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Economia Solidária pode ser tema da CF 2010

19 de outubro de 2007

Proposta para Campanha da Fraternidade 2010

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) prepara os critérios para a constituição da comissão ecumênica que irá cuidar da Campanha da Fraternidade 2010. Para isso, está recendo propostaspara a definição do tema da Campanha, bem como as disponibilidades para eventual participação nessa Comissão.

O que fazer?

Enviar para a secretaria do CONIC um pedido e/ou adesão à proposta abaixo.
Ela pode ser reduzida, complementada ou alterada, de acordo com a contribuição de cada proponente. Pode ser enviada em nome de organizações e anexadas, se for o caso, a abaixo-assinados.

Contatos:
Ao CONIC – Secretário adjunto pe. Gabriele Cipriani
Conic.gabirele@terra.com.br
Conic.Brasil@terra.com.br
Fone/fax: (61) 3321.4034

O texto abaixo é de responsabilidade da Cáritas, Pastorais Sociais e do Fórum Brasileiro da Economia Solidária (FBES).

ECONOMIA SOLIDÁRIA: Tema da Campanha Ecumênica da Fraternidade 2010.

Justificativas:

1 – A exclusão social hoje se caracteriza assim:

– A maioria dos/as trabalhadores/as do Brasil estão excluídos da forma de trabalho assalariado. Mais de 60% sobrevivem do seu trabalho individual, do trabalho familiar; do seu grupo de produção, da associação, da cooperativa, da empresa autogestionada que foi assumida após a falência do empresário.
– Até poucos anos a idéia predominante era de que haveria oportunidade de emprego assalariado para todos. Que os pobres e excluídos seriam incluídos no mercado de trabalho na medida em que a economia fosse crescendo. Entretanto, a globalização da economia vai ampliando a competição no mercado globalizado que em busca do lucro vai forçando a reestruturação produtiva. Esta elimina empregos e amplia a exclusão do mercado de trabalho assalariado.

2- Os sujeitos sociais excluídos

Entre outros, são trabalhadores/as da agricultura familiar (muitos em assentamentos da reforma agrária), do extrativismo, pescadores, artesãos e artesãs, catadores recicladores de lixo, costureiras,quebradeiras de coco, grupos de prestação de serviços informais, produtores de plantas medicinais, egressos do sistema penitenciário, jovens adolescentes de grupos de teatro, música, artes e eventos, beneficiários dos programas de assistência social, adultos rejeitados pelo mercado de trabalho assalariado, grupos de mulheres marginalizadas, indígenas e quilombolas .

3- A reflexão sobre a Economia solidária permite:

Contrapor os valores da solidariedade aos valores do individualismo e os valores da dignidade humana aos valores de exploração e negação dos direitos.

Contrapor o consumo ético solidário responsável ao consumismo do supérfluo e seus danos à saúde e ao meio ambiente que torna as pessoas dependentes das propagandas.

Contrapor o mercado justo e solidário, com ênfase na segurança e soberania alimentar ao mercado de exploração do trabalho humano, do atravessador, da exploração dos grandes grupos dominantes do mercado local, nacional e internacional.

Contrapor os cuidados com o meio ambiente e o uso adequado dos recursos naturais aos processos de depredação e devastação da natureza em nome do lucro.

Contrapor as relações de trabalho solidário, de respeito às pessoas, de auto-gestão, onde todos são responsáveis por todos, às relações de trabalho aviltantes.

Contrapor as formas de finanças solidárias: cooperativas de crédito, bancos comunitários com moedas sociais, fundos solidários, micro-crédito solidário, ao sistema financeiro que só favorece aos grandes e vem obtendo os maiores lucros na ciranda financeira.

4- O gesto concreto e a Economia Solidária

As iniciativas da Economia Solidária são ações concretas, práticas enquanto formas de organização emancipada de trabalho e renda.
As iniciativas da Economia Solidária concorrem para o combate à fome, para a segurança alimentar, tanto pelo trabalho de produção alimentos quanto por ser uma alternativa de promoção humana.
As iniciativas da Economia Solidária representam formas de construção da paz.
A Economia Solidária é um tema transversal que permite refletir e atuar solidariamente com todo o mundo da exclusão social, das ações de fortalecimento das comunidades, de todas as áreas das Pastorais Sociais e movimentos sociais.
A Economia Solidária é, por natureza ecumênica no mais amplo sentido e tem a possibilidade de sensibilizar as pessoas de diferentes credos e opções.

5- A oportunidade em 2010 a Campanha da Fraternidade promover a Economia Solidária

5.1 – Sendo uma Campanha Ecumênica, já há disposição de diferentes organizações e redes colaborarem com a Campanha, seja participando em sua comissão coordenadora, seja oferecendo subsídios para os cadernos, ou mobilizando bases e processos comunicativos.
*Pastorais Sociais e organizações de diferentes Igrejas: Instituto Marista de Solidariedade, A E C, Kolping do Brasil, Visão Mundial,CESE.
*Redes de Educadores da Economia Solidária, Rede da Cidadania Talher, CUT, Rede Universitária de incubadoras, UNICAFES, PACS, IBASE, FASE etc.

5.2 – Está em curso a definição de um programa de governo de apoio aos Fundos Rotativos Solidários como uma das formas de inclusão social das famílias e comunidades pobres. A Campanha viria fortalecer os esforços para que os Fundos Solidários, inclusive os diocesanos pudessem ser reconhecidos e apoiados.

5.3 – Em 2010 termina o mandato do governo Lula. O movimento da economia solidária espera que algumas de suas bandeiras, entre elas o reconhecimento da existência de uma outra economia e de um outro tipo de trabalhador/a, possa ser fortalecido para sua continuidade na luta por conquista de direitos.

5.4 – O episcopado mexicano junto com a Cáritas/Pastorais Sociais promoveu em 2006, uma Campanha sobre economia solidária comércio justo e consumo responsável, com rico material, cartilhas, reflexões para as comunidades, peças para mídia etc. Há, de certa forma,uma boa inspiração!

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