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Cáritas Rio Grande do Sul realiza lançamento da campanha mundial contra a fome e a pobreza

11 de dezembro de 2013

A Cáritas Regional Rio Grande do Sul (Cáritas RS), alinhada com a rede Cáritas nacional e internacional, realizou no dia de ontem (10), o lançamento da campanha mundial contra fome e a pobreza, que no Brasil se chama “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”. O evento, em forma de roda de debate sobre a temática, ocorreu em Porto Alegre/RS e teve a participação de representantes das entidades parceiras do trabalho da Cáritas no Rio Grande do Sul.

A atividade iniciou com a leitura da oração da campanha e com a leitura da carta do bispo referencial da Cáritas RS, dom Canísio Klaus que coloca o tema como um desafio urgente. “Convoco, pois, as lideranças da nossa Igreja, assim como todos os membros das comunidades a que assumam de peito aberto a campanha que tem como grande incentivador o Papa Francisco. Vamos começar por saciar a fome dos nossos vizinhos, unindo-nos no combate às injustiças, para assim podermos concretizar o ideal das primeiras comunidades: “E não havia necessitados entre eles”(At 4,34). A Igreja conta com a participação de todos!”, dizia a carta.

Participaram do lançamento e roda de debate, o advogado e jurista, que transita pelas organizações populares, Jacques Afonsim e a representante da Emater, Fesans e Consea, Regina Miranda.

Segundo Regina, a fome é o patamar limite da violação dos direitos humanos. “Ela reflete o modelo de sociedade em que vivemos. A maior arma de dominação do povo é a fome e a miséria. E a fome, segundo estudos recentes, tem o rosto feminino, ou seja, são as mulheres que passam mais fome no mundo. Ela também acontece mais na raça negra que na branca. É maior entre as crianças, também maior no campo que na cidade e afeta principalmente os idosos. Ou seja, quem está fora do sistema produtivo capitalista, passa fome”, afirmou.

“Deus, em toda sua história, se revelou através do alimento e a negação desse alimento aos empobrecidos é negar ao próprio Deus”, lembrou Jacques, em sua fala. Para ele, um dos pontos mais importantes para discutir o tema da fome, que está intimamente ligado com a pobreza e a miséria, é perceber de quem é a responsabilidade sobre esses dados alarmantes que vemos todos os dias, que mostram que cerca de 57 milhões de pessoas estão em situação de pobreza no Brasil. “Hoje comemoramos 65 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que todos nascem livres e iguais, perante a lei. Isso realmente acontece? Todos temos os mesmos direitos?”, perguntou ele. “Nós introjetamos uma ilusão de que as leis são o remédio para garantir nossos direitos e isso não é real. Por isso, precisamos avaliar os resultados das leis e não suas promessas”, concluiu.

Para o representante do Conselho Indigenista, Roberto Liebgott, a Cáritas foi ousada em trazer esse debate novamente para a Igreja e para a sociedade. “Fazia algum tempo que esse assunto não fazia parte da agenda de discussões e o que se mostrava, inclusive pelo governo é que a fome e a pobreza não existiam mais”. Segundo ele, o desafio que permanece agora é ir ao encontro de quem tem fome e não só a fome de alimentos e sim de direitos e vida digna.

por Bruna Garbin, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira Rio Grande do Sul

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