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Cáritas Brasileira lança campanha para sensibilizar o país na acolhida de venezuelanos

13 de junho de 2017
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O foco da campanha é convidar a sociedade brasileira para uma ação de acolhida, solidariedade e conscientização neste momento em que um país vizinho passa por uma crise humanitária

Nesta terça-feira, 13, a Cáritas Brasileira lança a Campanha #CoraçãoAberto, a iniciativa se propõe a sensibilizar a população do Brasil a respeito do crescente número de venezuelanos que diariamente chegam nas cidades fronteiriças do país pela região Norte. Os registros dão conta de que a cada dia aproximadamente cerca de 200 venezuelanos cruzam a fronteira, especialmente pela cidade de Boa Vista (RR), muitos viajam também até Manaus (AM).

Afetada pela crise política e econômica, a Venezuela sofre hoje uma severa crise de desabastecimento de alimentos da cesta básica, de remédios e uma alta inflação que fechou o ano passado em 180,9%, o que diminuiu de forma significativa o poder aquisitivo da população. 

De acordo com Luiz Claudio Mandela, Diretor Executivo da Cáritas Brasileira, a situação desafia todos a refletir sobre como a Cáritas, uma organização de acolhida a migrantes e refugiados pode colaborar e ajudar efetivamente. Ao mesmo tempo, nós estamos acompanhando atentos e preocupados a situação de crise humanitária que a Venezuela enfrenta nos últimos anos e que tem gerado essa migração em massa para o Brasil e para outros países vizinhos”, afirmou.

Mandela explicou ainda que, a Cáritas Internacional, atendendo um pedido da Cáritas Venezuelana, lançou um apelo emergencial mundial convocando todos os entes federados da Rede a colaborar com um plano de trabalho e ajuda financeira, para atender de forma humanitária a Venezuela. “No Brasil, a partir desse pedido, e movidos com a chegada dos venezuelanos no país, levamos a discussão para o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que inicialmente nos pediu para prepararmos a campanha de sensibilização”, contou Luiz Claudio.

O principal problema enfrentado pelos venezuelanos que cruzam a fronteira é a falta de infraestrutura tanto em Boa Vista (RR), quanto em Manaus. Os que conseguem alojamento vivem em casas de acolhida que também funcionam de maneira precária por falta de segurança, alimentos, roupas, atendimento médico, jurídico e encaminhamento para que possam ingressar formalmente no mundo do trabalho. De acordo com levantamento realizado pelo Governo de Roraima, mais de 60% dos venezuelanos retornam para o país vizinho após a compra de gêneros básicos, como arroz, farinha, papel higiênico, entre outros. Entretanto, desse percentual, aproximadamente 30 mil permaneceram em Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, e Manaus, no Amazonas.

Entre a população mais afetada estão os índios Warao, um dos povos mais antigos do Delta do Orinoco, no nordeste da Venezuela. Eles são maioria entre os que atravessam a fronteira no extremo Norte do Brasil. Geralmente, chegam com fome, sede e necessitados de atendimento médico. Há inclusive, registro de casos de morte entre adultos e crianças.

Acompanhe e compartilhe as ações da campanha #CoraçãoAberto pelas redes sociais.

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