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CNBB manifesta apoio à Campanha contra a fome

09 de maio de 2014

A Campanha contra a fome “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”, lançada em 10 de Dezembro de 2013 pela Cáritas Internationalis e com extensão para a Cáritas Brasileira, recebeu apoio unânime dos Bispos na 52ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se encerra hoje (09).

Na Assembleia foram apresentados os objetivos da campanha em âmbito nacional, entre eles a sensibilização e mobilização da igreja e sociedade com relação aos temas da fome e desigualdade, as ações existentes para o enfrentamento da questão e a garantia da incidência política para proposições e efetivações de políticas públicas em segurança e soberania alimentar. 

É de conhecimento mundial que, atualmente, mais de 840 milhões de pessoas passam fome. Este dado se choca com o fato de que os alimentos desperdiçados são suficientes para alimentar cerca de 2 bilhões de pessoas. Diante desta realidade é necessário promover ações de consciência e solidariedade para com o próximo, por meio de políticas públicas de âmbito local e nacional e uma melhor distribuição de alimentos, evitando o desperdício e a desproporcionalidade existente, onde uns comem em excesso e outros, não comem nada. 

Na tarde desta quinta-feira (8), Dom Flávio Giovenale, presidente da Cáritas no Brasil, explicou, em entrevista coletiva, que ‘o combate à fome é o primeiro objetivo apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU), nas metas para este milênio, buscando eliminá-la até 2025’. Destacou ainda que a campanha tem o desejo de ‘sensibilizar populações, governos e entidades para atingir o que foi proposto pela organização’. Mesmo assim, segundo o bispo, não há respostas concretas sobre a questão em várias partes do mundo. “Nós estamos já em mais da metade do caminho e vários países, vários governos nem começaram ainda o trabalho para eliminar a fome”, afirmou.

A campanha visa não só a ajuda às pessoas que passam fome, mas também a uma conscientização da população com relação ao desperdício e a correta produção e distribuição do alimento. O Brasil é um dos países em que há maior desperdício de comida. “Quase 60% dos alimentos produzidos no Brasil não chegam à mesa, porque são estragados, desde a colheita até o armazenamento”, apontou. 

Este apoio dos Bispos à campanha é essencial, especialmente no que concerne à mobilização e conscientização.

“Foi fundamental agora nós termos este apoio unânime dos bispos no sentido de afirmar a importância da igreja em participar e apoiar esta campanha mundial. Este resultado nos possibilita trabalhar junto as dioceses e paróquias e levar a campanha para as bases, para as comunidades. Saímos felizes desta Assembleia, entendendo que mais uma vez a igreja assume um papel que é extremamente importante neste contexto”, afirma Maria Cristina dos Anjos, diretora executiva da Cáritas Brasileira. 

Há uma busca da participação a nível individual, nacional e internacional por meio de debates e projetos de leis relacionados ao direito à alimentação. A Campanha irá até 2015.

 

Por Tanara Adriano, assessoria de comunicação da Cáritas Brasileira

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