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Comitê da Repam-Brasil realiza avaliação da caminhada de 2016

05 de janeiro de 2017

O Comitê Ampliado da Repam-Brasil reuniu-se entre os dias 19 e 21 de Dezembro de 2016 para avaliar a caminhada do ano e prospectar as linhas prioritárias para o futuro da Rede. O encontro aconteceu em Manaus (AM), e contou também com um planejamento para 2017.

Nas discussões buscou-se ter presente o panorama do atual momento da história do Brasil e da humanidade. Destacou-se a crise econômica, as “pragas” da guerra, da corrupção e da violência e o fenômeno das migrações forçadas, entendidas consequências de uma crise caracterizada pela perda de valores referenciais, como: a vida e dignidade humanas, o direito à existência das diferentes espécies vegetais e animais que sofrem a incontrolável destruição na região Pan-Amazônica.

Vieram à tona os projetos predatórios que se alastram na região pelos rios e pelas matas, e que não levam em conta os direitos da natureza, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, que, desde sempre, convivem em harmonia e respeito com o ambiente, na casa comum. Com isso, propaga-se a exclusão social, a discriminação dos povos da floresta e das comunidades tradicionais, o inchaço das periferias pobres dos centros urbanos amazônicos.

Fé e vida 

Em um momento de espiritualidade, os participantes do Encontro foram convidados a contemplar imagens de rostos de amazônidas como apelo concreto que motivam o caminho missionário da Igreja na região. “São os rostos reais que provocam e dão sentido à missão da Rede Eclesial Pan-Amazônia”, ressaltou o Secretário-Executivo da Rede Eclesial Pan-Amazônica, Mauricio Lopéz.

Mauricio lembra que a Repam surge para ajudar a encontrar respostas e fazer um caminho concreto à serviço das pessoas que são imagens do “rosto de Deus encarnado”. “A Repam busca ser uma Rede Eclesial que articula as forças da Igreja em um caminho progressivo na defesa da Casa Comum e dos povos”, enfatiza Lopéz.

Os participantes, também, avaliaram os Seminários sobre a Laudato Sì que estão acontecendo em diversas dioceses e prelazias da Amazônia Legal. Foi refletido sobre os sujeitos prioritários da Repam-Brasil, sobre as prioridades da Rede e os eixos de atuação, como a defesa da vida, dos territórios e dos direitos humanos dos povos tradicionais: Indígenas, das florestas, das águas, quilombolas, camponeses, mulheres, no contexto rural e urbano. Discutiu-se o acompanhamento dos movimentos sociais urbanos, rurais e às suas causas. A necessidade do enfrentamento ao modelo de exploração predatório e os seus megaprojetos, fazendo denúncias, fortalecendo resistências e contribuindo com geração de alternativas, à luz da Ecologia Integral. Dedicou-se atenção à circulação nas fronteiras, migrações forçadas, enfrentamento ao tráfico humano e à exploração sexual. Ressaltou apoio a “sistemas produtivos”, que geram renda para os povos originários na floresta e nas cidades, à Luz da Ecologia Integral e o cuidado e defesa das águas, dos mananciais e nascentes, como bem comum de acesso universal.

 Por Comunicação – REPAM

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