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Cáritas Brasileira em convênio com a Fundação Banco do Brasil lança projeto para feiras livres

18 de maio de 2018

Uma comunidade, um município, um estado envolvidos em potencializar o belo e os saberes locais com olhar apreciativo para fortalecer as histórias da comunidade, aumentar o afeto, fomentar os sonhos de adultos, crianças e idosos e colocar toda essa riqueza em uma grande ciranda, com cuidado e engajamento para descobrir novos caminhos, numa ação conjunta é o que Cáritas Brasileira em convênio com a Fundação Banco do Brasil propõem com o Projeto Nossa Feira, popular e solidária. A proposta visa à reconstrução de espaços populares de socialização a partir da implantação de tecnologias nas feiras livres.

O projeto

O Nossa Feira tem como objetivo central a revitalização e manutenção de espaços populares de comercialização de produtos de primeira necessidade que compõem a base alimentar das famílias. “Historicamente a Cáritas Brasileira e a Fundação Banco do Brasil tem desenvolvido uma série de experiências a partir de parcerias que buscam construir tecnologias sociais e organizar comunidades empobrecidas. Agora temos mais esse desafio na perspectiva de organizar espaços de socialização com as feiras livres municipais, este é um desafio muito importante para nós da Cáritas, já que as feiras determinam e demonstram como está o dinamismo da economia, especialmente nos pequenos municípios. Esse projeto vai nos colocar na possibilidade de apresentar uma tecnologia social que é a organização de um processo de articulação da feira local com a sociedade e com o poder público nos municípios e, mais ainda, colocar essas feiras livres numa perspectiva nacional”, destacou o diretor executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Cláudio da Silva (Mandela). 

São 22 municípios envolvidos no projeto Nossa Feira nos estados da Bahia, Piauí, Maranhão e Paraíba. Aproximadamente 476.66 mil pessoas estarão envolvidas nessa ciranda popular e solidária. Com as feiras articuladas busca-se celebrar a vitória mediante o esforço individual colocado no coletivo para manter as conquistas alcançadas e tencionar novos projetos para modificar, para melhor, ainda mais a comunidade.

O diretor executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Cláudio L. da Silva (Mandela) e o assessor sênior da Fundação Banco do Brasil, Amarildo J. Carvalho formalizam convênio para revitalização de feiras livres

O diretor executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Cláudio L. da Silva (Mandela) e o assessor sênior da Fundação Banco do Brasil, Amarildo J. Carvalho formalizam convênio para revitalização de feiras livres

O investimento na revitalização dessas feiras livres pretende garantir tanto a melhoria da infraestrutura utilizada pelos feirantes, quanto a acessibilidade da população a esses espaços populares. O projeto também vai trabalhar para minimizar a produção de resíduos sólidos e organizar, de forma adequada, o que for produzido. Os resíduos secos serão destinados para organizações de catadores/as de materiais recicláveis e os resíduos orgânicos para produção de adubo que, posteriormente, deverão ser distribuídos aos agricultores/as rurais e urbanos dos municípios. Todo esse processo na gestão dos resíduos sólidos das feiras requer participação e parceria com o poder público local.

Metodologia social Oasis

Para fundamentar todo esse processo o projeto vai utilizar a metodologia social Oasis que busca estimular o desenvolvimento comunitário através do protagonismo cidadão e habilitar comunidades na cooperação e empreendedorismo, ampliando sua capacidade de propor respostas criativas para resolução de problemas e, assim, criar bases para o sucesso de políticas públicas. Será construído um processo de capacitação voltado para a educação financeira em que participarão os feirantes, professores de escolas públicas e privadas, e outros segmentos da sociedade, em cada município.

Através da capacitação em educação financeira os 22 grupos de feirantes poderão adquirir maior autonomia financeira com a implantação de Fundos Rotativos Solidários (FRS) mediante a promoção de um sistema de auto poupança para fortalecimento dos empreendimentos.

O desenvolvimento local será estimulado com a democratização do crédito e incentivos a investimentos monetários e não monetários no grupo. Os grupos conseguirão administrar os fluxos e registros de informações diárias com ferramentas facilitadas para controles administrativos e financeiros. 

Ações do projeto

A Cáritas Brasileira implementará as ações do projeto, nessa primeira fase, em caráter piloto nos 22 municípios do Nordeste brasileiro. Na maioria dos municípios a economia gira em torno da agricultura e da criação de animais, mas aparece, fortemente, a prestação de serviços, principalmente no comércio local.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), nos municípios envolvidos no projeto, variam de 0,543, considerado baixo, a 0,682, considerado médio. No Nordeste, esse índice, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 0,659, considerado baixo se comparado com outras regiões do Brasil.

Mapa dos 22 municípios da Bahia, Piauí, Maranhão e Paraíba que vão receber o projeto Nossa Feira

Mapa dos 22 municípios da Bahia, Piauí, Maranhão e Paraíba que vão receber o projeto Nossa Feira

O projeto Nossa Feira não é uma iniciativa isolada da Cáritas Brasileira, ele representa a continuidade de uma série de ações voltadas para o fortalecimento da economia popular solidária. “Dentro do nosso programa de políticas públicas e também podemos dizer, dentro do programa de convivência com o semiárido, já que ambos os programas tiveram como base o processo de incidência em políticas públicas e também a organização de espaços de comercialização com a perspectiva do fortalecimento dos empreendimentos de economia solidária. Agora a Cáritas aceita esse novo desafio que é trabalhar no fortalecimento, na reconstrução e também na incidência nos espaços que são as feiras livres. Vamos poder ir para às comunidades, trabalhar com os feirantes, com os agricultores, com o poder público, com as escolas, na perspectiva de fortalecer e organizar esses espaços que são as feiras municipais”, afirma Mandela. 

O convênio com a Fundação Banco do Brasil foi assinado em uma cerimônia, na tarde desta sexta-feira, 18, na sede da Cáritas Brasileira. A primeira fase do projeto Nossa Feira, popular e solidária terá duração de 12 meses.

A logo do projeto Nossa Feira traz elementos que marcam a cultura das feiras livres como a alegria e a fartura de alimentos regionais

A logo do projeto Nossa Feira traz elementos que marcam a cultura das feiras livres como a alegria e a fartura de alimentos regionais

 
Por Osnilda Lima e Jucelene Rocha                                                                                                 
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