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Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina lança o Programa Pana, uma grande rede de solidariedade para integrar  os migrantes venezuelanos no estado

13 de novembro de 2018

Abertura da Casa de Direitos, em Florianópolis, Santa Catarina

Com muita solidariedade a Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina celebrou na última sexta-feira (9/11) a abertura da Casa de Direitos, em Florianópolis (SC), e a partilha com a sociedade do programa Pana. Organizado pela Cáritas Brasileira em parceria com a Cáritas Suíça o programa visa contribuir com assistência humanitária e integração dos migrantes venezuelanos que estejam em situação de vulnerabilidade social e que buscam refúgio no Brasil.

Pana é uma palavra da língua indígena Warao e significa amigo, parceiro. Os warao são povos indígenas mais atingidos pela crise política e econômica da Venezuela que se arrasta desde 2015 e tem se intensificado muito neste ano de 2018. Foram os waraos os primeiros a atravessar a fronteira da Venezuela para o Brasil em busca de ajuda para sobreviver.

Para fazer esta acolhida e proporcionar condições de vida dignas aos venezuelanos a Cáritas Brasileira preparou uma estrutura de acolhimento em sete capitais do país, entre elas, Florianópolis. Com profissionais da área de psicologia, assistência social e educação popular, a Cáritas de Santa Catarina abriu a Casa de Direitos e se prepara para receber 200 venezuelanos e venezuelanas que estão sendo cadastrados em Roraima e virão para o estado. Cerca de 100 deles chegarão em Santa Catarina ainda no final do mês de novembro.

O programa consiste em acolher os refugiados oferecendo-lhes uma moradia com 15 casas-abrigos distribuídas em dois municípios catarinenses. Treze na cidade de São José, que fica na Grande Florianópolis e duas casas em Tubarão, na região sul do estado. De acordo com Gelson Nezi, coordenador da Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina a ideia é garantir que as famílias fiquem próximas de outros venezuelanos e que sejam em áreas com acesso a postos de saúde, escolas e creches públicas. “Depois de garantir uma residência para que estas famílias se instalem, vamos buscar empregos, cursos técnicos, apoio de outras organizações e, principalmente, do poder público. Precisamos formar uma rede para garantir que os migrantes consigam reconstruir suas vidas de forma digna no nosso estado”.

Como primeiro passo dessa ação a Cáritas abriu as portas da Casa de Direitos e recebeu doações de utensílios domésticos, roupas, comidas e itens de higiene. O pequeno espaço , que antes era uma garagem para dois carros, agora se torna um ambiente de acolhida dos venezuelanos. A antiga garagem, agora reformada, ficou lotada de donativos e de pessoas da comunidade que vieram se colocar à disposição para ajudar neste projeto encabeçado pela Cáritas.

Para Luisiana Chano, venezuelana que está em Santa Catarina há quatro meses, esta oportunidade oferecida pela Cáritas é de extrema importância para iniciar uma nova vida. “Quando eu vim pra cá com meus dois filhos pequenos, recebemos o apoio de pessoas que nos doaram roupas e nos deram oportunidades de emprego. Pra recomeçar a vida num país diferente, sem ter apoio é muito difícil”, Luisiana que é médica, trabalha atualmente como cuidadora de idosos e faz faxina, ela aguarda a revalidação do seu diploma para atuar na área em que é formada.

Gelson Nezi avalia que o Programa Pana é uma resposta prática da Cáritas Brasileira da missão da Igreja junto ao acolhimento aos migrantes e refugiados. Para ele é o sentido da evangelização e da missão da igreja e um apelo feito frequentemente pelo Papa Francisco em que conclama os cristãos para promover, proteger e integrar os migrantes e refugiados. Temos uma missão da eclesiológica que esta explicita no evangelho de Mateus: “Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram;  necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram, (MT 25, 35-36)”, reflete Gelson Nezi.

Um cadastro de voluntários está sendo feito e várias outras ações serão organizadas para garantir a estrutura e condições de moradia para as famílias que chegarão em Santa Catarina. Para ter mais informações ou integrar a rede de voluntários, faça contato através do email: caritassc@caritas.org.br ou pelo telefone 48-3234 7033.

Por Silvia Medeiros  (texto e fotos) 

Abertura da Casa de Direitos em Santa Catarina

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