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Educadores/as populares apresentam monografias em Minas Gerais

02 de abril de 2008

Dedicação, pesquisa e prática militante. Com essa motivação, 54 cursistas apresentam de 3 a 5 de abril, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, as monografias de conclusão do Curso de Especialização em Movimentos Sociais, Organizações Populares e Democracia Participativa. O curso, realizado à distância, foi promovido pela Cáritas Brasileira e pela UFMG, com apoio do Instituto Marista de Solidariedade.

Dois encontros presenciais, de âmbito nacional, marcaram o início e o término do curso. No encerramento, a manhã do dia 3 foi dedicada à celebração de quase dois anos de trabalho. Para os organizadores, a diversidade geográfica – pessoas de 18 estados – e de temáticas de pesquisa, que indicam a pluralidade de práticas educativas, têm sido um desafio positivo para a Universidade. Por outro lado, a reflexão acadêmica, confrotada com a prática dos/as cursistas, enriqueceu a capacidade de animar movimentos e pastorais sociais, de modo especial no estímulo à participação política cidadã.

Reunidos em grupos que abordaram onze diferentes temáticas, após a apresentação das monografias, seguem os comentários e o parecer da banca examinadora, bem como o diálogo com o público interessado. “Com isso, até mesmo o ato acadêmico de aprovação da monografia dá continuidade ao processo participativo de formação”, observa Ivo Polleto, um dos assessores do curso.

O curso foi dividido em seis módulos: “O itinerário do local e suas relações com os processos de mundialização e os processos de globalização”; “Cultura Política, Religiosa e Ação Pastoral: política, fé e ação”; “Cidadania e a luta por direitos humanos, sociais, econômicos, culturais e ambientais”; “Mobilização e Controle Público na Perspectiva da Radicalização da Democracia”; “Trabalho Social: o conhecimento e a participação”; e “Produção de conhecimento científico”. Os/as alunos/as puderam optar pelas modalidades de especialização, aperfeiçoamento e de atualização, sendo que, para os dois primeiros casos, exigiu-se diploma de ensino superior.

Segundo Poletto, estes/as educadores/as populares, por meio do curso, têm sua prática reconhecida pelo mundo acadêmico. “Mais importante, contudo, é o crescimento pessoal e o aprofundamento teórico que potencializa a prática cotidiana”, enfatiza.

Na esteira da longa história da educação popular, abriu-se espaço para uma reflexão sobre o significado do curso na prática de dois cursistas: Alidéia Rodrigues, educadora e militante política de Brumado (BA), e Inácio Werner, educador de Cuiabá (MT). Além deles, falaram um representante dos onze tutores/as e um representante da equipe do Prodep (UFMG), responsável pelo curso.

Ultrapassando expectativas, a iniciativa já tem um primeiro “filho”: um curso promovido por movimentos sociais e a Universidade Federal do Mato Grosso, que formou um primeiro grupo de 63 animadores/as para educação popular e mobilização cidadã.

* Assessora nacional de comunicação da Cáritas Brasileira
Renina Valejo*, com informações de Ivo Poletto

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