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Em coletiva de imprensa, atingidos vão apresentar reivindicações e fazer balanço de 3 anos do rompimento da barragem de Fundão

26 de outubro de 2018

Às vésperas do maior desastre socioambiental do país completar três anos, atingidos pela lama da barragem de Fundão, de propriedade da mineradora Samarco, denunciam mais uma vez violações de direitos, atrasos, falta de participação nas decisões e ações da Fundação Renova para que sejam feitos acordos desfavoráveis às vítimas.

Depois de três anos de espera – já que as ações adotadas até agora não passaram de medidas mitigatórias (ações emergenciais para garantir a sobrevivência das pessoas atingidas) – a situação das vítimas segue dramática.

Nas escolas e nas ruas crianças atingidas são chamadas de “pé de lama”. Idosos sofrem de depressão, afastados do modo de vida que conheceram desde sempre. Comunidades estão fragmentadas.  Mulheres são privadas das ações de reparação por não terem suas atividades econômicas reconhecidas, caso das pescadoras e marisqueiras que trabalham na informalidade no litoral do Espírito Santo. Povos tradicionais e indígenas estão desolados com a poluição do sagrado Rio Doce. Muitos perderam trabalho e alimento, pois águas e peixes estão contaminados.

Fartos desta situação, representantes das comunidades atingidas anunciam viagem a Londres onde se reunirão com parlamentares, organizações da sociedade civil e imprensa para denunciar a situação que não encontra solução justa e eficaz no Brasil.

Ao lado da agenda e motivos da ida a Londres, atingidos apresentarão também uma carta de reivindicações para garantia da reparação justa e integral dos atingidos e atingidas pelo rompimento da barragem. Para eles, é necessário que os poderes públicos garantam remediação efetiva dos danos, em um processo que contemple todas os passos previstos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Sistema Interamericano de Direitos Humanos: mitigação, restituição, compensação, reabilitação, satisfação e não-repetição. Nada menos do que isso.

Será divulgada ainda a programação organizada por entidades da sociedade civil, atingidos e atingidas, assessoria técnica, universidade e grupos religiosos para lembrar os três anos da tragédia de Mariana.

Estarão à disposição da imprensa, três representantes de comunidades atingidas. Assessores técnicos dos atingidos e atingidas de Mariana estarão presentes e poderão tirar dúvidas e fornecer informações mais específicas sobre temas relacionados à reparação das vítimas.

Outras informações para imprensa AQUI

 

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