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ENTREVISTA: Voluntariado, coração pulsante da Rede Cáritas

01 de setembro de 2017
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Nesta semana em que celebramos o Dia Nacional do Voluntariado a Cáritas Brasileira dirige o olhar para esta grande rede que se estende por todo o Brasil e contempla com gratidão e alegria os muitos rostos que sistematicamente doam tempo, talento e amor nas diversas áreas de atuação da instituição. Nesta breve entrevista, o assessor nacional da Cáritas Brasileira, Marcelo Lemos fala sobre o voluntariado na Rede Cáritas.

O que caracteriza o voluntariado na Rede Cáritas?

Marcelo Lemos: O Voluntariado na Cáritas Brasileira, é caracterizado pelos esforços de combinar os talentos de diversas pessoas que, doam seu tempo e talento em várias causas sociais, nas quais, a Cáritas atua de forma múltipla.

A ação voluntária dirigida para a efetivação dos referenciais institucionais da Rede Cáritas e da Pastoral Social  da Igreja, junto com marcos como os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), contribui para construir uma vida melhor para as pessoas.

Unir todas as múltiplas experimentações e motivações das pessoas é uma exigência que a Cáritas assume para favorecer a colaboração individual e coletiva. A área colabora pela mobilização de pessoas em esforços comuns, a fim de potencializar boas práticas de transformação social e, dar condições de vida digna para os pobres e vulneráveis.

Quantas pessoas atuam hoje como voluntárias na Rede Cáritas e qual o perfil dessas pessoas?

Marcelo Lemos: Na ultima pesquisa realizada, a Cáritas constatou que possui 8 mil voluntários presentes nas ações de toda a rede no Brasil.  Nesse cenário destaca-se que 78% são mulheres; e só 22% Homens.  É notável o envolvimento das mulheres nos trabalhos voluntários da Cáritas nas suas mais variadas realidades e contextos. Entretanto, também é importante considerar a participação masculina. Os resultados ainda revelam diversas características do trabalho voluntário que vão desde uma maior aptidão ou sensibilidade das mulheres para com o trabalho social e o atendimento ao próximo, até a consciência da importância da realização de trabalhos ora pontuais, ora permanentes, tendo em vista a questão do voluntariado.

A Cáritas está desenvolvendo a sua Política Nacional do Voluntariado, o que isso significa?

Marcelo Lemos: A Cáritas completou 60 anos. Foram muitas iniciativas para organizar melhor os processos de adesão, atuação e sentido de pertença com voluntários/as. Atualmente, esses processos estão em plena fase de atualização e serão apresentados em dois marcos institucionais importantes: a Política Nacional do Voluntariado e o Manual de Gestão do Serviço-Pastoral para o Voluntariado. Nesse sentido, um grupo que vai aprofundar a proposta do Sumário Executivo já aprovado pelo Conselho Nacional da Cáritas foi criado recentemente, e espera-se que nos meses de Outubro e Novembro, toda a Rede Cáritas, junto com voluntários/as possam fazer as proposições ao documento, e seja apresentado ainda na Reunião do Conselho Nacional de Dezembro de 2017, podendo, em todo caso, essa consulta estender-se até Janeiro de 2018, e a aprovação final do documento ser em meados de Março de 2018.

Para a Política serão aprofundados seis marcos teóricos, a saber: 1. Opção pastoral pelo voluntariado na Rede (A Rede Cáritas e trabalho voluntário) 2. Voluntariado e a Transformação Social no Mundo (Perspectiva) 3. Voluntariado e a Transformação Social no Brasil (Percepção) 4. Itinerário para o Serviço-Pastoral Voluntário (Motivação) 5. Programa nacional do Serviço-Pastoral Voluntário (Áreas de Atuação) 6. Itinerário de Formação para o Serviço-Pastoral Voluntário (Caminho para a Inclusão, Participação e sentido de pertença).

E o Manual de Gestão do Serviço-Pastoral para o Voluntariado, como está sendo organizado?

Marcelo Lemos: Com relação ao Manual, serão apresentados 5 eixos, a saber: 1. Gestão Pastoral (Marcos legais e acordos na Rede) 2. Espaço Auxiliar de Gestão (Animação e Organização da Ação) 3. Planos de Necessidades (Colaboração nas áreas de atuação da Cáritas Brasileira) 4. Instrumentos de apoio à Gestão Pastoral (Mecanismos para operacionalização da Ação Voluntária na Rede) 5. Informações de Contatos (dados de organizações para subsidiar a ação voluntária). 

Por Jucelene Rocha, assessoria de comunicação da Cáritas Brasileira

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