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Caritas Manaus acolhe novo grupo de refugiados venezuelanos, um sinal daquilo que Jesus nos ensinou

30 de agosto de 2018

A Casa de Acolhida Santa Catarina de Sena, coordenada pela Caritas Arquidiocesana de Manaus tem recebido nesta terça-feira um novo grupo de 63 imigrantes venezuelanos dentro de um programa em parceria com a Agencia da ONU para Refugiados – ACNUR  e o Governo Federal.

Nos rostos dos imigrantes se percebe uma mistura de sentimentos. De um lado a esperança num futuro melhor, do outro os sofrimentos padecidos por muitos deles desde que abandonaram seu país, muitas vezes deixando atrás parte da família e uma história de vida construída ao longo de muitos e muitos anos. Inclusive, alguns deles deixam vislumbrar lágrimas de emoção, com sua chegada na Casa de Acolhida, o que gera novas expectativas de futuro.

Segundo representantes de ACNUR se trata de pessoas que já tem adquirido os documentos brasileiros e estavam em situação vulnerável nos abrigos de Boa Vista, capital de Roraima. “A ideia é que aos poucos os imigrantes possam se integrar na cidade, encontrar trabalho, ter aceso à saúde e educação para as crianças”, reconhecem desde ACNUR.

“A Caritas Arquidiocesana de Manaus vem realizando, juntamente com as paróquias e áreas missionárias, o acolhimento aos nossos irmãos migrantes e refugiados da Venezuela”, segundo o Padre Orlando Gonçalves Barbosa, Vice-Presidente da Caritas Manaus. Depois de serem recebidos, os imigrantes serão acolhidos na comunidade com aluguel social, com transferência de renda e assim poder ter suas casas para morar. “Esse é um trabalho que a Igreja de Manaus, na sua realidade em saída, acolhe nossos irmãos venezuelanos”, afirma o Vice-Presidente da Caritas manauara.

Nesse sentido, o pároco da Área Missionária Santa Catarina de Sena, onde fica a Casa de Acolhida, Frei Alex de Assunção – OFM, acolher os migrantes venezuelanos, para a Igreja de Manaus, “significa cumprir aquilo que Jesus nos pede, colocar o Evangelho em prática, reconhece-lo no irmão, no outro”. Segundo o religioso franciscano, não podemos esquecer que “Jesus também foi estrangeiro, teve essa mesma situação que nossos irmãos estão vivendo”. Por isso, ele insiste que “acolher é colocar o Evangelho em prática, é dar vida e espírito para o Evangelho”.

Para a Área Missionária, acolher os imigrantes, segundo o pároco é “colocar em prática aquilo que Jesus nos pediu, aquilo que a Igreja nos pede, aquilo que o Papa Francisco está nos interpelando”. Por isso, o frei insiste em que “para nós é uma grande graça poder acolhe-los e, ao mesmo tempo, poder ser esse sinal de Cristo aqui na Igreja de Manaus. Isso para nós é muito significativo”.

Dina Luz Carmona chegou em Manaus como refugiada desde Colômbia junto com sua família quando tinha 17 anos. Formada em Direito, atualmente é diretora da Casa de Acolhida Santa Catarina de Sena. Ela diz que, depois da experiência de um primeiro grupo de mais de cem pessoas, que recentemente saíram da casa, “neste novo grupo vamos implementar uma nova rotina, eles vão levantar seis horas, depois vão tomar café, organizar tudo e sair na procura de oportunidades até as 16 horas e depois receberão uma refeição”.

Os imigrantes vão estar na casa por um período de um mês, tendo cursos profissionalizantes, cursos de língua portuguesa, rodas de conversa, oficinas de artesanato e elaboração de comidas da região amazônica. Tudo isso na perspectiva de um processo de adaptação que os permita ir ganhando em autonomia e poder normalizar vidas muito machucadas nos últimos tempos.

Texto e fotos Luis Miguel Modino

 

 

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