrante. Enfim… uma manifestação plural ungida pelo clamor popular”.

Para a coordenadora  da Cáritas Brasileira Alessandra Miranda, que integra a articulação nacional do Grito dos Excluídos/as, a adoção de bandeiras como “Fora, Temer” e “Nenhum Direto a Menos” unificou a realização do ato neste ano, ampliando a participação de pessoas e movimentos. “O Grito sempre fará a crítica ao sistema capitalista, porque este sistema ‘exclui, degrada e mata’, como diz o lema deste ano. Mas a unificação das bandeiras de luta associada à liberdade de cada ato em priorizar suas principais bandeiras locais, em diálogo com a temática nacional, permitiu uma adesão maior à manifestação. Além disso, devido ao momento político que vivemos, o Grito retoma esta necessidade de sair às ruas, porque é nas ruas que se dá a ocupação popular”, avalia.

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Alessandra enfatiza que este processo de manifestações tem que continuar, se constituindo em ação permanente, de forma a fortalecer a articulação entre a diversidade de movimentos que compõem o Grito. “Neste sentido, é importante destacar a denúncia feita pelo Grito da criminalização de lideranças comunitárias e movimentos sociais em curso atualmente, reafirmando a manifestação e o ato de protestar como fatores indissociáveis da democracia.  Se não há liberdade de protesto, não se tem uma sociedade democrática. É preciso garantir o direito ao protesto, e o caminho para isso é a população se fazer presente e ouvida nas ruas”, pondera a coordenadora.

Sendo assim, o Grito dos Excluídos e Excluídas não começa nem termina no 7 de Setembro, sendo esta data apenas a parte mais visível deste processo de articulação e mesmo da luta diária das pessoas excluídas de nossa sociedade contra a violência e a opressão impostas pelo sistema econômico vigente. “Trata-se de  uma luta cotidiana, permanente. Nosso povo grita todos os dias, de várias formas, por um Projeto Popular e um mundo justo. Que os ecos do Grito sigam sendo ouvidos ao longo dos dias que virão e que estejamos fortalecidos na luta para torná-los conquistas e promoção da ‘Vida em primeiro lugar sempre!’ ‘’, como diz a nota divulgada pela coordenação nacional do Grito 2016.

Por Luciano Gallas / Assessoria Nacional de Comunicação da Cáritas Brasileira
Fotos: Luciano Gallas

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O “Grito dos Excluídos”, tradicional manifestação dos movimentos sociais que tem seu ponto alto no dia 7 de Setembro, teve nesta quarta-feira como bandeiras principais de luta a crítica ao governo Michel Temer, a reivindicação de eleições diretas já e a denúncia da postura seletiva e tendenciosa dos grandes meios de comunicação na divulgação de informações e cobertura jornalística.

As manifestações do Grito dos Excluídos ocorrem no Brasil desde 1995 com o objetivo permanente de dar visibilidade e voz aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor caminhos alternativos para uma sociedade mais inclusiva e igualitária. Este ano, o Grito teve como lema “Este Sistema é Insuportável: Exclui, Degrada, Mata”, baseado em uma fala do Papa Francisco durante encontro de movimentos sociais realizado na Bolívia no ano passado. Em 2016, o ato ocorreu em 24 estados do país, com as manifestações sendo realizadas de forma autônoma e descentralizada.

Este ano, foi possível perceber a presença de várias pessoas que se incorporavam à mobilização pela primeira vez. A maioria delas manifestava estar insatisfeita com a atual conjuntura política no país, com o crescimento da violência policial e com a falta de democracia na mídia, além denunciar a criminalização crescente das comunidades mais carentes em diversos programas de TV.

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Alessandra Miranda, que integra a coordenação colegiada da Cáritas Brasileira e a articulação nacional do Grito dos Excluídos, enfatiza que é preciso continuar denunciando a postura da mídia nacional, comprometida ideologicamente com o poder econômico.

“Nos cartazes, nas palavras de ordem, é perceptível nas manifestações do Grito a preocupação em denunciar a participação das mídias no recente processo de impeachment. A mídia é um poder paralelo que ainda interfere negativamente na realidade de nosso país. O Grito dos Excluídos do ano passado, inclusive, tinha como lema a mídia: ‘Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?’. E um dos eixos de trabalho deste ano é justamente a mídia. Por tudo isso, os movimentos sociais entendem que é importante continuar este enfrentamento”, avalia Alessandra.

Em Brasília e no Rio de Janeiro, houve também manifestações em defesa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que vem passando por restruturações e mudanças por conta de cortes no orçamento, principalmente após o governo federal contingenciar recursos que já estavam previstos na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para este ano. Outra questão fundamental levantada por manifestantes no Grito foi a extinção do Conselho Curador da EBC, que era um espaço da sociedade civil que favorecia a construção de uma empresa pública com participação social e com uma programação que contemple a diversidade e a pluralidade presentes na sociedade brasileira.

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O lema do Grito dos Excluídos de 2015, lembrado por Alessandra – “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” –, tratou sobre o direito à comunicação, definido a partir do diálogo entre os movimentos sociais e populares que se organizam para fazer frente ao avanço dos conservadorismos, de reformas neoliberais e de violações de direitos humanos no Brasil. Afinal, a luta por direitos travada pelo Grito passa diretamente pela democratização dos meios de comunicação.

Um ano após o Grito de 2015, temos informações suficientes para afirmar que a escolha do lema daquele ano se mostrou mais acertada do que nunca. A mídia foi uma grande influenciadora na disputa pelo imaginário social e dos rumos que a crise política tomou no Brasil nos últimos meses. Já vimos isso antes na história de nosso país, como na eleição de Fernando Collor de Mello para a Presidência da República em 1989, cuja campanha contou com a adesão explícita da TV Globo. Depois, a emissora participou ativamente, por meio de seus noticiários e cobertura, da retirada de Collor do poder. Mas também vimos na história brasileira o movimento contrário: o silêncio da mesma Globo diante do movimento pelas Diretas Já, que só ganhou o noticiário quando já tinha tomado completamente as ruas.

Embora o lema do Grito dos Excluídos de 2016 não cite diretamente os meios de comunicação, eles estão plenamente presentes na correlação de forças que sustentam o sistema de produção capitalista, que exclui pessoas da sociedade, degrada o meio ambiente e provoca miséria e morte. Portanto, a mídia é um tema cada vez mais atual e norteador para as lutas sociais e para a garantia de direitos. Quebrar as barreiras dos grandes meios estará cada vez mais na pauta das mobilizações sociais, como forma de garantir a visibilidade das populações excluídas da divisão da riqueza e do acesso a direitos no Brasil.

Por Ramênia Vieira da Cunha / Observatório do Direito à Comunicação
Fotos do 22º Grito dos Excluídos/as em Brasília: Luciano Gallas / Assessoria Nacional de Comunicação da Cáritas Brasileira

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Agentes Cáritas de organizações-membros e dos escritórios do Regional Nordeste 2 em Recife e Garanhuns, Pernambuco, desenvolveram várias atividades no dia 7 de setembro, data que marca, além da Independência do Brasil, a realização do Grito dos Excluídos e Excluídas em diversas cidades do país.

No território da Cáritas Diocesana de Palmeira dos Índios, no sertão de Alagoas, foram promovidas rodas de conversa nas comunidades Gavião de Baixo, Cabaceiros e Lajes, na zona rural do município-sede da diocese. Tomando como mote “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!”, lema deste ano do Grito dos Excluídos, as discussões giraram em torno dos temas: papel da mídia, direitos básicos, tipos de violências, função do Estado, participação política e mobilizações de rua. Os encaminhamentos dessas rodas de conversa serão levados ao Seminário do Grito, evento que será promovido no dia 27 deste mês.

Em Pesqueira, no agreste pernambucano, a mobilização ocorreu durante o desfile cívico da cidade, quando agentes da Cáritas Diocesana distribuíram a carta “Em vista das Eleições 2016”, escrita pelo bispo local, dom José Luiz, que orienta os cidadãos quanto à importância do voto e da participação popular no destino das cidades.

Na mesma região, a equipe do escritório Regional NE2 se engajou na passeata do Grito dos Excluídos realizada na cidade de Garanhuns. A atividade começou com missa na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, presidida pelo bispo diocesano, dom Paulo Jackson. “Quem participa de um dia de oração como este é porque entende que não pode compactuar com um sistema que exclui, degrada e mata. O dia 7 de setembro não é para fazer folia, mas para dizer que cremos em Jesus Cristo, que pregou as bem-aventuranças. Que a fé nos alimente e a santa eucaristia que vamos receber nos capacite para um mundo novo”, afirmou o bispo. Após a celebração eucarística, o povo caminhou até o Centro Cultural de Garanhuns, onde houve protestos contra os vários tipos de exclusão sofridos. 

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No Recife, onde fica o escritório-sede da Cáritas Regional Nordeste 2, as equipes dos programas e colaboradores se juntaram às milhares de pessoas que atravessaram, em caminhada, a Avenida Conde da Boa Vista, uma das principais vias da cidade. Nessa atividade, também participaram cerca de 20 adolescentes e jovens que são acompanhados pelo Programa Infância, Adolescência e Juventudes (PIAJ) na capital pernambucana.

Para Angelo Zanré, secretário regional, faz parte da identidade da Cáritas Brasileira se envolver em mobilizações deste tipo, que possuem um caráter significativo de garantia das conquistas sociais já obtidas e de luta por direitos que ainda precisam ser alcançados. “Entendemos que a nossa participação foi positiva. Além de dar visibilidade à instituição, mostramos à sociedade a disposição para cumprirmos a missão junto aos marginalizados, que ainda têm sede de justiça”, salientou. 

De acordo com a organização do evento, participaram cerca de 20 mil pessoas na passeata do Recife. Nas reivindicações apresentadas pelos manifestantes, destacavam-se a cassação do mandato de Michel Temer e a realização de novas eleições diretas, antecipando-se o pleito de 2018.

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Preparação ao Grito

Antes das manifestações do Grito dos Excluídos, os colaboradores da Cáritas Brasileira Regional NE2 participaram de rodas de conversa, discutindo as diversas temáticas que envolviam o evento deste ano e, sobretudo, as realidades sócio-políticas brasileira e regional.

No encontro do Recife, foram levantadas as várias demandas sociais reunidas na mobilização e também as violações aos direitos humanos que ainda persistem na sociedade. Na ocasião, de forma simbólica, foi construído o varal da indignação, com camisas em papel que traziam, por exemplo, pedidos em favor da democracia e da justiça social.

Na cidade de Garanhuns, onde atua a equipe de Convivência com Semiárido, foram produzidos cartazes sobre situações que têm impactado a vida das pessoas, como a poluição das águas, o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura e a implantação da energia eólica.

Além disso, os jovens do projeto “Redução de Violência Juvenil através do Protagonismo Juvenil no Espaço Social Escolar e do Desenvolvimento Comunitário no Nordeste Brasileiro”, realizado pelo PIAJ em dois bairros do Recife, conheceram o sentido e o histórico do Grito dos Excluídos, apresentaram suas próprias demandas sociais, como o combate ao racismo e ao extermínio de jovens, e produziram painéis e faixas, utilizados no ato em Recife do Grito dos Excluídos e Excluídas.

Por Wagner Cesario / Regional NE2

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