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Entidades emitem carta de repúdio contra a agressão sofrida por imigrantes no metrô de São Paulo

05 de outubro de 2018

 

CARTA DE REPÚDIO À AGRESSÃO DE SEGURANÇAS DO METRÔ DE SP A IMIGRANTES

Nós, entidades que atuam com migrantes e refugiados, juntamente com associações de migrantes, reunidos/as no Seminário: Migrantes e Refugiados “Não me julgue antes de me conhecer”, nos dias 28 e 29 de setembro, na Missão Paz, em São Paulo, que contou como apoio da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil e a participação da Presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, viemos a público repudiar veementemente contra a violência perpetrada por seguranças da estação República do Metrô, no centro da cidade de São Paulo, na madrugada do dia 28 de setembro, contra dois irmãos nigerianos, Shakiro e Ulabin Akanbi, que voltavam para suas casas em Embu das Artes, e a cabeleireira Judith Caielle, de origem camaronesa, que passava pelo local e se colocou em defesa dos imigrantes agredidos.

Shakiro Akanbi, agredido no metrô | Foto: Reprodução/Facebook

O Brasil vive um grave retrocesso nos direitos, sejam econômicos, políticos, sociais, culturais e ambientais. Não aceitamos nenhuma forma de racismo, discriminação, xenofobia, seja por motivos políticos, de gênero, condição social, religião, orientação sexual, migração, estar em refúgio, dentre outras.  O papa Francisco fala da necessidade de “Acolher, Promover, Proteger e Integrar” os migrantes, onde quer que estejam. Mensagem esta que deriva da palavra de Jesus Cristo que diz “Eu era peregrino e vocês me acolheram” (Mateus 25, 35).

A violência ao imigrante, no mundo todo, se torna mais grave quando o protagonista da mesma é o Estado – pois a violência se torna institucionalizada. Lembramos que somos de origem migrante, sendo o Brasil formado por migrantes do mundo todo.

Conclamamos que os órgãos competentes apurem os fatos e que o Metrô de São Paulo, lugar de circulação de muitos e muitas migrantes e refugiados/as que chegam – não seja mais um muro de discriminação e repressão, mas de acolhida.

São Paulo, 04 de outubro de 2018

Assinam:

Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil

África do Coração

Missão Paz

Rede Jubileu Sul Brasil

Caritas Arquidiocesana de São Paulo

SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes

Balcão de Direitos Humanos

CIM – Centro de Integração do Migrante

Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos

Observatório das Migrações São Paulo

CESEEP – Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular

Cáritas Brasileira

Coordenação nacional entidades negras

CMP – Central de Movimentos Populares

Manifesto Crespo

Marcha Mundial das Mulheres;

Instituto Pacs

Samba Negras em March

Versão em PDF clique aqui

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