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Crise humanitária na Venezuela: Rede Clamor pede que governos criem política de imigração

02 de agosto de 2017
Venezuela-protesto-Christian-Veron-Reuters

Diante da crescente população de imigrantes da Venezuela que, segundo a Fundação Asylum Access, nos últimos três anos saltou para 2,5 milhões de pessoas, a Rede Latino Americana e Caribenha de Migração, Refúgio e Tráfico de Pessoas “CLAMOR” fez um pronunciamento por meio de uma declaração assinada conjuntamente pelo presidente do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e arcebispo de Yucatán (México), dom Gustavo Rodriguez Vega, pelo Presidente da Cáritas da América Latina e Caribe e bispo de Barinas (Venezuela), dom José Luis Azuaje, e pela Secretária Geral da Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR), irmã Luz Marina Valencia.

Terra de despedidas

“De uma terra de acolhida, a Venezuela tem se transformado em uma terra de despedidas”, diz um trecho da mensagem publicada nesta terça-feira (1). No texto, a Rede Clamor denuncia a crise humanitária que o país vem atravessando e expressa a solidariedade da Igreja com a população pobre que sofre mais fortemente as consequências dos impactos econômicos impostos pelo momento.

Entre as graves realidades, as organizações da Rede Clamor citam a “escassez de medicamentos e alimentos, colapso dos serviços públicos, maior inflação do mundo, violência desenfreada e graves violações dos direitos humanos, que já deixou o saldo de mais de uma centena de mortos”. A Rede Clamor destaca ainda que milhares de venezuelanos foram forçados a sair “em uma diáspora sem precedentes na história democrática do país”.

Colômbia, Brasil, Panamá, Argentina e Chile estão entre os países que receberam imigrantes venezuelanos nos últimos meses. Além disso, de acordo com a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), “nos últimos cinco anos, houve um aumento de 228% dos pedidos de asilo em todo o mundo por venezuelanos”.

Venezuelanos acampados nas ruas de Boa Vista (RR)

Venezuelanos acampados nas ruas de Boa Vista (RR)

Construir pontes

Diante desta realidade, as 17 organizações da América Latina que formam a Rede Clamor pedem que os governos do continente superem a cultura da indiferença e possam construir pontes, em favor de quem teve que deixar tudo, “estabelecendo uma política de imigração como resposta humana, fraterna e justa”. O drama dos venezuelanos imigrantes que vivem hoje fora do país não pode esperar. “É cada vez mais comum ver imigrantes venezuelanos nas ruas de nossos países, em sua maioria jovens, como vendedores ambulantes, vagando pelas ruas, inclusive como pedintes”, enfatiza a mensagem. Além disso, a Rede Clamor afirma que em muitos países de trânsito e de recepção os venezuelanos imigrantes são vítimas do tráfico de pessoas, da exploração sexual e trabalhista, em grande parte dos casos, por não terem acesso a uma situação de legalidade nos países para onde foram forçados a migrar.

 Hospitalidade Solidária

Ainda na mensagem, a Rede Clamor reafirma seu compromisso com o acompanhamento dos venezuelanos em situação de migração, para fazer ouvir seus clamores e caminhar com eles até a realização de uma vida melhor.

Da mesma forma, convida todos os cristãos, homens e mulheres de boa vontade para uma hospitalidade solidária: “Escutemos o clamor do povo venezuelano que sofre, promovendo a cultura do encontro frente à cultura do descarte, a misericórdia frente à indiferença”.

 Leia na íntegra:  Comunicado Rede Clamor

Por Jucelene Rocha

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