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Defesa da Previdência Social é tema de seminário no Paraná

12 de setembro de 2016
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Com apoio da Cáritas, o seminário “Em defesa da Previdência Social Brasileira” foi realizado no dia 3 de setembro no campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), lotando o auditório da instituição. A mesa de abertura foi coordenada pela professora do Departamento de Serviço Social da UEPG, Lucia Cortes da Costa, que destacou a importância da iniciativa. “Este evento não é apenas um debate acadêmico, mas um debate para articular ações em defesa da Previdência Social”, ressaltou.

A primeira palestra do dia, “Golpe, Projeto Liberal e Reforma da Previdência”, foi ministrada pelo professor Eduardo Fagnani, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foram apresentadas as propostas de mudanças em curso na Previdência Social e informações sobre a questão do déficit das contas. “Nós temos que defender uma reforma que, por um lado, preserve a Previdência como um dos pilares da proteção social brasileira e, por outro lado, garanta a sua sustentação financeira no longo prazo”, destacou ele.

Eduardo Fagnani é pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (CESIT) e coordenador da rede Plataforma Política Social. De acordo com ele, a Previdência Social não tem déficit e, desde 1989, nunca se cumpriu rigorosamente o que reza a Constituição. Pelo menos “no que diz respeito ao financiamento da Seguridade Social, da qual a Previdência é parte. A parcela que cabe ao governo não é considerada, o que serve para alardear um falso déficit e justificar mais ‘reformas’ com corte de direitos” alertou.

O palestrante Márcio Pochmann, também professor da Unicamp, debateu o tema “Conjuntura econômica e política brasileira e seu impacto na Previdência Social”. Para ele, cabe à sociedade se questionar a respeito do projeto que quer para o futuro do país. “Pra onde a gente quer ir? O desafio do nosso tempo é pra onde nós vamos? Qual é o caminho?”, provocou. Márcio lançou na oportunidade o livro “Brasil sem Industrialização. A herança renunciada”, publicado pela editora UEPG. Durante o espaço para perguntas, foram debatidos temas como corrupção e aposentadoria. “O problema do país não é corrupção. O problema é que o país não tem projeto”, avaliou Márcio.

Na parte da tarde, foram realizados grupos de discussão. Um dos temas abordados foi a reforma na aposentadoria, com alterações no tempo de contribuição. A presença da mulher na Previdência Social também foi debatida. Outro ponto foi a proposta de desvinculação dos benefícios previdenciários e assistenciais em relação ao salário mínimo.

Estiveram presentes no evento agentes da Cáritas Diocesana de Ponta Grossa, profissionais do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), acadêmicos, líderes comunitários, sindicatos e movimentos sociais de diversas cidades paranaenses, entre elas Guarapuava, Pitanga, Laranjeiras, Londrina e Jaguaraíva. O evento encerrou com uma plenária geral.

Por Ana Paula Andrade / Assessoria de Comunicação da Cáritas Diocesana de Ponta Grossa – PR

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