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Comunicadores da Amazônia se reúnem em Manaus para curso

23 de setembro de 2016

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e a Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio da Comissão Episcopal dos Estados Unidos da América, estão promovendo de 20 a 25 de setembro, em Manaus (AM), o curso “Comunicação para a transformação social”. O encontro reúne 40 comunicadores de nove estados da região Norte, além de entidades e organismos da Igreja Católica do Brasil, Peru e Equador.

Para o jornalista Pedro Sánchez, responsável pela comunicação da Repam e facilitador do curso, as atividades buscam compreender a comunicação no processo de compartilhar valores. “A função da comunicação não é apenas informar, mas transformar a realidade. A luta dos povos deve ser o mais importante para o comunicador. A nossa comunicação deve estar sempre preocupada com o outro. As ferramentas e meios de comunicação precisam ser utilizados para isso: comunicar e gerar transformação”.

Pedro Sánchez analisa os grandes veículos de comunicação e lembra aos cursistas que é preciso fazer uma comunicação diferenciada.  “A maioria dos veículos de comunicação escutam apenas uma versão, que geralmente é o parecer dos empresários e suas grandes companhias. É preciso fazer diferente, entender a comunicação como diálogo com os povos. Comunicar é lavar os pés do irmão, estar a serviço dele”, afirma o jornalista peruano, se utilizando de uma figura de linguagem para mostrar o que realmente é importante. “Os meios de comunicação, na medida em que criticam as autoridades, as ajudam a fazer uma boa gestão. Denunciar e criticar é um gesto de misericórdia, que as ajuda a serem boas autoridades, a não ficarem presas aos interesses econômicos”.

Partilhar, comunicar e denunciar

Irmã Irene Lopes, assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB e membro da coordenação do curso, explica que a intenção é criar uma rede de comunicadores que atuam na Amazônia Legal. “A partir do conhecimento da Repam, da integração em rede e das experiências já existentes, desejamos comunicar a Igreja que aqui trabalha. Pretendemos que esses dias de formação contribuam para articulação da comunicação na Amazônia, formando trabalho integrado em rede, que possa mostrar as experiências de defesa da vida e da diversidade desta terra.”

Na acolhida aos participantes, padre Raimundo Vanthuy Neto, diretor do Instituto de Teologia Pastoral e Ensino Superior da Amazônia (Itepes), propôs dois horizontes para a comunicação da Repam Brasil: anúncio e denúncia. “Precisamos anunciar a beleza e pluralidade das formas de viver, a beleza da vida, dos valores dos povos, da floresta, das águas, mas também comunicar a denúncia”. Para ele, é preciso gritar para o mundo como é grande o número de mortes na região, a destruição das florestas, dos rios, com os grandes projetos das hidrelétricas.

O curso

O curso Comunicação para a transformação social está organizado em dois módulos e, a partir do método Educação Popular, busca encontrar respostas aos desafios da comunicação e do cuidado e defesa da Casa Comum. Participam da formação 40 comunicadores da Amazônia Legal vindos dos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Também estão presentes representantes dos estados do Rio Grande do Sul: Rede Marista; São Paulo: Irmãs Paulinas; Brasília: Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Pontifícias Obras Missionárias (POM), Cáritas Brasileira e Cáritas Equador; e do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).

Por Guilherme Cavalli / Pontifícias Obras Missionárias (POM), com informações da Repam Brasil
Fotos: Repam Brasil

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